Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol Nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol Nacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O PROF MANUEL MACHADO

Manuel Machado é seguramente um dos melhores treinadores nacionais. O seu discurso repleto de complexidades não impede a simplicidade e eficácia que as suas equipas discursam no terreno de jogo. O Nacional desta época é apenas o reflexo de uma carreira ainda curta (praticamente 8 anos no futebol profissional) com mais altos que baixos.

Pode-se não gostar do estilo mas é obrigatório reconhecer as qualidades técnicas, os conhecimentos e a capacidade em formar equipas competitivas. As equipas de Manuel Machado apresentam invariavelmente um futebol pragmático, objectivo e versátil. Fez história no Moreirense, levou V. Guimarães e Nacional à Taça UEFA e comandou ainda Académica e Sp. Braga, onde não foi totalmente feliz.

Curiosamente, exceptuando o Moreirense, não tem realizado mais do que uma época no mesmo clube. Agora de regresso ao Nacional, está na luta pelas competições europeias, está nas meias-finais da Taça de Portugal e falhou por pouco as meias-finais da Taça da Liga. Ainda vamos ouvir falar muito de Manuel Machado.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

FALTA CLASSE Á CLASSE


A AF Braga pondera recorrer aos tribunais cíveis para anular a decisão da assembleia geral da FPF de extinguir a 3.ª Divisão, adiantou à agência Lusa o presidente daquele organismo, Carlos Coutada, manifestando a "indignação de todos os clubes presentes em relação ao que foi decidido" na AG federativa. A AF Braga vai "utilizar todos os meios legais ao seu alcance para anular ou impugnar as decisões tomadas", até porque, acrescenta o dirigente, "subsistem dúvidas de que foi efectivamente aprovado".

O futebol português continua povoado de incendiários que continuam a fazer parte do problema e nunca da solução. Isto faz lembrar aquele indivíduo que entra num bar e diz: Há algum problema? É que se não há, arranja-se!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

FUTEBOL NACIONAL AO ESPELHO

A Assembleia-Geral da FPF que servia para debater a reformulação dos quadros competitivos do futebol não profissional, gerou uma enorme confusão. Por motivos ainda não apurados, a Assembleia aprovou uma proposta na generalidade e outra na especialidade que entram em contradição. Facto que naturalmente tem de ser corrigido. No entanto, ainda ninguém sabe como aconteceu e como se irá resolver.

Para uns, a proposta corrigida da FPF foi aprovada (48 clubes divididos em 3 séries na II divisão e extinção da III divisão) e depois na especialidade foi aprovada apenas a correcção relacionada com a subida directa dos campeões distritais (Subirem 24 ao invés de 12 dos distritais para a II divisão).
Para outros, também foi aprovado o aumento do número de clubes na II divisão (64), dividir as séries em 4 e não 3, a subida de 24 clubes e a extinção da III divisão.

Alves Caetano da AF Algarve e o promotor da proposta do aumento de número de clubes e de séries, já viu que a sua proposta pode voltar a ser debatida e, possivelmente, derrotada. Daí lançou um feroz ataque á direcção da FPF: “O melhor era a direcção da FPF demitir-se em bloco, já que não sabe o que anda a fazer. Ou então dizem às associações para terem só um voto em assembleia-geral e, assim, a FPF já aprova todas as propostas que quiser.”

Convenhamos que Alves Caetano exagerou, mesmo porque sabia que sendo aprovada uma proposta na generalidade, não podia ser aprovada uma proposta contrária na especialidade, como aconteceu. Gostava era de perceber porque aprovaram na generalidade uma proposta que não queriam.

Gilberto Madaíl, não gostou das palavras de Alves Caetano e respondeu na mesma moeda: “A irresponsabilidade deste tipo de afirmações prova, infelizmente, que o simples facto de aparecerem caras novas no dirigismo não assegura a credibilização do futebol português. É preciso que as pessoas percebam, de uma vez por todas, que os problemas se resolvem com trabalho e que as eventuais posições divergentes entre os sócios da FPF se ultrapassam com bom senso e uma coordenação clara e séria de esforços. O tempo das insídias e dos esquemas de bastidores acabou. Não podemos nem devemos aspirar à unanimidade de posições mas podemos exigir respeito e elevação sobretudo nas intervenções públicas que temos.”

Uma coisa é certa, o nosso dirigismo continua mal servido e as insídias e os esquemas de bastidores mantêm-se. O novo presidente da Assembleia-geral também ficou muito mal na fotografia.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA DE HERMÍNIO LOUREIRO

A Antena 1 e o Record entrevistaram desta vez Hermínio Loureiro. Partilho alguns excertos:

CABEÇA QUE PENSA E OUTRA QUE TRANSMITE
Não. A Liga funciona com uma equipa jovem e coesa. Tem uma directora executiva, Andreia Couto, um secretário-geral, Tiago Craveiro, uma comissão executiva e um presidente. Quem está comigo sabe que gosto de trabalhar em equipa. Tenho também a virtude de delegar competências, mas acompanho de perto os dossiês. Tiago Craveiro já trabalha comigo há muito tempo. Se nalgum momento há maior protagonismo de outro elemento que não seja o presidente, eu até fico satisfeito.

É mais do que evidente que Hermínio tem muitas dependências e que necessita de uma retaguarda forte. Grave é a imagem de ausência de liderança.

PRESIDENTE PROFISSIONAL
Sim, pensei que fosse possível compatibilizar funções. Mas hoje com conhecimento de causa acho que não é. Temos de fazer um conjunto de alterações estatutárias e regulamentares em função do RJF, mas em primeiro lugar temos de sensibilizar os clubes para a necessidade e vantagem de ter um presidente que esteja nestas funções em full-time.

Há certas coisas que já deviam ter sido efectuadas. Esta é uma delas.

CONTINUAR NA LIGA
Não quero criar qualquer tabu. Comprometi-me com os clubes a desenvolver um mandato, com um conjunto de reformas estruturais que considerava importantes e é nisso que estou concentrado e motivado. Não estou na Liga a pensar noutro lugar. Isso que fique esclarecido de uma vez por todas. Vocês estão mortinhos para me perguntarem se não sou candidato a presidente da FPF. Respondo já: estou na Liga com todo o gosto e estou totalmente empenhado em melhorar o futebol português.

O problema do futebol, é que na política se arranjam menos inimigos.

RELACIONAMENTO COM PINTO DA COSTA
As relações não são as melhores. Não encontro razões objectivas e, como digo, a minha função e tarefa é procurar fazer o melhor para o futebol. Não estou no desempenho do cargo para satisfazer o presidente A ou B.

Manter os princípios estabelecidos é uma virtude que ninguém lhe pode tirar. A defesa e manutenção de confiança no Conselho de Disciplina, é um exemplo de mudança que deve estender a todas as áreas de intervenção. Algumas birras e pressões, são sinónimo de mudança.

ENTREGA DA TAÇA AO FC PORTO
Essa é uma matéria que está a ser tratada entre os órgãos da Liga. Não é apenas o caso do FC Porto. A directora executiva esteve recentemente em Vila do Conde a entregar o troféu de fair-play ao Rio Ave. Também falta a taça de campeão da Liga Vitalis ao Trofense e a de fair-play para o Santa Clara. Reconheço o atraso, mas há tantas outras coisas a fazer. Antigamente, essa entrega era feita em galas que já não existem. No regulamento está consagrado que deve ser entregue logo que o campeão seja conhecido, o troféu é entregue no jogo seguinte em casa. É o que vamos fazer esta época.

Estes atrasos não se compreendem em quem defende o cumprimento das normas. Cheguei a pensar que era resposta aos boicotes de Pinto da Costa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A PROSTITUTA CHAMADA FUTEBOL

Ainda na sequência da “jogada” política de Mesquita Machado ao envolver-se na discussão desportiva dos prejuízos do Sporting de Braga que culminou com a sua demissão do cargo na FPF, vem agora a coligação PSD/CDS na Câmara Municipal de Braga, comunicar uma moção pela verdade desportiva e em defesa do Clube bracarense.

Diz a moção: “O desempenho desportivo do futebol profissional do Braga tem ficado aquém do que seria possível e desejável por força de um tratamento diferenciado e discriminatório das instâncias que gerem o futebol profissional em Portugal”.

Realmente o futebol continua a ser uma prostituta que todos renegam mas que todos utilizam.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

COISAS DE "VITÓRIAS"

Os dois Vitórias do futebol nacional vivem momentos difíceis. Um mais do que outro, é certo.

Em Guimarães, o inconformado Manuel Almeida, que já dava indícios de insatisfação, vai sair e dizer de sua justiça (Quando resolver a questão dos vales). Ninguém pode esconder que o Vitória vivia e/ou vive uma “paz podre” cujas consequências se podem especular. Direcção – Departamento de Futebol – Equipa Técnica (será que se pode separar as coisas assim?) parecem ter conceitos e concepções divergentes em aspectos importantes que atingem o “coração” do clube.

Guimarães vive num dilema:
Será que basta tirar uma maçã podre do cesto?
Será que o cesto já está contaminado?
Será que uma das maçãs saudáveis sai do cesto?
Será que o melhor é remover o cesto todo?

Em Setúbal, parece que até os ratos já abandonaram o barco. É um facto que algumas pessoas têm feito milagres para sustentar um elefante, tal como é um facto que o elefante está morimbundo e não há força colectiva que suporte o peso.

Não aparece ninguém para liderar “coisa nenhuma”, não há dinheiro para sustentar a época, não há motivações, mas há uma multidão de mãos nos bolsos a vociferar culpas e a olhar para a implosão de mais um elefante. É a lei da vida. Alguém deixou morrer o elefante, mas não morreu com ele.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A SOCIEDADE DOS ESPERTOS

"Consegue-se enganar alguns durante muito tempo, muitos durante algum tempo, mas não se consegue enganar todos durante todo o tempo..."
Abraham Lincoln

Mesquita Machado prometeu dizer “algumas verdades” e acabou por dizer “muitas banalidades”. Uma fuga com todos a "olhar", mas que só alguns conseguem "ver".

O político nunca quis nada com o futebol, a não ser o retorno político que este lhe garante. O futebol nunca quis nada com a política, a não ser os “apoios” que esta lhe concede.

É a sociedade que explora a “cegueira”.
.
Post-Scryptum: O que dizia a Dra Maria José Morgado sobre a promiscuidade entre Poder político - Futebol - Construção civil ?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ADEUS MESQUITA E NÃO VOLTES

É impressionante. Mesquita Machado resolveu enveredar por uma fuga para a frente, depois das afirmações irresponsáveis sobre a arbitragem, alegando que renuncia ao cargo de presidente da Assembleia-Geral da FPF por não pactuar com o actual estado do futebol português. Segundo palavras do “amigo” Carlos Coutada.

Sinceramente, isto é um abuso. Estas pessoas pensam, descaradamente, que todos os outros são acéfalos. Ou então o “polvo” já não precisa de se esconder.

Uma coisa tenho a certeza, o futebol nacional ficou mais rico com a saída deste senhor. Agora só falta o resto.

ENTREVISTA DE CARLOS PEREIRA

Li (Record) e ouvi (Antena 1) a entrevista de Carlos Pereira, Presidente do Marítimo. Gostei e vou partilhar alguns excertos:

Arbitragem
Se me falar da arbitragem, tenho muitas reclamações e vejo com muita apreensão a situação actual. Se me perguntar dos árbitros, digo-lhe que não têm culpa nenhuma. Passeiam a seu bel-prazer o que os dirigentes os deixam fazer. Os dirigentes é que são os responsáveis pelo estado das coisas.

Essa é que é essa. Será a competência camuflada de incompetência? É que persistir no mesmo erro, por tanta gente e por tanto tempo, nem mesmo a arbitragem. O erro interessa.

Saída de Vítor Pereira
Não. Acho que não se devem tomar medidas avulsas. Há que tomar medidas de fundo (…) Já houve muita vontade de fazer remodelações, mas pouco ou nada se faz. É simples resolver essa questão. Basta pensar numa prestação de serviços, fazer com que haja concorrência. Um outsourcing resolvia o problema…

Também não é preciso exagerar. Assim como assim, sempre seria melhor a autonomia. Acho.

Liga e Hermínio Loureiro
A Liga padece hoje do mal que padecia. Fala-se muito mas age-se pouco. Na Liga há uma cabeça que pensa (Tiago Craveiro) e outra que transmite (Hermínio Loureiro). Tiago Craveiro, o secretário-geral, usa, abusa e transmite e depois há uma voz que torna público (…) Há pessoas que ficam muito dependentes, ou por imagem pública ou por outra qualquer.

É notória a figura decorativa de Hermínio Loureiro, mas tanto assim? Pelo menos ficamos todos a saber quem é que manda na Liga.

Futuro da Liga
Diria que é preciso mudar muita coisa na Liga. Ela ficou muito suave. O major tinha um estilo de agressividade, usando e abusando do seu pelouro. Hermínio Loureiro tem um feitio completamente diferente: ouve como ninguém, mas depois já tenho dúvidas quanto ao que faz. Defendo o profissionalismo ou então uma figura que não fosse dependente desse cargo.

Pois. Talvez alguém que se pareça com Hermínio mas que não seja como Hermínio.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

HAJA PACHORRA

"O Sporting lamenta que alguém com responsabilidades no futebol português tenha feito declarações que em nada abonam a actividade. Face a essas declarações do senhor Vítor Pereira, o Sporting entende que o mesmo só tem uma coisa a fazer: pedir a demissão. Caso não o faça, a direcção da Liga deve agir em conformidade".
Salema Garção (Sporting)

Se o senhor Pereira não se demitir, então que seja a direcção da Liga de Clubes a fazê-lo”.
Carlos Freitas (Sporting de Braga)

Estes são 2 dos muitos candidatos ao desemprego. Principalmente quando contribuem para o futebol português com afirmações carregadas de interesse e desprovidas de qualquer espírito colectivo. Sinceramente, não é com posições incendiárias, vingativas, oportunistas e pouco esclarecidas como estas que o Futebol português consegue evoluir. Não é com atitudes descontroladas e interesseiras que os processos tendem a melhorar.

Este oportunismo é para mim muito mais grave para o futebol português que as palavras de Vítor Pereira. Este teve um desabafo que podia ter evitado. Aqueles ponderaram e premeditaram uma leviandade. Em matéria de irresponsabilidade estão todos no mesmo saco.

Interessante, é o tempo de antena que a comunicação social dispensou a uma tal Associação de adeptos que ninguém reconhece, contribuindo para o acumular dos problemas e não fazendo parte da solução que todos reclamam.

São estas atitudes, estes aproveitamentos que distanciam o futebol do seu alvo.

OS CAMINHOS DE YAZALDE

Yazalde a jovem promessa do Varzim, preferiu o Sporting de Braga (que até nem precisava assim tanto de avançados) em detrimento do Vitória de Guimarães (que estava desesperado á procura de avançados). Agora o Sp. Braga vai emprestá-lo, para rodar, ao Rio Ave. Ora, toda a gente conhece a rivalidade entre Varzim e Rio Ave.

Há razões que a própria razão desconhece.

domingo, 18 de janeiro de 2009

O MEU HISTÓRICO DE CR7

Ainda sobre Cristiano Ronaldo, as imagens de memória que partilho:

Cristiano Ronaldo era um jogador com um potencial enorme. Também vi aquele jogo amigável entre o Sporting CP e o Manchester United, onde Cristiano Ronaldo partiu a loiça toda. Não estranhei, portanto que Alex Fergunson o contratasse. Estava ali um diamante ligeiramente moldado, mas com potencial em bruto, apesar dos vícios do futebol nacional. Muito espectáculo, muita fita, muita finta e pouca objectividade.

Tempos depois fui registando as suas entradas nos jogos do Manchester United e do Campeonato, com muita criatividade, muitas fitas e pouca objectividade. Muitas criticas também, por estar mais tempo no chão do que de pé.

Com o tempo foi melhorando, e em alguns jogos cheguei a pensar: Se o puto começa a marcar golos…. Com aquela velocidade e capacidade de drible, se começar a rematar e juntar eficácia, temos um fenómeno.

O Tempo foi solidificando o seu crescimento e o resultado da mudança para um futebol mais exigente, é mais do que evidente.

No entanto, quando vejo o verdadeiro Cristiano Ronaldo é depois do Mundial da Alemanha, em 2006. Aqui deixo de ver um jogador de qualidade, para passar a ver um indivíduo indomável no seu percurso de jogador de excepção.

A forma como enfrenta um campeonato de Inglaterra, totalmente contra, depois das quezílias resultantes do Portugal - Inglaterra do Mundial e com o seu próprio colega de equipa Rooney, não estão ao nível de qualquer um. Só um predestinado de corpo inteiro consegue inverter um ambiente completamente adverso, numa época repleta de sucesso e de afirmação absoluta. Cristiano Ronaldo, deixou de ser um bom jogador, para ser O jogador do Man United, com golos, objectividade e muito futebol. Com isso chega a segundo na Bola de Ouro (Atrás de Kaká) e terceiro no FIFA World Player (Atrás de Kaká e injustamente atrás de Messi).

Na época seguinte, a fasquia estava alta. Alta porque teria de ultrapassar as apostas de rendimento e teria que evoluir perante os resultados obtidos. Na época 07/08, Cristiano Ronaldo esvaziou todas as previsões, ultrapassou todas as possibilidades e atingiu patamares, colectivos e individuais, apenas reservados aos únicos. CR7 conseguiu colocar a fasquia a um nível que nunca voltará alcançar e deixou uma herança quase inacessível.

Campeão de Inglaterra, Melhor Jogador de Inglaterra, Melhor Marcador do Campeonato inglês, Melhor Marcador da Europa (Bota de Ouro), Campeão da Liga dos Campeões, Melhor Marcador da Liga dos Campeões, Melhor Avançado da Liga dos Campeões, Melhor Jogador da Liga dos Campeões, Campeão do Mundial de Clubes 08, Bola de Ouro 08 (France Football), Jogador do Ano FIFPro 08, FIFA World Player 08, entre outros prémios.

CR7 não foi o melhor jogador mundial da época 07/08, por ser “guapo” ou para a FIFA. É o Melhor Jogador do Mundo em título porque ninguém conseguiu ser melhor do que ele.

sábado, 17 de janeiro de 2009

EMOÇÃO FUTEBOLISTICA

A expressão “Emoção futebolística” começa a ganhar corpo em todos os quadrantes, quando se quer definir uma atitude menos reflectida, mas desculpável por força das circunstâncias. Isso é muito bom, principalmente para aqueles que utilizam o futebol para abrir a boca, não para entrar mosca mas para dizer disparates sem consequências.

A este propósito, Hermínio Loureiro antecipou-se e solicitou uma audiência ao Procurador Geral da República e ofereceu toda a colaboração da Liga caso haja investigação às acusações do SC Braga e às “infiltrações” de Mesquita Machado.

Esta situação promove uma série de interrogações, entre elas duas: Loureiro quis atacar o problema de frente e “apanhar em falso acusações emotivas”? ou quis atacar o problema por trás e “colocar-se a salvo de qualquer promiscuidade”?

Esta mistura de política e futebol e vice-versa, arrasta sempre grandes dúvidas. Aliás, jogado assim, o futebol é uma farsa. O curioso é que o futebol se joga assim, há tempo demasiado.

Post Scryptum: Já agora, há algum motivo para que o FC Porto não tenha recebido ainda a Taça de Campeão da época 07/08?

MAKUKULA NO BOLTON

Makukula, apesar de tudo escolheu o Bolton para prosseguir a sua carreira.

O jogador não escondeu a sua frustração por não ter vingado no SL Benfica. De facto, ele é mais uma vítima dos equívocos dos clubes, na hora das contratações. Afinal de contas o que deve prevalecer? A vontade dos treinadores ou a vontade dos clubes?

Esta é uma velha questão. Pinto da Costa afirmou, em determinada altura, que se fosse dar ouvidos a Artur Jorge, teria de contratar um novo jogador todos os dias. Mas da mesma forma, promoveu contratações made in clube que se revelaram “pesos mortos”. Este é apenas um exemplo, porque o processo é comum a todos.

Makukula chegou ao Benfica requisitado por um técnico, que pouco tempo depois se foi embora. Objectivamente, quem pagou foi o Benfica, logo ficou com um activo para gerir. Vendedor satisfeito, Empresário satisfeito, Jogador feliz, Treinador “lavou as mãos” e o Clube com a criança nos braços.

A questão pertinente, neste caso, é como se pode contratar jogadores com o perfil de Jardel, Makukula ou Cardozo, se não for para jogar com extremos e em ataque continuado? Por outro lado, como se pode contratar um treinador, cujo perfil não se enquadre com os activos do clube?

As consequências são alterações constantes e mexer em dinheiro na janela de um comboio em andamento. Makukula, é mais uma vítima dos equívocos e ele é o menos culpado e o mais penalizado. Ou não.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ADIAR ATÉ AO CASO SEGUINTE

"Se a Liga não fizer nada, não devemos começar o próximo campeonato. No próximo ano vão acontecer situações idênticas à do Estrela".

A afirmação pertence a Joaquim Evangelista que voltou a dizer que o Estrela não é o único clube que não paga atempadamente os ordenados. Evangelista deixou a ameaça de uma greve geral dos jogadores.

Pois é, as coisas geralmente começam do início. Até agora só se tem visto remendos de uma situação irremediável. Remediar significa adiar até ao seguinte. Parece óbvio mas não é.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

UMA PROSTITUTA CHAMADA FUTEBOL


Hermínio Loureiro “nunca diz não ao PSD”. E o PSD quer candidatá-lo à presidência da Câmara de Oliveira de Azeméis ou de outras em análise.

No fundo, Hermínio Loureiro, o presidente da Liga de Clubes e um dos aspirantes a presidente da Federação Portuguesa de Futebol, vai ter de optar entre política e futebol.

Curiosamente, Hermínio Loureiro foi reciclar-se ao futebol para regressar à política. O futebol é mesmo uma grande montra, usada e abusada como uma prostituta chulada.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A FUGA DE BARTOLOMEU

Os três administradores da SAD da União Desportiva de Leiria, João Bartolomeu, António Bastos e Vasco Pinto Leite, apresentaram pedido de demissão. Isto devido ao alegado facto do Árbitro Pedro Proença ter respondido a Manuel Fernandes, Técnico da União de Leiria, com a seguinte frase: “Sou um homem sério, não sou corrupto como o seu presidente”. Entende a SAD que a equipa está a ser alvo de discriminação devido a uma alegada má vontade contra o presidente João Bartolomeu e que por isso a demissão é a melhor solução para proteger os superiores interesses da instituição.

Demissão por causa disso? Logo João Bartolomeu que nunca largou o "osso"?

Não sei quem engole este elefante, mas, o mais grave, é estas pessoas pensarem que todos os outros são parvos, vindos da “Parvónia”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

INTERCALAR O QUÊ?


Há coisas que não entendo, e são muitas. Rui Costa foi um entusiasta da Intercalar na Associação de Futebol de Lisboa, tal como Pedro Barbosa, se não estou em erro. Acontece que, tanto o Benfica como o Sporting não utilizaram a competição para rodar jogadores menos utilizados. Salvo, uma excepção no Benfica que utilizou em determinado jogo Mantorras e David Luís.

Depois oiço na rádio um ex-técnico de Guarda-redes do Benfica dizer que Moreira tem a desvantagem de não ter competição. Sinceramente. Então a Intercalar não devia servir para dar competição a jogadores menos utilizados? Não devia servir, pelo menos, para testar jogadores e sistemas em competição?

Alguma coisa está errada. Será que os jogadores não querem fazer estes jogos? Nem com televisão? Se for, lá cai por terra o que disse Quique Flores sobre a disponibilidade dos atletas. A não ser que Quique Flores não queira ver Diamantino Miranda a comandar os seus jogadores. E isso é outra história e a Intercalar não interessa para nada. O mesmo se aplica ao Sporting, obviamente.

Gostava era de perceber o entusiasmo inicial. Já agora, quantos jogadores da primeira equipa, convocou o FC Porto na Intercalar? Eu digo: Ventura, Benitez, Bolatti, Candeias, Guarín, Pele, Rabiola, Stepanov e Tengarrinha.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

OS CONVITES TAMBÉM SE PAGAM

O Grupo Desportivo Estoril Praia é um dos muitos clubes portugueses que vive a situação estranha de ter uma SAD e uma quantidade residual de adeptos activos. Desportivamente a equipa sobrevive na 11.ª posição da classificação da Liga Vitalis e nos jogos em casa consegue reunir o apoio de menos de 300 adeptos. Para ser mais exacto, o Estoril obteve assistências na ordem de: 255 (Oliveirense), 255 (Beira-Mar), 229 (U. Leiria), 201 (Gondomar) e 258 (Portimonense), até agora o jogo com maior assistência. Sinceramente, há situações que não se explicam facilmente.

Curiosamente, vem de Portimão uma chamada de atenção relativamente aos bilhetes que os adeptos do Portimonense SC (O tal da maior enchente) pagaram para assistir ao encontro. No fundo, os convites também se pagam. Resta saber se esses bilhetes também entraram na contabilidade das 258 pessoas divulgadas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

BENTO vs PAIXÃO

Bruno Paixão regressou aos jogos, depois de atravessar o deserto numa “jarra”, resultado da prestação no jogo Sporting - FC Porto. Se naquele jogo, Bruno Paixão foi acusado de não ter visto nada, neste regresso no jogo Varzim - Santa Clara assinalou tudo o que se mexia.

Este comportamento só vem esclarecer que os árbitros são humanos, com tudo o que isso implica. Ninguém poderá dizer que o rescaldo do jogo Sporting - FC Porto, não teve influência neste jogo na Póvoa. Obviamente que teve, Bruno Paixão não conseguiu disfarçar, nem ninguém.

Paulo Bento, que ontem disse que nunca disse que os árbitros agiam de forma premeditada (Cada vez entendo menos as críticas) e que naquele jogo da taça foi excessivamente cáustico com Bruno Paixão, viu no jogo com o Vitória de Guimarães, o público de Alvalade responder ao apelo do técnico, castigando Duarte Gomes pelo erro de não validar o golo que não foi mas que devia ter sido.


Para Paulo Bento e Bruno Paixão recupero um post que coloquei aqui a 24 de Julho:

A Equipa de arbitragem é a única equipa que é assobiada em qualquer jogo, antes do jogo começar. A Equipa de arbitragem não tem jogos fora ou em casa, joga sempre fora. Ainda por cima, a classificação do seu campeonato está dependente da avaliação de outros que não correm os mesmos metros, nem sofrem os mesmos sofrimentos. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que tem de manter o mesmo nível de concentração, estabilidade emocional, lucidez de avaliação, sobriedade de análise e capacidade de decisão, de forma objectiva, durante todo o tempo de jogo, inclusive nas paragens do mesmo.
O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que tem de estar presente em todas as jogadas desenvolvidas durante o jogo. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que tem de analisar e validar indicações dos elementos da sua própria equipa. É o único elemento que é vigiado pelo vídeo e que dele não tira qualquer partido. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que não merece o benefício da dúvida. Aliás a única dúvida é o nível de corrupção a que foi sujeito. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que só é reconhecido quando não se fala dele.

Paulo Bento não sabe onde acaba a perseverança e começa a teimosia e Bruno Paixão esqueceu-se que não se deve corrigir um erro com outro erro. Mas este tem mais desculpas do que aquele.
.
Nota: Bruno Paixão foi nomeado para arbitrar o Manchester City vs Paris Saint-Germain da Taça UEFA