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domingo, 2 de novembro de 2008

OS JOGADORES DO ESTRELA

Com pouco mais de 2 meses de competição, os jogadores do Estrela da Amadora organizaram uma conferência de imprensa, não para denunciarem o facto de não terem recebido qualquer vencimento esta época, mas para apelarem ajuda das esferas desportivas e não só.

O que se passa no Estrela da Amadora, não é lamentável, é indecente. Por um lado, existem contas penhoradas, por outro não existem soluções alternativas. A situação levanta questões naturais que merecem resposta urgente. Em que condições, validou a Liga, a participação do Estrela e que planos alternativos foram apresentados? Se é que são necessários planos.

Tudo isto conduz à responsabilidade da Liga e à obrigação de tomar medidas, não só em relação ao Estrela, mas também em relação aos Jogadores. Segundo parece, a Liga pode rever processos em Dezembro, mas é preciso que alguém denuncie a situação. Pois está denunciado.

Cada vez mais me convenço que a regulamentação do futebol não pode ser elaborada pelos clubes de futebol, nem pelas suas associações, porque dá no mesmo.

LIEDSON RESOLVE E MAIS NADA

O Sporting CP foi vencer a Vila do Conde, o Rio Ave, por 1-0. Foi, no essencial, uma vitória importante. Nomeadamente, porque conquista 3 pontos onde os seus adversários directos perderam 2 pontos. Depois, porque era imperativo vencer por uma série de razões.

O Rio Ave, é uma equipa programada para defender bem e atacar o erro do adversário. A equipa de Paulo Bento apresentou-se para dividir cada espaço do terreno e tomar a iniciativa de jogo. E por ironia, acaba por ganhar o jogo no erro do adversário.

Sem jogar o que se exige, mas a jogar o que se pede, o Sporting foi superior quando conseguiu e soube sofrer quando foi preciso. E Liedson resolve. No entanto, parece evidente que ainda não é uma equipa sólida, ainda não consegue oferecer um sistema planeado e aplicado. Consegue apenas disfarçar, camuflar ou esconder as limitações. Não é menos verdade que os 3 grandes tiveram um início de época atípico, com jogos importantes demasiado concentrados e consequências derivadas disso. Situação que teve influência na “embalagem” da época.

Para além do resultado, fica também a atitude de Derlei que podia ter castigado a sua equipa e as decisões do assistente de arbitragem que podiam ter prejudicado o Sporting.

PORTO PERDE BATALHA NAVAL

A Naval 1.º de Maio, recebeu e venceu o FC Porto por 1-0. Se fosse excepção o FC Porto perder esta época, seria excepcional, mas não foi.

Começa a ser difícil caracterizar os jogos e as derrotas da equipa de Jesualdo Ferreira. Principalmente, porque já se disse tudo, já estão identificados os problemas, já houve tempo de correcção e… nada acontece.

Independentemente, da análise que se possa fazer ao jogo, da superioridade dos dragões, das oportunidades desperdiçadas, da falta de consistência evidente e de eficácia preocupante, da insegurança e da imagem de marca deteriorada, parece evidente que este FC Porto já tem pouca margem de manobra.

Penso mesmo que Jesualdo Ferreira já é um corpo estranho no grupo e não tem feito muito para corrigir processos e devolver capacidade à equipa. Manter Nuno na Baliza, não dar oportunidades a Pedro Emanuel, mexer na equipa constantemente, não estabelecer um modelo e colocar os elementos que o cumpram ou no inverso encontrar modelos de jogo que adoptem os elementos disponíveis, são matéria da responsabilidade do técnico.

A Naval já tinha mostrado ao que vinha e como vinha. Não tem alternativas, mas tem empenho, disciplina e atitude. Ulisses Morais disse ao intervalo que a equipa estava a cumprir com o plano traçado. Será que Jesualdo Ferreira poderia dizer o mesmo?

A Naval já igualou o FCPorto na classificação e o problema não é deles. Mesmo porque, como diz Jesualdo Ferreira: "Quando uma equipa menos cotada bate um candidato ao título... nunca podemos dizer que é injusto."

ATENÇÃO AO FURACÃO

Há uns tempos atrás coloquei um post titulado “O Furacão Maria Albertina” referindo-me à sequência complicada do calendário que prevê jogos consecutivos com: Benfica, FC Porto, Paços de Ferreira, Sporting. De registar, que os pequenos que têm passado por tal furacão têm transferido mais dificuldades que o inverso (Veja-se o exemplo do Leixões). Curiosamente, o V. Guimarães é a próxima equipa a entrar no furacão e a seguir será o Estrela da Amadora, o que considerando o período que atravessa...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

EMPATAR AS CONTAS

O Sporting CP cedeu um empate na Mata Real no confronto com o Paços de Ferreira (0-0).

A equipa de Paulo Bento perdeu uma boa oportunidade para “acertar” contas no campeonato. Mas, também, nunca conseguiu apresentar um futebol capaz de ultrapassar o empenho e a atitude de uma equipa difícil em casa.

A equipa leonina, em termos ofensivos, pareceu muito dependente das iniciativas individuais, não apresentando dispositivos colectivos que permitissem encontrar soluções alternativas. Pelo menos em quantidades suficientes. É sempre difícil jogar contra um adversário que deixa poucos espaços, mas é sempre possível fazer melhor.

Por seu lado, o Paços Ferreira fez o seu jogo. Anular o futebol adversário e colocar dificuldades ao sector defensivo do Sporting. No fundo retirar tranquilidade e obrigar a errar. Depois, sempre podia acontecer um golo.

Apesar das diferenças de valores, de oportunidades e de jogo, ambas mereceram perder 2 pontos.

domingo, 26 de outubro de 2008

PARA QUANDO UMA VITÓRIA TRANQUILA ?

O SL Benfica venceu, na Luz, a Naval 1.º de Maio por 2-1. Sinceramente, este Benfica ainda não convence e mais do que isso, ainda não se encontrou. O que se viu frente à Naval, mais parecia um jogo difícil da Liga dos Campeões. Não porque existisse Naval a mais, mas porque existiu Benfica a menos. Salvou-se o resultado.

Muito porque a equipa de Quique não consegue ser regular, não intimida os adversários, não se empenha na recuperação da bola e não é eficaz. Ou seja, falta o essencial para ser uma equipa com estofo. Também não se percebe como se pode exigir regularidade, quando se mexe tanto na equipa.

Isto perante uma Naval de Ulisses Morais que surgiu na Luz para discutir o resultado e explicar os motivos do bom início de época. Penso mesmo que a Naval só sofreu o golo da derrota porque achou que o Benfica já lá não chegava.


Nota: Como se previa, Carlos Queiroz surgiu na Luz sentado na tribuna ao lado presidente do Benfica. É evidente que para corrigir um erro, cometeu outro. Mantenho o que disse anteriormente, Carlos Queiroz, na qualidade de seleccionador nacional, não deveria sentar-se em tribuna nenhuma e manter equidistâncias.

LEIXÕES PESCA DRAGÃO

O Leixões SC foi vencer, no Dragão, o FC Porto por 3-2 e finalmente chega ao primeiro lugar na Liga Sagres.

A equipa de Matosinhos, não só venceu como fez por merecer uma vitória que não castiga o FC Porto, antes evidencia a realidade da equipa de Jesualdo Ferreira.

Impressionante a capacidade e a maturidade evidenciada pelo Leixões, que confirmou o excelente momento que atravessa. Com alguma surpresa, mas tranquilamente chegou a 2-0. Sem se intimidar ou deslumbrar, manteve o jogo em níveis altos, mas acabou por sofrer uma penalidade “arrancada” por Hulk (dou o benefício da dúvida ao árbitro, pelo impedimento).

Já na segunda parte viu esfumar-se a vantagem, numa iniciativa pura de Lisandro. Aqui pensou-se que o castelo se iria desmoronar. No entanto, voltou a surpreender com uma reacção ambiciosa, chegou novamente à vantagem, mas a equipa de arbitragem invalidou por fora de jogo inexistente (Como é possível !?), e ainda teve o descaramento de chegar ao triunfo (3-2), sem que ninguém pudesse impedir. Uma noite histórica de um clube com história.

Esta não foi daquelas vitórias ocasionais, em que uma equipa sofre 89 minutos e ganha o jogo em 1. Esta foi uma vitória muito diferente.

Quanto ao FC Porto, nota-se que o plantel é um grupo de elementos que não consegue formar uma equipa. Sobrevive dos impulsos individuais. Não há equipa base, não há mecanização, ninguém assume coisa nenhuma e o balneário deve ser a casa dos horrores.

Jesualdo Ferreira por seu lado, numa semana defende a equipa contra os assobios e noutra semana defende os assobios contra a equipa. Queixa-se que tem uma equipa em construção e farta-se de mexer na equipa, até acertar na lotaria. Isto, quando na época anterior fez exactamente o contrário. Apetece dizer que a este FC Porto faltam jogadores, mas que Jesualdo “ajuda” muito.


Nota: Gostava de saber que tipo de decisão tomaria uma equipa de arbitragem de 6 elementos, no golo invalidado ao Leixões, quando, neste caso, um dos elementos foi peremptório a assinalar a infracção.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

DERBY MINHOTO COM NULO

V. Guimarães empata com Sp. Braga (0-0)
O Derby minhoto deu em nulo. Não que as equipas se anulassem mutuamente, mas porque resolveram desperdiçar uma quantidade inusitada de oportunidades de golo. Impressionante mesmo, a ineficácia de Rentería, que podia por si só, ter resolvido o jogo e garantido um resultado folgado para a equipa de Jorge Jesus.
Manuel Cajuda
queixa-se do mesmo, mas o seu guarda-redes Nilson, foi o melhor jogador em campo.

BENFICA "EMPATA" LEIXÕES

Leixões empata com Benfica em Matosinhos (1-1)
O SL Benfica continua a crescer, mas devagar. José Mota tinha avisado que o Benfica não o assustava e não se esqueceu de lembrar que os bons resultados daqueles tinham sido obtidos na Luz, não fora. Antes do jogo, o Leixões, em caso de vitória, podia isolar-se no comando da I Liga Sagres. Pode dizer-se que o Benfica atrapalhou as pretensões dos leixonenses.

Apesar de uma aparente boa atitude do Benfica em conformidade com os seus objectivos, nomeadamente no primeiro tempo, a verdade é que o Leixões foi o dono do jogo, teve mais posse de bola, criou mais oportunidades e seria demasiado injusto caso não tivesse conseguido chegar, pelo menos, ao empate.

A equipa de José Mota justificou plenamente o excelente início de época.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A "RESPOSTA" DE JESUALDO FERREIRA

FC Porto vence Sporting CP no clássico de Alvalade por 2-1.
Não tendo visto o jogo, mas ouvido, fico com a ideia que Jesualdo Ferreira ganhou o clássico muito por força da força interior do FC Porto e dos equívocos de Paulo Bento.

Jesualdo “foi a jogo” com todos os trunfos, leia-se técnicos, tácticos e psicológicos, e colocou no clássico o “peso” de um jogo decisivo.

Paulo Bento, insistiu em mexer na equipa, mas não mexeu com a equipa. Antes, voltou a criar equívocos técnicos, com influência no plano táctico e reflexos nos níveis anímicos da equipa.

Com isto e em 2 jornadas, o campeonato deu uma cambalhota tremenda.

domingo, 5 de outubro de 2008

O FURACÃO MARIA ALBERTINA

Diz Jorge Valdano que “Como o calendário futebolístico tem os seus caprichos, há um período na temporada em que as equipas terão de enfrentar, sucessivamente, Sevilha, Barcelona, Real Madrid e Villarreal. Impõe-se dar um nome a esse furacão porque vai desabar sobre as equipas que, nalguns casos, nunca mais se recomporão. Sugiro que lhe chamemos Furacão Clotilde.

O calendário da I Liga Sagres, não foi tão caprichoso, mas sempre encontramos uma sequência complicada: Benfica, FC Porto, Paços de Ferreira, Sporting. É a modos que um Furacão Maria Albertina.

domingo, 28 de setembro de 2008

DERBY DE ENCARNADO

O SL Benfica venceu o derby da Luz por 2-0. O jogo que eu vi:

1.ª Parte
Jogo repartido, com oportunidades, mas com evidentes cautelas e sem riscos.
Benfica mais em construção, com iniciativa concedida, mas sem profundidade ofensiva. Sporting, mais prático e objectivo, com futebol largo e directo e maior profundidade ofensiva. Ou seja o Benfica correu com a bola, o Sporting fez correr a bola.


2.ª Parte
Benfica entrou melhor, meteu velocidade e o Sporting acompanhou, mas para trás, sem reagir.
O Benfica marcou 2 golos na sua melhor fase, para depois entregar a iniciativa ao Sporting, sem perder o controlo do jogo. O Sporting muito diferente nesta 2.ª parte, acusou algum desnorte e nunca mais se encontrou. Nem mesmo quando Paulo Bento meteu a “carne toda no assador”.


De registar ainda, nesta jornada, para o empate caseiro do Sp. Braga (1-1) frente à Naval 1.º de Maio. Jorge Jesus enfrenta um dilema: Está a construir uma equipa para a época, mas ela só responde nas competições europeias. Ou os jogadores se estão a habituar a grandes montras, ou a gestão do plantel está repleta de equívocos, ou o Sp. Braga sofre da “maldição Jesualdo Ferreira”. A Naval de Ulisses Morais é que não tem nada com isso e reforçou o excelente início de temporada.
Foto: Criação de A Bola

sábado, 27 de setembro de 2008

DERBY A AQUECER

O Derby já fervilha. Como aperitivo, Paulo Bento: “Vamos jogar num estádio onde não perdemos há 3 anos, período durante o qual fizemos melhor que o nosso adversário” e Quique Flores: “Prefiro o caminho da humildade e não andar de peito feito”.(…) “As estatísticas dizem-me pouco, estou cansado de as quebrar”, já começaram o encontro.

Este jogo não tem o “peso” de ser decisivo, portanto, o que se pede é que seja um jogo “grande”.

MAIS 3 PONTOS E MAIS NADA

O FC Porto, somou mais uma vitória (2-0) e mais uma exibição sofrível. Quando o FC Porto, a jogar no Dragão, tem na 2.ª parte uma única oportunidade de golo e consegue concretizar, penso que está tudo dito. Digno de registo, a postura do Paços de Ferreira de Paulo Sérgio, que nunca se intimidou, antes obrigou a equipa do Dragão a atenções especiais no seu jogo defensivo.

Mais uma vez, o mais importante foi a vitória e mais 3 pontos. Tão importante como ganhar sem Lucho.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

ACEITAM-SE CANDIDATOS

Toni, do CD Trofense, recebeu a primeira chicotada da época. O Técnico que promoveu o clube á primeira divisão foi simplesmente descartado, porque 3 derrotas em 3 jornadas na Liga Sagres não justificam a manutenção do cargo.
Próximo…!?

SL BENFICA "ARRANCA" NA MATA REAL

O SL Benfica “arrancou” a sua primeira vitória na Liga, na Mata Real, frente ao Paços de Ferreira por 4-3. Pode-se sempre considerar que é um campo complicado, pode-se considerar que o Paços de Ferreira é uma equipa agressiva que não se desgasta, mas também se pode considerar que este Benfica é um “ataque cardíaco” para os seus adeptos. Mesmo havendo atenuantes, não há atenuantes que justifiquem o futebol praticado. Percebe-se preocupações com a insegurança do sector defensivo, não se percebe que não se tenham tomado medidas preventivas.

Como já referi neste blog, este Benfica sobrevive de acções individuais, Quique Flores parece reunir um grupo de jogadores para enfrentar cada jogo e assim qualquer resultado é possível. Mau grado a pressão exercida pelo Paços, o colectivo do Benfica não consegue 3 passes consecutivos em progressão, não exerce pressão, não comanda o jogo e não impõe regras. Antes, recolhe-se em função defensiva, entra em pânico nas bolas paradas e ninguém consegue transmitir tranquilidade. Ofensivamente, vive de acções individuais e do desgaste do Cardozo, que quando a bola lhe chega não tem forças para fazer diferenças. Como é possível uma equipa candidata ao título marcar 4 golos fora e sofrer tanto para conseguir a vitória? Simples, é só ver o Benfica na Mata Real. A única coisa positiva foi a vitória. No fundo é a única coisa que interessa, não é?

Registo ainda, para a derrota do V. Guimarães em casa frente ao Nacional por 0-2. Nacional que sorrateiramente atinge o pleno, sem muitos comentários, enquanto o V. Guimarães nas luzes da ribalta se ofusca na temporada. Reis com pés de barro que pedem reflexão a Cajuda.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

FC PORTO TROPEÇA

Á terceira jornada, o FC Porto imita o Benfica e tropeça em Vila do Conde. Jesualdo Ferreira tem avisado sobre as insuficiências da sua equipa e este jogo foi o espelho dessas limitações. O discurso de Jesualdo serve para tudo: Confiança em ultrapassar esta fase; insegurança considerando os jogadores disponíveis; Salvaguarda para qualquer eventualidade.

O colectivo ainda não tem a mecanização desejada, mas ainda resta saber se tem jogadores para isso; O sector defensivo sente a falta da capacidade de “filtragem” do meio-campo; o futebol ofensivo depende muito de Lucho, não tem jogadores que provoquem desequilíbrios e falta a eficácia que sempre fez a diferença. Um jogo lento e previsível na primeira parte, maior dinâmica e velocidade na segunda, deu em nulo. Isto perante um Rio Ave que trancou a porta e cerrou os dentes para aguentar o último fôlego dos dragões. FC Porto que reclama uma grande penalidade por mão de Gaspar, no ressalto de uma bola que vai ao poste e que quanto a mim seria mais discutível se o árbitro tivesse assinalado.

De registar ainda, nesta jornada, a derrota do Sp. Braga de Jorge Jesus em Matosinhos frente ao Leixões (2-0). A equipa que tem brilhado na Europa já vai em duas derrotas consecutivas na Liga Sagres.

domingo, 21 de setembro de 2008

SPORTING CP EM PLENO

O Sporting CP, venceu o Belenenses por 2-0 e fez o pleno na Liga Sagres. O Sporting não fez um grande jogo, mas fez o suficiente para ganhar. Com um golo em lance que suscita dúvidas (fora-de-jogo de Postiga) e outro através de uma grande penalidade, o Sporting descobriu uma vantagem, que justificou, mas não convenceu e, acima de tudo, não disfarçou que esta equipa ainda se debate com dificuldades na assimilação dos planos de Paulo Bento.

O treinador do Sporting está a programar a equipa para ganhar os jogos, independentemente da forma e está a utilizar os jogadores como peças desse tabuleiro. Acontece que os jogadores estão a dar “respostas” mas reflectem a imagem de estarem a ser “adaptados”. Se por um lado, Paulo Bento está a cumprir com as tarefas de “planear” e “executar”, não parece tão feliz, na tarefa de “controlar” (verificar e agir para melhorar) os elementos disponíveis, nomeadamente em capacitar ou retirar o melhor rendimento dos jogadores. Obviamente, a época ainda está no início, mas o trabalho de pré-época pode esvaziar, se a prática em competição não lhe der sequência.

O Belenenses deu uma resposta diferente do que em jogos anteriores, mas ainda precisa de tempo para fazer “transpirar” os adversários, isto apesar de alguns “calafrios” causados.

No entanto, a notícia do dia veio no final. Quando Vukcevic resolveu não calar a “sua revolta” e informar que em Dezembro se ia embora. Deixou mesmo no final da intervenção uma insinuação que pode passar despercebida: “Há coisas piores…”. Adivinhava-se este desfecho e até Dezembro as coisas podem piorar ou, melhorar de tal forma que até decidam renovar.

Aqui, neste blog, disse que Paulo Bento não procedeu bem com Vuk no jogo amigável com o Real Madrid. Mas quanto ao resto, o treinador do Sporting não apanha ninguém desprevenido. Paulo Bento está farto de se repetir quanto aos seus métodos, políticas e objectivos. Logo ele que é tão rígido com os seus métodos, como é com o seu risco ao meio. Assim, ou o Sporting aceita as condições ou promove novas apostas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ESTÁ VALIDADO?

O presidente da ANTF, José Pereira, enviou um faxe à Liga de Clubes a expor a ocorrência de Lito Vidigal ter falado no “flash interviu” quando quem o devia ter feito era Raul Silva, embora presente não o fez, na medida que quem está inscrito na Liga como técnico principal, é este e não aquele. José Pereira diz ser “lamentável” a acção do E. Amadora, uma vez que as coisas têm de ser feitas à luz dos regulamentos. Questionado sobre a situação, António Oliveira, presidente do E. Amadora, esclareceu: “O treinador principal delegou o Lito para falar, tal como no banco lhe dá instruções. Foi acompanhado e assim fica validado.” (…) “Há algum problema nisso?”

Claro que há. Só que há muitas formas de validar, não é?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

SPORTING CP VENCEU EM BRAGA

O Sporting CP venceu em Braga por 1-0 e já se instalou na primeira posição. Num confronto que se antevia escaldante, o Sporting gelou os acontecimentos com um golo muito cedo, para ser pragmático primeiro e controlador depois. O SC Braga prometeu uma montanha, mas apenas pariu um rato. Inexplicável a segunda parte da equipa de Jorge Jesus.
Paulo Bento está a preparar uma equipa para ganhar jogos e a forma como fez a gestão do jogo e o controlo das operações na segunda parte foi o melhor exemplo. Fiquei com dúvidas se Postiga não fez falta sobre Meyong para grande penalidade.
Registo ainda a quantidade enorme de cartões, muitos deles por palavras dirigidas ao Árbitro. Critério de Bruno Paixão ou da Arbitragem para a época?
João Pereira vale agora 3,5 milhões, mas continua a não valer nada quando toma determinadas atitudes.