Mostrar mensagens com a etiqueta Selecção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Selecção. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A PORTUGUESA ESTÁ A CAMINHO

A Lusa venceu a Selecção dos Camarões por 3-1, em jogo de preparação, e sorriu. Isto apesar da tristeza de Zé Castro que foi grande na hora da despedida e de Ronaldo ainda não ter marcado para ganhar a confiança que falta.

É obrigatório reconhecer que Carlos Queiroz e a sua equipa estão a fazer um trabalho meritório, ao nível da organização, do planeamento e até a nível técnico e psicológico. Acho mesmo que nenhuma campanha portuguesa em grandes competições foi tão bem preparada e coordenada. Talvez falte um treinador para a coisa ser perfeita.

A selecção nacional não está no lote dos favoritos, inclusivamente ninguém lhe reconhece potencialidades para o Mundial, e tem um calendário muito caprichoso. No entanto, é assim que as coisas acontecem e as surpresas aparecem.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O MEU NOME É QUIM

Quim tem presente, mas tem menos futuro”, foi esta a justificação de Carlos Queiroz para a não convocação do GR para o Mundial. Mesmo a propósito, e depois de tanta conversa, Jorge Jesus acaba por aprovar a escolha de Queiroz ao decidir que mesmo com presente, Quim não tem futuro na Luz.

Quim, sempre conviveu e sobreviveu à injustiça, aos azares e à desconsideração. Talvez, por isso, é que tenha sido campeão nas duas ocasiões em que o Benfica o conseguiu, apostando nele.

terça-feira, 25 de maio de 2010

PORTUGAL EM VELOCIDADE CRUZEIRO

No primeiro ensaio da Lusa, Cabo Verde impôs um empate a zero. Desilusão total pela exibição nacional. É um facto que ao comparar com outros encontros de preparação, com estádios cheios e exibições a condizer, só podemos ficar “encolhidos nas expectativas”. No entanto, prefiro olhar para este jogo e ver que este foi um treino com um convidado. Um treino em local de treinos, sem demasiadas exigências, com preocupações naturais em termos de lesões e em fase de preparação inicial. Recordo mesmo que os ensaios não têm sido brilhantes nas grandes participações portuguesas: Em 66 Portugal conseguiu perder com o Luxemburgo e, salvo erro, em 84 fez o mesmo. Acreditemos…

segunda-feira, 17 de maio de 2010

SUB 17 NO EUROPEU

Os sub-17 de Portugal regressam á fase final de um Europeu, 6 anos depois. Carlos Queiroz promoveu uma remodelação nos quadros técnicos da Federação e este é o primeiro sinal, através do trabalho de Rui Bento. Lá está, o homem é mesmo coordenador.

sábado, 15 de maio de 2010

A SELECÇÃO DE QUEIROZ

Carlos Queiroz sempre foi um crítico de Scolari por este escolher as “suas escolhas” em detrimento de elementos em melhor forma para representar a Lusa. CQ tem de reconhecer que está sujeito ao mesmo. É um facto que não se esconde. Um seleccionador deve ter a competência e a autonomia para exercer as suas funções, assumindo as suas escolhas, sem desculpas e com convicções. Fez as suas, ponto final. No entanto, apetece repetir a maldade que a África do Sul fez com ele em 2002. Conseguido o apuramento, foi arranjar um treinador a sério (Sem resultados, diga-se).

Ninguém tem dúvidas que os aspectos organizativos, de preparação e abordagem ao Mundial, da coordenação e das condições de trabalho, estão assegurados e com qualidade. Todos temos dúvidas sobre o rendimento desportivo e a competência do técnico. Por isso, repito que CQ será sempre um excelente coordenador, mas um treinador mediano.

No mundial de 2006, Scolari definiu como objectivo principal atingir os quartos de final do Mundial porque Portugal estava no 8.º lugar do ranking. Atingiu as meias-finais e ficou entre as quatro melhores. No Mundial de 2010, Portugal está em 3.º lugar do ranking…

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

SORTEIO DO EURO 2012

Um sorteio frio para a fase de grupos do Euro 2012, vai levar Portugal aos países nórdicos, com Dinamarca, Noruega e Islândia, temperada com o Chipre, num grupo de 5 equipas. Provavelmente não será dos piores grupos de apuramento, mas lá teremos que defrontar os altos e loiros e um Chipre muito longe das goleadas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

JOSÉ MARIA PEDROTO

Passaram 25 anos sobre a morte de José Maria Pedroto, o “Zé do Boné”. Treinador que marca de forma indelével o renascimento do FC Porto e que alicerçou uma revolução que conduziria o clube a décadas de domínio do futebol nacional.

Pedroto era um treinador duro, disciplinador, exigente e excessivo. Era daqueles treinadores que aos jogadores só lhes apetecia oferecer uma cópia dos direitos humanos, mas que depois só merecia reconhecimentos. Um treinador de conflito permanente, interno e externo, para fazer emergir a qualidade dos seus jogadores e para desestabilizar os adversários. Da mesma forma, um treinador de pesquisa e de inovações que não dispensava os melhores recrutamentos e que assentava o trabalho nas vertentes disciplinar, física, táctica e psicológica, no fundo as essenciais para qualquer treinador.

De Pedroto recordo os duelos verbais e competitivos com Mário Wilson, os conflitos norte-sul e aquela equipa fantástica que chegou à final da Taça das Taças e que perdeu de forma imerecida com a Juventus. (Embora não estivesse lá).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

APESAR DE CARLOS QUEIROZ


Custou bastante a perceber a mentalidade do mister, mas agora estamos fortes


Portugal está apurado para o Mundial África do Sul 2010 e ninguém deve esconder uma satisfação natural por uma causa quase perdida. Verifico agora, que toda a campanha foi um sorriso, nem fomos ao Play-off e todos são heróis sem mácula. Carlos Queiroz é intocável e só não fez melhor por causa da herança e da má imprensa. Para este festival não contem comigo.

Mantenho que Carlos Queiroz não é treinador, mas sim coordenador e na melhor das hipóteses um adjunto de qualidade. Mantenho que Carlos Queiroz sendo nomeado seleccionador nacional passava a ser o meu seleccionador, mas nunca a coberto de críticas.

Mantenho que Carlos Queiroz não adoptou a melhor estratégia para esta fase de qualificação, introduzindo experiências desnecessárias, quando podia e devia ter dado continuidade ao trabalho desenvolvido até então e gradualmente ir introduzindo as suas concepções.

Mantenho que Carlos Queiroz, perante as opções tomadas, se perdeu a meio do caminho, chegou a colocar em dúvida até as suas próprias convicções e perdeu o controlo do balneário. As desculpas das saídas de Figo, Pauleta e outros, em 2006, foram despropositadas, quando havia um grupo de 2008 completamente desprezado.

Mantenho que Carlos Queiroz, apenas reconquistou a confiança global, quando refez estratégias e recuperou a maioria do grupo de trabalho do Europeu de 2008.

Reconheço a capacidade de Carlos Queiroz em corrigir os erros cometidos e de ter apostado num discurso mobilizador, sem ter mexido muito mais num grupo que estava apostado em recuperar auto-estima.

Agora esperamos continuidade sem ares de professor.

EMOÇÕES ESCONDIDAS

Portugal conquistou o direito de estar presente na fase final do Campeonato do Mundo de Futebol, a realizar na África do Sul em 2010. E emoções… nada. Nem cortejos, nem buzinas, nem euforias. Das duas uma: ou estamos fartos de estar presentes nas grandes competições, ou não há motivação para festejos.

Também é preciso considerar:

Algumas intelectualidades consideraram uma “pimbalhice” a mobilização colectiva, as bandeiras, a vibração e o extravasar de emoções. Outros conotaram a mobilização ao anterior seleccionador Scolari. Outros chegaram ao extremo de considerarem “patriotismo extremo” com colagens a regimes passados.

Da mesma forma, esta campanha não foi mobilizadora, do princípio ao fim. Mesmo o percurso final, apenas cativou emoções escondidas. O Estádio da Luz, encheu de pessoas silenciosas, apesar do apoio.

Seguramente, estamos em época de emoções escondidas. Por isso, vou continuar o meu ritual: Bandeira na janela, sofrer em cada jogo, buzinar em cada vitória e festejar Portugal, sem conotações.

A SELECÇÃO DE TODOS NÓS (2)

Curioso. Depois de um apuramento sofrido, as primeiras perguntas da comunicação social foram no sentido de saber se, no Mundial, Portugal seria candidato ao título. Impressionante. Depois de um Play-off em que participam os repescados, surge aquela pergunta descabida.

É conhecido que os melhores resultados da selecção portuguesa resultam quando o grau de dificuldade é maior ou extremo. Desta vez chegamos mesmo ao extremo dos Play-off, onde tudo podia acontecer. Porque há sempre dias maus no meio de dias normais ou bons.

Na caminhada desta selecção, verificaram-se demasiadas contingências. Transformações que obrigaram os jogadores a transformarem-se e até a transfigurarem-se. Registo o facto de, em determinada altura, o grupo ter cerrado fileiras e se ter auto-motivado, considerando a possibilidade de não estarem presentes na grande montra do futebol mundial. Treinador contestado, ausência de mobilização colectiva, ausência de apoio, ausência de referências, ausência de tudo, além deles próprios.

Foi mesmo preciso muita força de vontade e uma conjuntura de resultados que possibilitaram restaurar possibilidades. Na altura certa, estiveram lá. Acreditando mais do que ninguém.

Um Prémio merecido.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

OLÁ AFRICA DO SUL 2010

Portugal já está na África do Sul 2010. Foi um percurso penoso, difícil, esforçado que acabou por merecer o passaporte. Quando a selecção se voltou a reunir, apesar de Carlos Queiroz, marcou encontro com o seu destino.

A vitória sobre a Bósnia é um marco histórico para o futebol português e para os elementos que compuseram o grupo de trabalho, em cenário complicado, mas vencido.

A SELECÇÃO DE TODOS NÓS

As finais são para se ganhar, mesmo contra "lobos esfomeados".

domingo, 15 de novembro de 2009

AO MENOS A VITÓRIA

Custou bastante a perceber a mentalidade do mister, mas agora estamos fortes
Pepe
.
Portugal venceu a Bósnia-herzegovina por 1-0 e reforçou candidatura. Pelo menos não comprometeu e assegura vantagem mesmo que mínima. Resta um caminho empenhado e a esperança que a Lusa joga sempre melhor fora do que em casa. O resto é conversa.

No entanto, conversa que deve ser conversada. Compreende-se que o Play-off é uma final em duas mãos, discutida em cada metro e em cada minuto. Porém, os registos finais do jogo, em termos de remates, posse de bola e ocasiões de golo foram uma perfeita desilusão. A selecção portuguesa é uma equipa insegura, sem programa, sem confiança e que vive e sobrevive dos valores individuais.

Carlos Queiroz já teve tempo mais do que suficiente para formar um conjunto homogéneo, antes sempre que é chamado a intervir descobrem-se as insuficiências, as limitações e as impotências. O futebol de selecções tem as suas especificidades e a primeira é a capacidade de conseguir formar uma equipa. Portugal tem um conjunto de bons jogadores que vai conseguir chegar ao Mundial por mérito próprio e apesar de Carlos Queiroz.

Para ser justo devo referir que CQ esteve empenhado na mobilização para o jogo, mas os mais de 60 mil da Luz mobilizaram-se para ver mais.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NANI EM ENTREVISTA

Custa-lhe ser suplente na selecção?
Nada de especial. Mas também não estou muito contente. Acho que devia ser titular há muito tempo, seja quem for que esteja lá. Não sei porque não jogo.

O Ronaldo será sempre titular, pelo que o seu lugar está tomado por Simão.
Simão, sim. Ou outro jogador porque não é só ele que tem jogado. Até porque houve uma mudança táctica na selecção [do 4x3x3 para o 4x4x2 losango] e eu quando comecei a jogar futebol era médio. Aliás, conheço essa táctica melhor do que ninguém. Joguei a interior esquerdo no Sporting ou mesmo a número 10. Não se justifica que não jogue. Ainda para mais quando elogiam a forma como treino. Toda a gente me faz festinhas na cabeça mas depois fico no banco. Costumo ouvir: "Nani, amanhã prepara esta posição. Se for preciso, entras para acelerar o jogo." Mas e se não for preciso acelerar o jogo? Fico no banco? Eu devo ser titular, sem dúvida. Sou humilde, muito humilde, e pago por ser assim, abusam. Mas talvez tenha de começar a agir de forma diferente, como outros agem, de forma parva. Não estou a falar de nenhum em especial, mas a verdade é que quando um jogador se afirma, com atitude, ninguém abusa dele.

Como é Alex Ferguson?
É um gajo muito complicado, muito complicado. É duro. Se está tudo bem, está tudo bem. Mas se há alguma coisa que ele pense que está mal, está tudo lixado. Tanto te põe lá em cima como te arrasa no momento seguinte.

Uma excelente entrevista aqui

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

MISSÃO CUMPRIDA, VENHA O SORTEIO

Portugal cumpriu calendário, venceu Malta por 4-0 e confirmou presença no Playoff, a última porta de acesso. Perante um adversário que fez um percurso sem qualquer golo marcado, seria muito difícil um golpe de teatro. Registo para as alterações produzidas por Carlos Queiroz que desta vez não atrapalharam. Outros níveis de confiança, frente a um adversário óptimo para injectar confiança.

Agora, resta saber o que o sorteio vai ditar como último obstáculo, entre Irlanda, Ucrânia, Eslovénia e Bósnia-Herzegovina.

domingo, 11 de outubro de 2009

UM SORRISO, FINALMENTE

A vitória da Dinamarca sobre a Suécia por 1-0, devolveu a Portugal a capacidade de depender apenas de si, mas condenou a possibilidade de encontrar o apuramento directo. Para quem já estava condenado, a selecção de Queiroz recuperou estatutos e possibilidades para estar presente no Mundial 2010. Para isso, precisa de vencer o jogo com Malta e enfrentar os caprichos do sorteio nos Play-off.

Portugal, cumpriu ao vencer a Hungria por 3-0, naquela que foi a primeira vitória em casa nesta fase de apuramento. É impressionante, como uma equipa com apenas uma vitória caseira ainda está na luta pelo apuramento.

Portugal que está a enfrentar finais consecutivas, depois de desperdiçar oportunidades, apresentou-se na “final” com a Hungria sem Pepe, sem Cristiano Ronaldo (20’ só para assustar), sem Tiago, sem Deco (jogou?), mas com Pedro Mendes (principalmente), com Simão (essencialmente), com Liedson (mais um chato que o resto) e a recuperação de uma equipa que nunca deveria ter sido desfeita como o foi em tempos românticos que apenas prejudicaram.

Não foi um jogo brilhante, mas foi um jogo eficaz, com objectivos concretos e atingidos. Foi um jogo de aplicação e de intenções em que pela primeira vez soltaram o sorriso de Queiroz, independentemente das “zangas” internas, nomeadamente entre Simão e Cristiano Ronaldo que Meireles tentou apaziguar.

Portugal voltou a ter as rédeas do jogo e isso é o mais importante.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A ÚLTIMA CONVOCATÓRIA?

Carlos Queiroz escreveu a sua última convocatória para a fase de apuramento para o Mundial 2010. Destaque para as convocatórias de César Peixoto (no Braga não servia, mas no Benfica já serve?), de Paulo Ferreira (não é por nada, mas tem jogado?) e Nuno Assis (será para a estatística ou uma reparação?). De fora, considerando a última convocatória, ficam Maniche, Miguel e José Castro. Também merece destaque a manutenção do grupo que não devia ter sido excluído. CQ é daqueles que aprende devagar, mas recolhe os frutos muito depressa. Fora isso, esta é a estrada…

Convocados:

Guarda-Redes: Beto (FC Porto), Eduardo (Sp.Braga) e Rui Patrício (Sporting);
Defesas: Bosingwa (Chelsea), Bruno Alves (FC Porto), Paulo Ferreira (Chelsea), Pepe (Real Madrid), Ricardo Carvalho (Chelsea), Rolando (FC Porto) e César Peixoto (Benfica);
Médios: Deco (Chelsea), Duda (Málaga), João Moutinho (Sporting), Miguel Veloso (Sporting), Raúl Meireles (FC Porto), Tiago (Juventus) e Nuno Assis (V. Guimarães);
Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Liedson (Sporting), Nani (Manchester United), Nuno Gomes (Benfica) e Simão (Atlético Madrid).

.
Nota: Pedro Mendes (Glasgow Rangers) junta-se ao grupo seleccionado por Carlos Queiroz, considerando a possibilidade de ausência de Tiago por lesão.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ESTÁ FEITO

Portugal cumpriu a sua obrigação e venceu na Hungria por 1-0. Sinceramente, a Hungria foi uma enorme desilusão e Portugal alinhou no calculismo. Não é difícil perceber as coisas:
.
Portugal: Carlos Queiroz esperava grandes emoções porque esperava outra Hungria. Preparou a equipa para a intensidade e para o pragmatismo, mas saiu-lhe um adversário bem mais calculista que o esperado. Acrescente-se o facto de carregar o peso de não poder falhar que incentivou o calculismo e a prevenção de não cair em armadilhas. A selecção jogou o que a Hungria deixou jogar e não arriscou absolutamente nada depois de estar em vantagem. Venceu e o resto é conversa.
.
Hungria: Talvez a exibição de Portugal na Dinamarca, juntando o resultado adverso com a Suécia e talvez limitações próprias, impusessem condições na abordagem ao jogo do seleccionado húngaro. A verdade é que a Hungria usou e abusou de um calculismo inesperado, procurou essencialmente jogar na anulação, para apostar tudo nos últimos 20/15 minutos finais para meter avançados e arriscar ganhar um ponto que fosse. Uma estratégia que apenas serviu para condicionar o jogo, mas que podia “queimar” Portugal.
.
Carlos Queiroz ultrapassou mais uma etapa no desafio aos limites. Uma nota adicional: Duda é um ataque cardíaco constante.

domingo, 6 de setembro de 2009

A ESTREIA DE LIEDSON


Num jogo de extrema importância para Portugal, em que o GR Eduardo não fez qualquer defesa, em que a eficácia finalizadora não correspondeu ao jogo construído, em que ainda se discute a convocação de Liedson; o novo português do futebol nacional cumpriu a sua quota de responsabilidade. Faltou o segundo golo para a estreia ser perfeita. Liedson, não foi contratado, veio por vontade própria para atingir objectivos individuais e colectivos.

O ESPELHO DE CARLOS QUEIROZ


As coisas estão muito difíceis e Portugal vai ter de fazer 9 pontos nos próximos 3 jogos, mesmo considerando a deslocação à Hungria, jogo que tem novos cenários por consequência do empate nacional e da derrota da Hungria em casa frente à Suécia. Mesmo assim, acrescente-se que Portugal está dependente da Suécia para chegar ao segundo lugar no Grupo, que não tem como seguro o acesso aos Play-off.

Carlos Queiroz diz que a equipa está em jogo até ao final e não podia dizer outra coisa. Para além de outras coisas que disse, o que não diz, e dificilmente dirá, é que tem responsabilidade absoluta sobre o insucesso.

É indiscutível que Carlos Queiroz tem conhecimentos científicos e práticos sobre o futebol. O prof domina como poucos os planos organizativos e teóricos aplicáveis na abordagem ao futebol. Tem conhecimentos e experiência suficientes para poder "falar" de futebol e para professorar.

O problema reside na incapacidade evidente para fazer a transferência entre a teoria e a prática. Faltam carisma e discurso para transmitir e implementar ideias e para influenciar comportamentos. É um bom coordenador ou assistente, nunca um treinador principal. Basta olhar para o curriculum e ver o conteúdo.

Apesar disso, Carlos Queiroz podia ter sido mais inteligente na condução da selecção. Ao invés de dar continuidade ao plantel que esteve presente no Euro de 2008 e promover alterações graduais, preferiu introduzir alterações imediatas desculpando-se com a ausência de jogadores de referência que tinham saído em 2006 e antes (Figo, Pauleta, Rui Costa…). Com isso, promoveu experiências totalmente descabidas e desprezou o concurso de elementos que só podiam oferecer respostas imediatas. Depois de tanta "porcaria", teve o desplante de, em fase de desespero, rever posições e escolhas.

O Grupo de 2008, mesmo considerando determinados ajustamentos, merecia mais respeito e a oportunidade de reconquistar o direito de estar em nova fase final de uma competição. Carlos Queiroz decidiu por todos e decidiu mal.