quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SILENCIAR AS ESCUTAS


"Os homens sem carácter não se associam por receio, porque não seriam sócios mas cúmplices."
Desconhecido
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A questão das “escutas” não é mais do que um artifício de salvação e um espelho que reflecte os contornos a que a própria justiça deve obediência.

Neste processo, nenhum dos acusados, castigados ou “escondidos” são inocentes. As escutas demonstraram e confirmaram as infracções, e fizeram o seu juízo, independentemente do juízo que pode resultar do malabarismo jurídico que as leis permitem.

Revoltante é verificar a forma descontraída e cínica como os infractores manipulam as inocências. Nenhum deles conseguiu desmentir, porque indesmentíveis, os conteúdos das escutas, mas conseguem sobreviver na “tábua” de um artifício que apenas confirma a culpa. Têm o descaramento de reclamar, não a inocência, mas indemnizações e recuperação de estatutos.

Nesta selva tudo é possível, e pergunta-se como se consegue deter a corrupção sem escutas ou denúncias (mesmo considerando que uma denúncia pode ser falsa e uma escuta não). Como se consegue deter a corrupção quando a própria lei denuncia vazios inexplicáveis. Como se consegue deter a corrupção quando as escutas são válidas para determinadas infracções e não o são para outras. Como se consegue deter a corrupção, quando a própria investigação não sabe qual o caminho a seguir. Como se consegue deter a corrupção, quando os juízos não conseguem ser uniformes.


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Foto: daqui

O CHERNE E AS SOLHAS

Durão Barroso foi reeleito pelo Parlamento Europeu (PE) para um segundo mandato de presidente da Comissão Europeia, com uma maioria absoluta de 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções, que resultam em 53%. Em 2004, tinha obtido 58%.

No essencial, Durão Barroso contou com o apoio da direita europeia e de alguns portugueses. Dos socialistas, Durão Barroso captou 63 votos dos 185 votantes, apesar da linha oficial do grupo estar orientada para o voto favorável.

Quem não votou a favor e assumiu, tal como já tinha feito em 2004, foi Ana Gomes que não concorda com a política que Durão Barroso defende e, também, porque em 1999 a direita portuguesa não votou em Mário Soares para o mesmo lugar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DIFERENÇAS

O FC Porto estreou-se na Liga dos Campeões com uma derrota, em Londres, frente ao Chelsea por 0-1. Postura competitiva, determinação e Helton não chegaram para impedir a derrota. Foi demasiado Chelsea e mesmo quando Jesualdo tentou desamarrar a equipa que tinha amarrado, viu-se muito esforço e poucos argumentos. Sempre existem diferenças, mesmo que se tente uma aproximação. Jesualdo fez tudo para não ser goleado novamente, medida contra a armadilha de Anceloti quando disse que o FC Porto não sabia jogar à defesa.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

CRISES LEONINAS

O Sporting SAD comunicou à CMVM um prejuízo de 13,349 milhões de euros, no exercício 2008/09, contra os 597 mil euros de lucros no exercício anterior. O Sporting viu os seus capitais próprios negativos agravarem-se de menos 2,595 milhões de euros em 30 de Junho de 2008 para 15,981 milhões de euros na mesma data de 2009. Os resultados operacionais passaram de um valor positivo de 2,563 milhões de euros no exercício de 2007/2008 para um resultado negativo de 9,391 milhões de euros no último exercício.

José Eduardo Bettencourt já deve estar a transpirar e até já se percebe os amuos e as mensagens em todas as direcções. Quando diz que não está arrependido, é óbvio que quer dizer o contrário.

Registo para o facto do exercício de 2008/09 assinalar um valor recorde de receitas de quotizações, que atingiram os 4,432 milhões de euros (um acréscimo de 11,5%). Situação que contradiz a crise de militância, já que evidencia mobilização para contribuir para a recuperação do clube.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CARLOS AZENHA

Carlos Azenha é daqueles técnicos que sempre estiveram ancorados noutros, mas que sempre se exibiram como únicos. Em Setúbal concederam-lhe uma oportunidade, que agarrou com a arrogância de quem estava a fazer um favor ao Clube. Com o mesmo espírito promoveu uma revolução no plantel de um clube asfixiado pela incapacidade financeira e sem capacidade para contrariar. Após 4 jornadas a equipa não oferece qualidade para se fazer avaliações, nem estimativas, sucessivamente vergada pelas derrotas humilhantes. A força das circunstâncias exigem medidas de força e a solução passa pela revisão do acordo entre Azenha e Vitória. Acontece que Azenha, que sempre afirmou que não aceitou trabalhar no Bonfim por dinheiro e que tem conhecimento prático das limitações do clube, não prescinde dos seus honorários para aceitar desvincular-se. É um direito que lhe assiste.

BRAGA DE DOMINGOS SOMA E SEGUE

O Sp. Braga foi aos Barreiros vencer o Marítimo 2-1. “Candeia que vai à frente alumia duas vezes”. Facto primeiro o Braga de Domingos soma 4 vitórias em 4 jornadas, lidera o campeonato e reforça a confiança em cada jornada. Independentemente da forma, vencer nos Barreiros não é fácil e é mesmo uma barreira psicológica.

Facto segundo, Domingos Paciência está a encontrar as vias do sucesso, mesmo que prematuras, que cimentam as qualidades como técnico, em manifesto crescendo.

Resta saber que paciência terá o campeonato para a evolução de Domingos e que paciência restará depois… de tanta escalada. De qualquer forma, Domingos afirma-se como um valor seguro da nova geração de treinadores.

Registo para o Marítimo de Carlos Carvalhal que tal como qualquer equipa de Carvalhal, vai ao sabor das ondas à procura de um porto seguro. Registo, ainda, para o "susto" de Hugo Viana que parece não ter passado disso.

LIEDSON DISFARÇOU

O Sporting CP venceu o Paços de Ferreira, em Alvalade, por 1-0. Liedson marcou o seu golo 100 no campeonato e o Sporting foi na boleia para somar mais uma vitória. Paulo Bento tem uma “criança” complicada em mãos, mas, também, ainda não conseguiu descobrir os métodos adequados de correcção. Toda a construção leva tempo, mas o tempo suficiente. Este Sporting está a levar demasiado tempo a encontrar-se, principalmente porque não consegue impor a si próprio, as regras que pretende impor aos adversários.

O Paços de Ferreira entrou em Alvalade sem aceitar imposições e apenas substituições de necessidade condicionaram a tentativa de evidenciar as fragilidades e o momento leonino. Depois veio o recurso ao habitual: Anular ao invés de acrescentar.

Para valorizar, valeu o esforço dos jogadores leoninos para ultrapassar barreiras, mas sempre em esforço. É por demais evidente que toda a estratégia ou planeamento estabelecidos para a época, estão excessivamente condicionados por um início de época improdutivo, em que todos falharam, a começar por Paulo Bento.

domingo, 13 de setembro de 2009

LENÇOL CURTO PARA TANTO BENFICA

O SL Benfica foi ao Restelo vencer Os Belenenses por 4-0. Mentalidade competitiva, valores individuais, posse de bola, modelo pressionante e ofensivo, eficácia defensiva e um treinador que sabe o que quer, transformaram o Benfica numa equipa de capacidades evidentes.

Neste encontro o Belenenses tentou contrariar o que foi possível, mas levou um lençol muito curto, tanto por limitações próprias como por limitações impostas. Uma coisa é certa, o Benfica fartou-se de jogar e fartou-se de não deixar jogar o Belém.

OPERAÇÃO RELÂMPAGO

O FC Porto venceu confortavelmente o Leixões por 4-1. Entre tempos, uma vitória para cada lado, mas em condições diferentes. A equipa de Jesualdo, no regresso de Hulk, realizou uma operação “relâmpago” (4-0), na primeira parte, a pensar na I Liga e estabeleceu condições de normalidade (apesar do 0-1), na segunda parte, a pensar na Liga dos Campeões. Obviamente, que o Leixões também esteve no jogo, mas também em condições diferentes entre partes.

sábado, 12 de setembro de 2009

AFINAL A OMISSÃO FOI MAIS DENÚNCIA

Afinal, parece que a falsificação ou a omissão, foi mais ausência, falsificação e denúncias do próprio Benfica. As meias notícias originam desconfianças inteiras e a Comissão da Liga, desta vez, não completou o trabalho. Também defendo que uma condenação deve ser totalmente documentada e esclarecedora. Alguma coisa falhou que parece dar razão a alguns que defendem que ao castigar o FC Porto, a Comissão não perdoa ao Benfica. A interpretação depende da cor.

PORRA DO CONTADOR

Porra do contador que fez desaparecer uma "porrada" de visitas. Já eram poucas e foi quase metade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SEMENYA É O QUÊ?

Os exames ginecológicos a Caster Semenya concluíram que a atleta sul-africana é pseudo-hermafrodita. Os testes revelam que Semenya não tem ovários nem útero, mas tem testículos ocultos internamente.

Depois de ter acusado excesso de testosterona, os exames efectuados concluíram que Semenya não é sequer hermafrodita, mas sim pseudo-hermafrodita.

Um pseudo-hermafrodita só tem ou testículos ou ovários (gónadas de um único tipo) e os genitais externos pertencem aos do outro sexo. No caso de hermafroditas há simultaneamente tecido ovárico e testicular.

Mas que situação!?

BETTENCOURT SEM TRAVÃO DE MÃO

"Não temos hoje solidariedade nos órgãos sociais, nem o espírito de construção dos valores do Sporting que se deixou enredar numa teia complicada para o clube e para os sportinguistas"
José Eduardo Bettencourt

José Eduardo Bettencourt começou a marcar posições e a demarcar terrenos. Para já assumiu os pelouros de futebol, financeiro e comercial, devem faltar poucos mais. Acutilante, rodeou-se de Leões para criticar Leões de dentro, acusando alguns elementos dos órgãos sociais de falta de solidariedade. Para justificar medidas, deixa um alerta: “Se os problemas com que o clube se confronta não forem resolvidos agora, dificilmente o serão de vez”.

Está a começar o reinado Bettencourt.

8 ANOS DEPOIS DO 11 DE SETEMBRO

DELEGADO CASTIGADO

"Tal delegado presenciou, após o jogo, no túnel de acesso aos balneários e junto da equipa de arbitragem, comportamentos injuriosos de agentes desportivos e tais comportamentos lhe foram comunicados pela mesma equipa de arbitragem"
In Público

O delegado ao jogo do Benfica vs Nacional, da época anterior, foi castigado com 18 meses de suspensão, por falsificação ou omissão de factos no relatório ao jogo. Pois é. As competências influenciadas.

AS ORIGENS DA CRISE

Encontramo-nos no princípio do fim de uma crise financeira e económica de dimensão global. Importa, no entanto, fazer uma retrospectiva da sua origem, para enquadrar e facilitar a análise das causas e, bem assim, das medidas tomadas para diminuição do impacto na economia real…”
Nelson Tavares

Um artigo do amigo Nelson sobre o início da crise. Para ler aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A ECONOMIA DOS POLITICOS

"Atrevo-me a pedir a extinção do IRC para as empresas que tenham vendas inferiores a 500 mil euros anuais".
Francisco Van Zeller

"O objectivo fundamental do combate à despesa pública só pode ser a possibilidade de baixar os impostos. Eu digo isto há muitos anos, há muito tempo. O meu combate à despesa não é para ter margem para fazer mais despesa, é para ter margem para baixar os impostos".
Manuela Ferreira Leite

É excessivo o peso dos impostos indirectos - 58 por cento das receitas fiscais do Estado -, nomeadamente o do IVA (33 por cento) (…) “a taxa deste imposto deve baixar de 20 por cento para 19” (…) “A redução da taxa geral do IRC de 25 por cento para 22,5 por cento para as micro empresas e o agravamento em 10 por cento da mesma taxa sobre os lucros empresariais superiores a 50 milhões de euros”.
Jerónimo de Sousa

"O Banco Central Europeu (BCE) considera que os Governos da zona euro devem “assegurar um regresso célere” às políticas de consolidação orçamental, melhorando as contas pública sem recorrer a aumentos de impostos e contribuições sociais".
In Público

Temos de reduzir a despesa pública para reduzir o défice e reduzir a dívida e vamos primeiro ter de nos concentrar neste esforço antes de poder baixar impostos” (…) "no actual contexto da economia mundial e da economia portuguesa, a questão fundamental não é a descida de impostos".
Teixeira dos Santos

O sistema de IRS é excessivamente complicado e agressivo do ponto de vista de escalões e taxas, tornando difícil a concretização de uma pessoa subir no seu trabalho"
Paulo Portas

"Vejo alguns que, quando estavam no Governo, agravaram o Pagamento Especial por Conta (PEC), mas agora transformam o PEC no seu principal inimigo, dizendo que o problema da economia portuguesa é o imposto que eles próprios mantiveram e até agravaram".
José Sócrates


Não há nada que enganar, está tudo dito.

BRANDI CARLILE e The Story

É só ouvir

COUCEIRO PERDE COM ILHAS FEROE

Couceiro já foi grande neste grupo, facto que promoveu diversos reconhecimentos e alguns resultados. No entanto, a Lituânia perdeu nas Ilhas Feroe por 1-2. É caso para perguntar: Mas quem é que perde para as Ilhas Feroe?

PESEIRO E ARÁBIA SAUDITA ESTÃO FORA

O Bahrain é menos consistente nas acções defensivas, mas, contudo, mais forte nos movimentos de contra-ataque”.
José Peseiro in A Bola

Há qualquer coisa de contraditório nesta observação. De qualquer forma, Peseiro conquistou todas as possibilidades, adiou as possibilidades todas… até as desperdiçar, sem perder. Os empates que condenam, desta vez com o Bahrain 2-2, depois de 0-0.

ESTÁ FEITO

Portugal cumpriu a sua obrigação e venceu na Hungria por 1-0. Sinceramente, a Hungria foi uma enorme desilusão e Portugal alinhou no calculismo. Não é difícil perceber as coisas:
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Portugal: Carlos Queiroz esperava grandes emoções porque esperava outra Hungria. Preparou a equipa para a intensidade e para o pragmatismo, mas saiu-lhe um adversário bem mais calculista que o esperado. Acrescente-se o facto de carregar o peso de não poder falhar que incentivou o calculismo e a prevenção de não cair em armadilhas. A selecção jogou o que a Hungria deixou jogar e não arriscou absolutamente nada depois de estar em vantagem. Venceu e o resto é conversa.
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Hungria: Talvez a exibição de Portugal na Dinamarca, juntando o resultado adverso com a Suécia e talvez limitações próprias, impusessem condições na abordagem ao jogo do seleccionado húngaro. A verdade é que a Hungria usou e abusou de um calculismo inesperado, procurou essencialmente jogar na anulação, para apostar tudo nos últimos 20/15 minutos finais para meter avançados e arriscar ganhar um ponto que fosse. Uma estratégia que apenas serviu para condicionar o jogo, mas que podia “queimar” Portugal.
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Carlos Queiroz ultrapassou mais uma etapa no desafio aos limites. Uma nota adicional: Duda é um ataque cardíaco constante.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

ULISSES "DANÇOU" APÓS A 3.ª JORNADA

"Neste momento o que posso dizer é que o presidente pediu-me para cessar o vínculo que tínhamos em virtude de ter de tomar uma posição e entendeu que seria pela parte do treinador" (…) "Não é uma questão de estar triste. Tenho de estar sereno, consciente e confiante em relação àquilo que são estas situações da vida e mais nada do que isso. O presidente é soberano, responsável e eu também".
Ulisses Morais

"Por muito que me custe, a Naval está acima de tudo. Tinha que ser feita qualquer coisa, porque a Naval há muito que não ganha".
Aprígio Santos

Ulisses Morais é a primeira chicotada da época. Razões superiores do “mais vale agora do que mais tarde”. Ulisses que entrou em conflito directo com o plantel, não encontrou o apoio directivo que, por exemplo, Paulo Sérgio teve, na época passada, no Paços de Ferreira. Paulo Sérgio superou, enquanto Ulisses foi batido pelo cansaço das épocas. O resto é conversa e há mercado lá fora.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

HENRY REBENTOU

"Falo em nome do grupo. Há 12 anos que estou na selecção e nunca passei por uma situação destas. Não sabemos como jogar, onde nos colocar, como nos organizarmos. Não sabemos o que fazer. Não temos nenhum estilo definido, nenhuma directriz, nenhuma identidade”.
Thierry Henry

Tal como Portugal, a França também atravessa uma fase complicada, muito pela teimosia dos dirigentes que não souberam ou não quiseram “ler” os sinais que condenavam, há muito tempo, a liderança de Domenech na selecção gaulesa. Thierry Henry perdeu a paciência com a incapacidade instalada e simplesmente… rebentou. Isto apesar de insistirem nas aparências. Intrigante é a posição da Federação perante todos os cenários apresentados, pelo menos, desde 2008.

ATENTADOS NO FUTEBOL


Começa a ser preocupante a quantidade de lesões graves que vão acontecendo nos campos de futebol. Podem tentar encontrar motivos diversos, mas no essencial só um jogador pode explicar atitudes e acções sobre um jogador contrário. Chegou o tempo de reflectir sobre a dureza e a intimidação que todos defendem como fazendo parte do jogo. Nos últimos tempos e após a agressão de Taylor a Eduardo (Inglaterra); temos o impressionante atentado de Félix Musasa na África do Sul; Novo atentado de Axel Witsel sobre o polaco Wasilewski no futebol belga; e agora a lesão grave de Fabian Vargas cometida por Palacios no jogo Colômbia-Equador. Fora outros que desconheço. É preciso repensar, e desta vez, a começar pelos jogadores.






ESTÓRIAS DO DUDA GUENNES


De Duda Guennes no Meu Brasil brasileiro do jornal A Bola retirei mais esta:

"Argemiro Félix de Senna, o popular Sherlock, famoso árbitro pernambucano da década de 50 e 60, costumava mandar o jogador dar o troco sempre que reclamava da violência de um adversário. Num jogo com o América, Guaberinha, do Santa Cruz, queixou-se de uma entrada ríspida e Sherlock disse para que pegasse outro também. Guaberinha não conversou: na primeira, entrou com fé, esperança e sem caridade no primeiro que apareceu, fazendo-o rolar pelo relvado aos uivos. Imediatamente, Sherlock o expulsou: “Mas foi o senhor quem mandou”, justificou-se Guaberinha.
Mandei, mas não na minha frente. Aí é desrespeito à autoridade e isso eu não tolero”, respondeu o severo árbitro."

Com a devida vénia.
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Imagem daqui

domingo, 6 de setembro de 2009

BRASIL VENCEU NA ARGENTINA


A pressão que Maradona pretendia infiltrar na selecção brasileira resultou em duas: Espicaçou o brio dos brasileiros e instalou insegurança nos argentinos.

O Brasil assegurou a qualificação para o Mundial 2010 ao vencer na Argentina por 3-1. Um clássico desta natureza tem resultado reservado e a rivalidade faz o resto. Um Brasil pragmático e eficaz no primeiro tempo, transformou a Argentina num pesadelo com 0-2 no marcador. Demasiado Brasil em Rosário e Maradona conseguiu despertar os sentidos contrários.

No segundo tempo, com a entrada de Aguero e uma injecção patriótica, a Argentina voltou ao jogo, carregou o piano e o banquinho, contra o autocarro brasileiro. A Argentina chega ao 1-2 e quando se preparava o último assalto, Kaká exige competência a Fabiano que cumpre a tarefa com sucesso. Acabou o jogo apesar de ainda haver jogo para jogar.

Dunga, apesar da contestação diversa, manteve sempre o perfil por ele desenhado e a sua teimosia e pragmatismo conseguiram devolver ao Brasil os resultados que se exigem, independentemente das exibições que se pedem. Maradona, apesar das qualidades de futebolista e de ter uma selecção de sonho, consegue desafiar o insucesso e colocar a Argentina em posição de dependência.

Nota 1: Sou do tempo em que se definia o futebol praticado pelas selecções desta forma: Brasil: a força da técnica; Argentina: a técnica na força; Alemanha (RFA): a técnica da força e a Itália: a força na técnica. Tudo isso se esbateu porque todos jogam da mesma forma.

Nota 2: Luisão, sem ser basquetebolista foi grande.

A ESTREIA DE LIEDSON


Num jogo de extrema importância para Portugal, em que o GR Eduardo não fez qualquer defesa, em que a eficácia finalizadora não correspondeu ao jogo construído, em que ainda se discute a convocação de Liedson; o novo português do futebol nacional cumpriu a sua quota de responsabilidade. Faltou o segundo golo para a estreia ser perfeita. Liedson, não foi contratado, veio por vontade própria para atingir objectivos individuais e colectivos.

O ESPELHO DE CARLOS QUEIROZ


As coisas estão muito difíceis e Portugal vai ter de fazer 9 pontos nos próximos 3 jogos, mesmo considerando a deslocação à Hungria, jogo que tem novos cenários por consequência do empate nacional e da derrota da Hungria em casa frente à Suécia. Mesmo assim, acrescente-se que Portugal está dependente da Suécia para chegar ao segundo lugar no Grupo, que não tem como seguro o acesso aos Play-off.

Carlos Queiroz diz que a equipa está em jogo até ao final e não podia dizer outra coisa. Para além de outras coisas que disse, o que não diz, e dificilmente dirá, é que tem responsabilidade absoluta sobre o insucesso.

É indiscutível que Carlos Queiroz tem conhecimentos científicos e práticos sobre o futebol. O prof domina como poucos os planos organizativos e teóricos aplicáveis na abordagem ao futebol. Tem conhecimentos e experiência suficientes para poder "falar" de futebol e para professorar.

O problema reside na incapacidade evidente para fazer a transferência entre a teoria e a prática. Faltam carisma e discurso para transmitir e implementar ideias e para influenciar comportamentos. É um bom coordenador ou assistente, nunca um treinador principal. Basta olhar para o curriculum e ver o conteúdo.

Apesar disso, Carlos Queiroz podia ter sido mais inteligente na condução da selecção. Ao invés de dar continuidade ao plantel que esteve presente no Euro de 2008 e promover alterações graduais, preferiu introduzir alterações imediatas desculpando-se com a ausência de jogadores de referência que tinham saído em 2006 e antes (Figo, Pauleta, Rui Costa…). Com isso, promoveu experiências totalmente descabidas e desprezou o concurso de elementos que só podiam oferecer respostas imediatas. Depois de tanta "porcaria", teve o desplante de, em fase de desespero, rever posições e escolhas.

O Grupo de 2008, mesmo considerando determinados ajustamentos, merecia mais respeito e a oportunidade de reconquistar o direito de estar em nova fase final de uma competição. Carlos Queiroz decidiu por todos e decidiu mal.

sábado, 5 de setembro de 2009

OS ERROS ACUMULADOS

Portugal não conseguiu melhor que um empate a 1 golo na Dinamarca, quando se impunha uma vitória. Este jogo confirmou que Portugal tem jogadores para estar no Mundial 2010, mas não tem treinador para os levar lá.

Nas opções, inovações e alterações tácticas de CQ, a equipa portuguesa construiu jogo suficiente para ganhar, mas pecou na finalização e na eficácia. Para não ser injusto, Carlos Queiroz também jogou tudo o que podia (em fase de desespero), podendo ser discutidas as opções, da mesma forma que não tem culpa nas eficácias individuais.

Uma coisa é certa, Portugal não vai ao Mundial por ter empatado este jogo, mas por todos os erros acumulados ao longo da campanha. Não é justo fazer exigências aos jogadores para resolverem num jogo uma campanha inteira, mas é justo fazer essa exigência a Carlos Queiroz.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

DINAMARCA vs PORTUGAL DE BOCA

Neste lugar temos mesmo de estar tranquilos
Pepe in Correio da Manhã

O estágio em Portugal era muito melhor, mas o mais importante é estarmos concentrados e preparados para alcançar o nosso objectivo
Ricardo Carvalho in Correio da Manhã

Estou convencido que tanto Portugal como a Argentina vão estar presentes no Mundial. De certeza”.
Cristiano Ronaldo in Público

"Temos de irritar o Cristiano Ronaldo desde o início, dar-lhe algumas pancadas e derrubá-lo algumas vezes, mas sem receber cartões"
Simon Kjaer in A Bola

"Eles estão necessitados de um verdadeiro ponta-de-lança, por isso foram ao Brasil comprar um".
Jon Dahl Tomasson in A Bola

Portugal tem jogadores muito fortes, mas como equipa é mais fraco
Michael Manniche in Público

Dão mais medo, aqueles que não falam nada”.
Deco in Mais Futebol

Portugal tem de expressar respeito pelo futebol dinamarquês, e acho que essas declarações não dignificam o futebol da Dinamarca, são um embaraço para eles” (…) “ Um embaraço para Wilson Kipketer (Queniano de nascença), que venceu medalhas de ouro nos 800 metros, em campeonatos do mundo (Pela Dinamarca)”.
Carlos Queiroz in A Bola

A Federação poderá vir a aumentar os prémios de jogo da selecção. Para estes jogadores, os prémios são uma questão mais simbólica, embora para nós [FPF] não seja.”
Gilberto Madaíl in Público

Não tenho conhecimento dessas declarações. Se disse isso foi infeliz. Ninguém vem aqui pelos prémios. O nosso prémio é estar no Mundial. Os jogadores querem estar no Mundial mais do que qualquer outra pessoa, incluindo os dirigentes. Não precisamos de aumentar prémios para jogos desta importância.”
Deco in Mais Futebol

Sem comentários

HISTÓRIA DOS MUNDIAIS (I) - O INÍCIO

A ideia original da realização de um Torneio entre Selecções a nível mundial, apareceu a 21 de Maio de 1904 no Congresso da FIFA, em Paris, e proposta pelo primeiro Presidente do organismo e o daquela altura: o francês Robert Guérin, secundado pelo Secretário-Geral, o holandês Hirschmann. Naquela altura, nem o próprio Guérin sonharia que um projecto desta natureza atingiria proporções tão elevadas como actualmente se constata.

A proposta apresentada e outras iniciativas posteriores não colheram o interesse desejado junto da maioria dos países inscritos. Principalmente dos britânicos que não concordaram com a ideia, nomeadamente pelos encargos que um Campeonato do Mundo exigiria.

Mais tarde, quase 2 décadas depois (Considerando a I Guerra Mundial – 14/18), com a eleição de Jules Rimet como Presidente da FIFA, em 1921, a ideia voltou a debate, reforçada pelos efeitos das Olimpíadas de 1924 e 1928 que revelaram os recursos e a expansão do futebol. A 10 de Dezembro de 1926, numa reunião do Comité Executivo da FIFA, Jules Rimet, sempre apoiado por Henry Delauney (O pai do Campeonato da Europa), propôs o estudo de um projecto para uma competição mundial ao nível de selecções. Em 1927, uma nova reunião do organismo decidiu adiar tudo para depois das Olimpíadas de 28. A 18 de Maio de 1929, em Barcelona, ficou então decidido em Congresso que se realizaria uma competição a nível mundial (Sempre contestado pelos britânicos, apoiados pelos escandinavos) e que o País organizador seria o Uruguai, pelas melhores condições de realização e por ter sido campeão olímpico em 24 e 28. Isto, em detrimento da Itália, Holanda, Suécia, Hungria e Espanha.

Contudo, Alemanha, Áustria, Itália, Checoslováquia, Holanda, Hungria, Suécia e Espanha (Ou seja todas as que se candidataram a realizar o evento e outras) que concordaram em participar no certame, renunciaram, alegando dificuldades diversas, nomeadamente os clubes, a distância em kilómetros e a consequente viagem que teria de ser efectuada de barco (Um grande problema na altura).

Foi, naturalmente, um rude golpe para Jules Rimet e para a Organização do primeiro Mundial. A ideia de uns prevaleceu sobre as restantes e o 1.º Campeonato Mundial de Futebol realizou-se mesmo, com a presença do Uruguai, Argentina, Chile, França (Sempre indecisa, mas sob o "peso" de Rimet), Bélgica, México, Jugoslávia, Brasil, Bolívia, Roménia, Estados Unidos da América, Paraguai e Peru. Verdade seja dita, apenas 4 países europeus (Os dissidentes) compareceram no 1.º Campeonato do Mundo de Futebol.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

BALBOA E O MERCADO

Esta história de fazer contratações a pedido de treinadores, que depois “dançam” e deixam os “filhos” para criar, é velha, repetitiva, mas repetida sistematicamente. Compreende-se que o Benfica tenha dificuldades em colocar jogadores “dispensados” e nas condições em que estes se encontram. Percebe-se até a preocupação em resolver situações pendentes. No entanto, a gestão de um clube não pode estagnar resoluções das quais não tira nenhum proveito, principalmente quando não consegue expor activos, mesmo com encargos, e os prefere ter a trabalhar à parte com os mesmos encargos. Naturalmente, que são situações que devem ser avaliadas caso a caso e feita a devida publicidade sobre as mesmas. O "Caso Adriano" é um caso.

Balboa e Jorge Ribeiro são casos pendentes em mercados fechados.

O CAMPEONATO DAS LEGISLATIVAS

Tenho tentado estar fora do campeonato nacional das legislativas. Há sempre 2 candidatos ao título e os outros para manter a competição. O interesse é relativo, apesar da discussão sobre o último lugar no pódium. Por exemplo, para este campeonato a diferença máxima entre os dois candidatos está, não no…TGV (apesar das aparências), mas nos casamentos, incluindo o gay. Mesmo considerando a educação. O resto, são as curvas que os separam para convergir depois. No fundo tudo se baseia na economia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O TRATADO QUE AJUDOU A II GUERRA

A Polónia, ao recordar a data de 1 de Setembro de 1939, início da II Guerra Mundial, conseguiu reunir os principais intervenientes do "Tratado Molotov-Ribbentrop" que a Rússia não pretende reconfigurar e que a Alemanha apenas teve de reconhecer. De forma, mais ou menos convincente, ambos reconheceram os crimes praticados contra a população polaca. A política utiliza as ideias para confundir porque todos os extremos se tocam, nos interesses previstos.

DEMASIADO BENFICA

O SL Benfica fechou a jornada com uma goleada das antigas sobre o Vitória de Setúbal (8-1). A equipa de Jorge Jesus aplicou-se para fazer um jogo de gala, mas muito sobre a fragilidade de uma equipa em construção tardia. Aliás, mais do que uma vitória categórica do Benfica, foi uma derrota categórica da revolução introduzida por Carlos Azenha num clube asfixiado pela incapacidade financeira.

Um facto indesmentível é que Jorge Jesus e Rui Costa estão a contribuir decisivamente para acordar o “monstro”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

VITÓRIA ESSENCIAL

O Sporting CP foi a Coimbra vencer a Académica por 2-0. Este não foi apenas mais um jogo para Paulo Bento. De regresso ao banco, era preciso marcar posições de liderança (Carlos Pereira...) e fazer regressar as vitórias ao seu grupo, que de tão distantes pareciam esquecidas. Paulo Bento voltou a vencer, porque jogou tudo o que tinha, sem medo de perder.

Nota: Ouvi partes dos comentários de Rui Santos na SIC e só posso dizer o seguinte: Alguém precisa de tratamento por perturbação obsessiva – compulsiva em relação Sporting CP.

domingo, 30 de agosto de 2009

AS VERDADES DE PAULO BENTO

O Sporting tem dificuldades para chegar ao mercado” (…) “o problema do Sporting não é só um problema de orçamento, é também um problema de investimento” (…) “o Sporting não tem dinheiro para competir ao mesmo nível dos outros dois candidatos ao título” (…) “ Mesmo não tendo dinheiro para lutar com as mesmas armas, ainda tem a pressão de nos ‘play-off’ da Liga dos Campeões ter de ganhar para arranjar dinheiro”…
Paulo Bento in Público

Podem contestar o que quiserem, mas não a “verdade” de Paulo Bento.

O PASSEIO DA EFICÁCIA

O FC Porto foi vencer a Naval na Figueira da Foz, por 3-1. Vitória incontestada e incontestável. O pragmatismo contra tudo o resto, apesar dos incómodos. O FC Porto é uma aula de matemática: Pragmatismo, eficácia e a resolução aplicada. Nada de científico, lírico ou histórico. Apenas eficiência nas vertentes várias.

Quanto a Ulisses, não fez jus ao nome, porque o verdadeiro Ulisses nunca iria à caça sem armas. Desarmado foi simplesmente dizimado. As línguas e as nuances.

NEM PARECIA O INTER DE MOURINHO

José Mourinho em abraços com o Ramadão (Desta vez Mourinho não exagerou como a comunicação social empolou) levou o Inter a golear o AC Milan por concludentes 4-0. Sinceramente, nem parecia uma equipa de Mourinho o Inter da primeira parte. Na segunda parte, o Milan deve agradecimentos pelo abrandamento.

Este jogo motiva dois comentários:
Toda a gente bateu em Gattuso, mas este é o menos culpado. Depois de um amarelo e por não se sentir em condições físicas adequadas para continuar, pediu substituição e propôs-se sair. Acontece que o banco do Milan demorou demasiado tempo a responder, Seedorf demorou uma eternidade para se equipar e Gattuso teve de voltar ao campo (Coisa contrária aconteceu com o Inter na lesão de Motta e entrada de Muntari). A seguir e na sequência das limitações, Gattuso faz falta para amarelo e é expulso. Prejuízo para todos e quando as coisas já não estavam a correr bem. Aparentemente, Leonardo não demonstra capacidades para conduzir um plantel complicado e em termos de organização colectiva este não é o Milan de Ancelotti.

O Inter apresentou futebol e com Sneijder a entrar de caras. Os treinadores, muitas vezes reclamam tempo e depois oferecem o contrário. Por outro lado, os chamados grandes treinadores não dispensam grandes jogadores para poderem brilhar. Por isso é que determinados treinadores que têm de viver com aquilo que têm e ainda apresentam resultados, são… contestados.

sábado, 29 de agosto de 2009

SORTEIOS EUROPEUS

Apesar dos condicionamentos, um sorteio reserva sempre os seus caprichos.

Na Liga do Campeões, o FC Porto ficou no Grupo D e vai ter de defrontar o Chelsea, Atlético Madrid e Apoel Nicósia. Considerando um passado recente e o sorteio de outros grupos, a equipa de Jesualdo Ferreira vai ter de competir a sério. A chave reside nos resultados obtidos com o Apoel e nos jogos caseiros, obviamente.

Na Liga Europa:
O Nacional da Madeira vai defrontar: Werder Bremen, Áustria Viena e Athletic Bilbao. O Pote 4 reservava complicações, agora resta a superação.
O Sporting CP vai defrontar: Heerenveen, Hertha Berlim e Ventspils da Letónia. Depois de tanto pesadelo um grupo para alimentar sonhos. Significativo é que o Sporting tem de encarar o grupo como favorito.
O SL Benfica vai defrontar: Everton, AEK Atenas e BATE Borisov. Considerando o pote e as aspirações, ao Benfica saiu um grupo complicado. Nada que possa justificar repetições recentes.