Mostrar mensagens com a etiqueta Arbitragem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arbitragem. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de setembro de 2010

A ARBITRAGEM E VITOR PEREIRA

Vítor Pereira da Comissão de Arbitragem decidiu fazer uma avaliação sobre o estado das arbitragens nestas primeiras 5 jornadas. Obviamente, a reacção do Benfica provocou esta acção de esclarecimentos, logo aproveitada pelos encarnados e contestada pela maioria.

Vítor Pereira salvou a face ao fazer circular que nova acção de esclarecimentos está prevista para depois da 10.ª Jornada. Nisto, a critica surge sempre, seja por se fazer ou por não se fazer. Não deixa de ser um facto, no entanto, que ela tenha surgido pela reacção encarnada.

Mesmo assim, entre opiniões registo estas:

Se foi uma situação avulsa, pelas reclamações do Benfica, não foi bom! Mas se for prática para se fazer ciclicamente poderá ser um bom contributo para o futebol ter mais transparência.”
Manuel Machado

Para abordar todos os casos, Vítor Pereira teria de falar horas e horas. Não concordo que tenha de falar todas as jornadas. Se o fizesse, deixava de haver tantos programas desportivos…
Domingos Paciência

Depois, a APAF veio a terreiro dizer que os árbitros também não ficaram satisfeitos pela iniciativa de Vítor Pereira. Realmente, o futebol é um vulcão de insatisfeitos, com ou sem razão. É um vale tudo. “A minha árvore é mais importante que a floresta” e quem se mete no meio é para queimar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AI BENFICA QUE JÁ É TARDE

Da reunião do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica foram assumidas as seguintes orientações:

a)- Reafirmar a total confiança do Clube nos seus atletas e na sua equipa técnica, e a garantia de que ninguém vai desistir dos objectivos propostos no início da presente temporada. Resistir é próprio dos que nesta casa se bateram e continuarão a bater pela verdade no futebol português.

A falta de credibilidade que está a atingir a arbitragem enfraquece o futebol e só quem não está preocupado com o futebol pode estar satisfeito com a presente situação. Não é ilibando, nem protegendo aqueles que reiteradamente erram que se protege o futebol. Há quem veja e queira fazer-se de cego. A esses, essa cegueira tem de custar-lhes caro.

O futebol protege-se agindo, assumindo as medidas necessárias para que a transparência regresse à nossa arbitragem. Quem tem responsabilidades perante a actual situação tem de se fazer ouvir.

O futebol não é viável sem verdade e sem acções. O senhor Vítor Pereira deve pronunciar-se sobre o que se passou, sobre o que pensa fazer para o futuro e sobre o entendimento que tem – na forma e no tempo - sobre a homenagem promovida no dia 5 de Setembro, pela Associação de Futebol do Porto, ao senhor Olegário Benquerença.

Citando o Presidente da UEFA, Michel Platini “os árbitros incompetentes devem ser varridos do futebol”. Pela nossa parte, acabou a tolerância com árbitros incompetentes ou habilidosos.

Cada um deve assumir as suas responsabilidades e o senhor Vítor Pereira tem a obrigação de garantir condições de igualdade nos critérios e na acção dos árbitros a todos os clubes em Portugal. Algo que até aqui não aconteceu.

b)- Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

A equipa já sabe que vai ter de lutar contra muitas adversidades, algumas previstas, outras totalmente imprevistas - já o sentiu neste início de época - e vai conseguir superá-las, mas os sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica não devem continuar a ser lesados económica e emocionalmente.

A nossa ausência será o melhor indicador da nossa indignação.

c)- Solicitar ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica a suspensão imediata de quaisquer negociações relativas aos direitos televisivos relativos aos jogos da sua equipa profissional a partir da época 2012/13 que possam estar a decorrer com a Olivedesportos. Mais, foi igualmente solicitada uma avaliação no sentido de apurar a possibilidade do Clube passar a gerir de forma autónoma os seus direitos audiovisuais.

Não podemos continuar a tolerar que a falta de seriedade dentro de campo tenha a cumplicidade daqueles que, tendo os nossos direitos televisivos, não revelam isenção na análise e camuflam os erros daqueles que sistematicamente nos prejudicam.

d)- Equacionar, em face do desgaste e da falta de garantias de isenção na arbitragem agora evidenciadas, a participação na presente edição da Taça da Liga.

e)- Solicitar à comunicação social que, fazendo o seu trabalho, denuncie quem adultera as regras. Que investigue as notas que alguns observadores têm atribuído a algumas actuações de árbitros. Que compare aquilo que sucedeu no campo com a nota posteriormente atribuída.

f)- Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto. Não queremos confundir as gentes do Porto – que seguramente não se revêem neste tipo de comportamento – com um grupo de delinquentes que organizada e reiteradamente e de forma impune têm vandalizado o autocarro do Benfica e atentado contra a integridade física dos seus atletas.

g)- Declarar o Secretário de Estado ‘persona non grata’ pelo trabalho que prestou ao futebol português. Abandonou a anterior Direcção da Liga no seu combate pela credibilização do futebol português, alheou-se – por completo – do processo “apito Dourado”. É, ainda, o responsável por nada fazer para aplicar a lei, pelo que a arbitragem e a Comissão Disciplinar continuam na Liga, quando já deviam estar na Federação Portuguesa de Futebol desde 1 de Julho.

Para além de tudo isto, lamentar as declarações desrespeitosas que o secretário de Estado teve para com o Sport Lisboa e Benfica e que branqueiam o comportamento daqueles que adulteram a verdade desportiva.

Quem se demite das suas responsabilidades, deve saber que isso tem consequências.

Queremos concluir dizendo que compete aos benfiquistas defender o Benfica e apelando a todos para amanhã, no nosso estádio, darmos uma grande demonstração da nossa força e da nossa união
.”
Comunicado do SL Benfica
.
Reacção tamanha para tamanho disparate. Luís Filipe Vieira apoiou Fernando Gomes que por “acaso” não foi apoiado mas estratégicamente empurrado por Pinto da Costa. Assistiu à instalação de um novo Conselho de Disciplina vestido de azul. Assistiu à manutenção do Conselho de Arbitragem. Aplaudiu a tomada do poder da orquestra e agora quer o quê? Privar os benfiquistas de fora de Lisboa de “ver” o seu Benfica? Por favor!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

OLEGÁRIO BENQUERENÇA

A Arbitragem portuguesa regressa aos grandes palcos com a nomeação de Olegário Benquerença para o Mundial 2010. Contam-se pelos dedos as nomeações de Árbitros portugueses para os grandes eventos, nomeadamente para os Mundiais. Olegário vai ter a responsabilidade de representar o país e de fazer afirmar a capacidade da nossa arbitragem, esquecendo-se por momentos do clima excessivamente pesado que envolve o sector em Portugal.

Por outro lado, não se livra de mais do mesmo, considerando que clubes, associações e federações não encaram com actualidade as novas tecnologias, porque preferem eleger o erro como parte do jogo e o Árbitro como desculpa para o erro.

Para Olegário Benquerença, Bertino Miranda e José Manuel Cardinal recupero um post que coloquei aqui a 24 de Julho de 2008:

"A Equipa de arbitragem é a única equipa que é assobiada em qualquer jogo, antes do jogo começar. A Equipa de arbitragem não tem jogos fora ou em casa, joga sempre fora. Ainda por cima, a classificação do seu campeonato está dependente da avaliação de outros que não correm os mesmos metros, nem sofrem os mesmos sofrimentos. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que tem de manter o mesmo nível de concentração, estabilidade emocional, lucidez de avaliação, sobriedade de análise e capacidade de decisão, de forma objectiva, durante todo o tempo de jogo, inclusive nas paragens do mesmo.
O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que tem de estar presente em todas as jogadas desenvolvidas durante o jogo. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que tem de analisar e validar indicações dos elementos da sua própria equipa. É o único elemento que é vigiado pelo vídeo e que dele não tira qualquer partido. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que não merece o benefício da dúvida. Aliás a única dúvida é o nível de corrupção a que foi sujeito. O Arbitro é o único elemento de um jogo de futebol que só é reconhecido quando não se fala dele.
"

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

VITOR PEREIRA E NOVOS RECADOS

“… a maioria das críticas às arbitragens, em Portugal são justificadas e significam que houve desempenhos que não cumpriram com a missão de garantir imparcialidade no jogo" (…) "Quando estes dois pressupostos não são cumpridos, sentimo-nos tristes, quaisquer que sejam os intervenientes, clubes e árbitros. A equipa toda sente essa tristeza, a começar com aqueles que foram intervenientes directos e que são aqueles que mais sofrem e sentem esses insucessos e essas deficiências de desempenho" (…) “sinto-me satisfeito com o extraordinário esforço que os árbitros têm feito para estar à altura das expectativas com todos os condicionalismos que têm".
Vítor Pereira

Sinceramente, fiquei sem saber se estas afirmações se referem ao seu consulado ou se reduzem à última jornada da Liga. É que num caso vem tarde, no outro vem a tempo. De qualquer forma, as expectativas sobre a eficácia e eficiência de Vítor Pereira, já estão ultrapassadas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

VITOR PEREIRA E OS RECADOS

"... quanto mais pressão, quanto mais críticas, com certeza que irão contribuir para uma redução da produtividade e uma redução da eficácia".

Solidário com os treinadores vítimas das últimas "chicotadas": "em nenhum momento, eles se escudaram com os árbitros e com a arbitragem" (…) "uma lição de civismo, de cidadania, de solidariedade entre pessoas do jogo".

Sobre a nomeação de Duarte Gomes para o Porto-Sporting: "foi uma das 240 nomeações" (…) “… tivemos a noção de que, naquele momento, perante as circunstâncias, nos pareceu que melhores possibilidades oferecia de haver eficácia".
Vítor Pereira in Antena 1

Pode não ser, mas parece um claro recado a Paulo Bento e ao Sporting.

domingo, 27 de setembro de 2009

PAULO BENTO E A ARBITRAGEM

"... Quem como eu jogou durante 15 anos à bola conhece-os a todos e sabe como os árbitros fazem as coisas".
Paulo Bento

O Sporting CP tem problemas para resolver. Para além das dificuldades financeiras, das vias de recuperação e do momento da equipa, tem Paulo Bento e a Arbitragem. É por demais evidente que Paulo Bento e a arbitragem têm feridas abertas e ninguém pretende abdicar das causas. O Sporting castiga a arbitragem através de Paulo Bento, a arbitragem castiga Paulo Bento através do Sporting. Pode ser inédito, mas há a possibilidade da arbitragem conduzir um processo de despedimento de um treinador.

DUELOS EM QUE TODOS PECARAM

O FC Porto recebeu e venceu o Sporting CP por 1-0, no regresso de Hulk e no “momento” de Polga. Um clássico repartido em que todos podiam ter feito um pouco melhor.

FC Porto: A equipa de Jesualdo Ferreira não conseguiu disfarçar a importância do encontro e o factor “casa” teve uma importância suplementar. Hulk regressou aos grandes jogos mas não teve acompanhamento. O FC Porto conseguiu ser forte, apenas no início de cada parte e ofereceu pragmatismo no resto.

Sporting CP: A equipa de Paulo Bento esteve á altura do clássico, reagiu e assumiu o jogo no final de cada parte. O sistema e a equipa precisam e precisaram de eficiência nas bolas altas em termos defensivos e de eficácia na concretização das oportunidades criadas. Liedson, sempre Liedson, incomoda como poucos mas não resolve por todos. Determinadas opções de Paulo Bento podem e devem ser questionadas.

Arbitragem: Duarte Gomes não teve influência directa no resultado. No entanto, não se livra da acusação de dualidade de critérios (a questão dos amarelos e avaliação de faltas, nomeadamente as relacionadas com Raul Meireles). Por outro lado, a falta sobre Hulk que conduziu ao golo do FC Porto, que quanto a mim não existiu, obedece ao critério do árbitro e portanto discutível, mas não decisivo. Depois há um lance de Liedson com Bruno Alves em que qualquer decisão mereceria discussão.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

PROVOCAÇÃO IRRESPONSÁVEL

Não acho piada a esta preocupação enraizada no futebol português em saber quais os árbitros nomeados para cada jornada. No entanto, a Comissão de Arbitragem nomeou Duarte Gomes para arbitrar o clássico FC Porto vs Sporting CP e aqui o caso muda de figura. Vítor Pereira com toda a certeza ponderou a escolha, mesmo tendo conhecimento do litígio que ainda separa o árbitro do Clube leonino, o que é pior. É sem dúvida um acto de provocação que confirma a temperatura entre a arbitragem e Paulo Bento.

sábado, 23 de maio de 2009

A NOMEAÇÃO DE LUCÍLIO

Depois das condições em que foi nomeado para a Final da Taça da Liga e as consequências que daí resultaram. Depois dos ambientes e das “jarras”. Depois de tanta coisa, Lucílio Baptista é nomeado para o jogo Oliveirense vs Gondomar, um jogo que pode condenar os dois, na Liga Vitalis. Considerando as alternativas, é caso para dizer que alguém quer “reformar” Lucílio.

sábado, 2 de maio de 2009

OS CASTIGOS APLICADOS

Bruno Paixão não escreveu e foi criticado. Rui Costa escreveu para não ser criticado. Resultado: Paulo Bento saiu do castigo, Rui Costa entrou no castigo. A Comissão de Disciplina decidiu como tem feito, com coerência.

O problema reside no facto de não haver uniformidade de critérios e de cumprimento dos requisitos estabelecidos e não de Ricardo Costa, que tem feito mais pelo futebol português, em dois anos, do que outros em décadas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O AVISO DA ARBITRAGEM

Condenar veementemente e accionar criminalmente toda e qualquer pessoa ou entidade que efectue declarações que ultrapassem a mera crítica desportiva, ofendendo o seu bom nome ou colocando em causa, directa ou indirectamente, a sua idoneidade e seriedade.”
Comunicado da APAF

Este é o conteúdo do ponto 3 do comunicado da APAF, após reunião de quadros, relativamente ao momento que atravessa a arbitragem. Nota-se que Luís Guilherme é o novo presidente da APAF, tal como se nota o cansaço de ser saco de pancada para erros próprios e alheios.

Da mesma forma, os árbitros estão sujeitos aos procedimentos que requerem?

quarta-feira, 25 de março de 2009

OS DISPAROS DE JOSÉ VEIGA

"Quando se gastam 60 milhões de euros em duas épocas e se tem a massa salarial mais elevada de toda a História do Benfica, é obrigatório ganhar títulos. E quando falo em títulos, falo num Campeonato, não numa Taça da Liga".

O regresso ao Benfica acontecerá muito em breve"(…) "pode ser daqui a dez, cinco anos ou seis meses".

"Este é um comportamento lastimável dos dirigentes do Sporting neste caso da final da taça. Lentamente as pessoas vão começando a perceber que estes dirigentes não são assim tão limpos e tão credíveis como querem fazer crer na praça pública".

"…foi a melhor forma de perder (a Taça da Liga) porque entretanto já não se fala dos 12 contra o Bayern de Munique nem de uma final perdida".

"Estamos a falar de árbitros e não dos dirigentes. Estamos a discutir árbitros, não estamos a responsabilizar dirigentes, não estamos a responsabilizar orçamentos, não estamos a responsabilizar pelos resultados, estamos a falar de árbitros, estamos a sacudir água do capote como é habitual nestas pessoas".


José Veiga decidiu disparar em todas as direcções. Afinal de contas as duas últimas semanas foram bastante férteis em matérias para debate e uma porta aberta para quem quer entrar.

segunda-feira, 23 de março de 2009

PEREIRA INSISTIU EM LUCÍLIO?

Enquanto Vítor Pereira insiste em não comentar a arbitragem, nem Lucílio Baptista, João Nortadas, presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal, veio dizer que Lucílio foi mal nomeado. Isto porque foi segunda escolha, tinha pedido dispensa para o fim-de-semana e que Vítor Pereira não preparou de forma adequada a nomeação, depois do que foi dito nos dias anteriores, nomeadamente a pressão que existia sobre a possibilidade de Quique Flores deixar de ser o treinador do Benfica em caso de derrota.

Ao que parece, Vítor Pereira tinha outras alternativas, como por exemplo Paulo Costa, mas preferiu a nomeação de Lucílio Baptista, mesmo perante a reacção do Clube da Luz. O resultado se calhar não foi o que estava previsto.

JUSTIFICAR COM NOVO ERRO

Lucílio Baptista apresentou-se disponível na SIC para reconhecer um erro, mas também para o justificar. Vejo como importante o facto de vir reconhecer um erro que não podia esconder, da mesma forma que reconheço que ninguém poderá crucificar uma carreira por um erro que nenhum árbitro está a salvo, considerando que é um jogo de erros. O problema é quando se pretende inverter o erro com justificações que apenas reforçam o mesmo.

Esta coisa de “reconhecer o erro” está no mesmo patamar do “assumo a responsabilidade”. Ou seja, regista-se um momento e não se assume coisa nenhuma. Ninguém assume um erro para ser penalizado na mesma dimensão.

Lucílio Baptista assinalou a penalidade porque assim o decidiu e certamente não reforçou a sua convicção depois de consultar os seus auxiliares. A penalidade foi de sua exclusiva decisão. Tentar adornar a decisão não passa disso mesmo. Foi isto que Lucílio Baptista se esqueceu de dizer na sua intervenção.

domingo, 22 de março de 2009

O ADEUS DE LUCÍLIO ?

Lucílio Baptista fica ligado, de forma indelével, ao lance que marcou a final 2009 e para a história da Taça da Liga. Por comparação, sou daqueles que pensa que a arbitragem é o elo mais franco e o alvo mais fácil em toda esfera do futebol e por consequência os mais desprotegidos em caso de erro que o próprio futebol não dispensa. No entanto, há erros que merecem o reconhecimento e não justificações.

Com tantos anos de futebol, com uma carreira recheada de bons e maus momentos e tão perto de concluir o seu trajecto, penso ter chegado a hora de Lucílio Baptista dizer que não quer continuar a alimentar suspeições, afrontas e erros e… deixar a arbitragem.

sábado, 14 de março de 2009

O CASO DAS INVERDADES


No julgamento das mentiras, por falta de comparência da verdade, o “caso do envelope” chegou ao fim, com alegações finais que apenas serviram para servir o óbvio. Avaliando o que se passou, são todos culpados de não fornecerem matéria suficiente para qualquer juiz escolher um culpado. No meio de um nevoeiro de inverdades, a juíza deverá ter dificuldades em descortinar vestígios de verdade e assim, dificilmente será capaz de encontrar o maior mentiroso. A única verdade, é que não se conseguiu provar nada do que era verdade.

sábado, 7 de março de 2009

O FUTEBOL E A JUSTIÇA ?

"Quinhentos contos? Era pouco para a bitola que se dizia" (…) "Todas as pessoas têm um preço e, repito, acho 500 contos uma quantia ridícula" (…) “ Mesmo para as bitolas da época, só se fosse para o aquecimento".
Este depoimento de António Mortágua, ex-presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão de Arbitragem da Liga, obriga a outra questão: E qual é o seu preço?
Vindo de um Juiz - conselheiro, só se pode concluir que não existe entidade ou instituição que nos mereça confiança. Imaginar os cargos que exerceu no futebol português, também dá para “achar” muita coisa. Depois, sempre é possível especular sobre a qualidade e credibilidade do testemunho. Ou não !?

Quem não achou muita piada foi a APAF que através de Luís Guilherme comunicou que vai solicitar uma certidão para estudar o depoimento do juiz e agir em conformidade. Para Luís Guilherme: “Se ele sabia de alguma coisa naquela altura, devia ter dito".

O Procurador-Geral da República é que parece já não acreditar muito no sucesso das investigações, apesar de defender: "Nada voltará a ser como dantes" (…) "O mundo do futebol sabe que, agora, pode ser investigado. Podem não ser condenados, mas sabem que serão investigados e, eventualmente, julgados”.

É a vida…

domingo, 1 de março de 2009

NOVAS TECNOLOGIAS?




.
.
.
.
.
.
O International Board, órgão da FIFA constituído por representantes da FIFA (4 votos) e das Federações de futebol da Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales – 1 voto cada) que discute as alterações às leis de jogo, votou a continuidade dos testes dos cinco árbitros, agora em campeonatos profissionais. Resta definir onde, quando e como.

Nesta reunião caíram as propostas relacionadas com: Alargar o tempo de intervalo dos jogos de 15 para 20 minutos e a introdução do cartão laranja que previa a exclusão temporária de jogadores durante a partida.

Ficou adiada a decisão sobre a possibilidade de uma quarta substituição, nos jogos com prolongamento.

O Internacional Board esclareceu ainda a questão que deu brado no Euro 08 no golo da Holanda contra a Itália em que os holandeses marcaram um golo alegadamente em fora-de-jogo, mas que o árbitro considerou porque o defesa italiano, mesmo fora de campo, colocou o adversário em jogo: “Qualquer defensor que saia do terreno de jogo por qualquer motivo sem autorização do árbitro será considerado em jogo, na linha de golo ou de fundo para os efeitos de fora-de-jogo até ao momento em que se interrompa o encontro”.

Lá se foram as novas tecnologias.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CARTÃO LARANJA?

Pierluigi Collina, membro do Comité de Arbitragem da UEFA, revelou que apoiará, na reunião do International Board, a introdução de um cartão “adequado para as situações em que o vermelho é exagerado e o amarelo insuficiente” e que possibilite a suspensão temporária de um futebolista durante o jogo.
In A BOLA

Alterações no International Board? Pode ser…

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

VIRAR O MUNDO AO CONTRÁRIO

A actuação do Árbitro Pedro Proença no FC Porto – SL Benfica, foi classificada com nota negativa (2,4 numa escala de 0 a 5) pelo observador da Liga, José Gonçalves. A nota atribuída deve-se, no essencial, ao facto de Pedro Proença não ter assinalado grande penalidade contra o Benfica no lance entre Reyes e Lucho. Caso tivesse assinalado esta falta, a nota seria de 3,4.

Ou seja, o tal lance em que Reyes tocou em Lucho e este prosseguiu a jogada com um passe para o remate de um companheiro que até podia ter dado golo, foi o erro maior de Pedro Proença. Sim, porque no lance que decidiu o jogo, o árbitro tem o “benefício da dúvida” do observador.

Será que estamos a falar de um avaliador de competências? Dizer o quê do 23.º classificado dos 29 observadores da época passada.