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quarta-feira, 16 de março de 2011

ANTÓNIO, O ENTALADO

Uma estória que nada tem a haver com realidade.

O António tinha um emprego e trabalhava, não estando em questão a remuneração ou as habilitações literárias. Dava para o gasto e para sustentar sonhos de melhores dias. Se formos a ver, o conto das debilidades financeiras e do combate ao deficit orçamental parecia uma doença crónica. De um momento para o outro, chegou uma crise de contornos excepcionais e os momentos de contenção. A pequena empresa onde trabalhava não suportou esses momentos, por razões diversas, apesar das promessas de incentivo do Estado que nunca chega a quem realmente necessita, e o António foi despedido, obtendo refúgio no fundo de desemprego.

Entretanto, o Governo, com preocupações sobre as elevadas taxas de desemprego, decidiu promover programas de incentivo a novos empresários e a novas empresas. O António, que não gostava de estar parado e dependente, resolveu investir em si próprio. Arrancou com uma actividade e apostou na sua criatividade e empenho.

Posteriormente, o Governo lançou medidas de contenção para a crise, cujo alvo principal era o empresário que o António se tornara e a actividade em que decidiu investir. Com o primeiro PEC vieram os restantes, e o António via o seu investimento fustigado pelas medidas de contenção de um Governo que lhe cortava as pernas que antes incentivara a caminhar. Mais grave, debilitava a possibilidade de alimentar clientes porque todos eles também se viram amputados.

Depois de muito ponderar, entre despesas muitas, lucros poucos e sustentação zero, António resolveu terminar com a agonia e encerrou o negócio. Encerradas todas as possibilidades, verificou que não podia voltar ao refúgio do desemprego e constatou que tinha caído numa armadilha. Agora nem desempregado era. Tinha de começar tudo de novo… mas onde?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"ESTÓRIAS INVENTADAS 4"

- Algo me diz que o próximo treinador do Benfica é o Scolari.
- O quê? Está mais que visto que é o Jorge Jesus, falta só o Quique concordar com a saída…
- Achas!? Acho que há um grande filme à volta disto.
- Filme?
- Acompanha-me: Falou-se do Scolari e de repente deixou-se de falar. Aparece a história do Jorge Jesus e o Benfica não diz absolutamente nada. Zero. O normal era inventar qualquer coisa.
- Pois, não disse nada e agora o Quique quer o dinheiro todo.
- A questão é por que não disse nada. Lembras-te da última vez que o Scolari esteve para ir para o Benfica?
- Sim…
- Não foi porque falaram demais antes do tempo, agora não falam. Coisa nunca vista. Silêncio absoluto. Depois, esta coisa do Jorge Jesus veio mesmo a calhar, toda a gente virada para o JJ e ninguém a falar de Scolari…
- Hum…
- … o Benfica não mente nem desmente, o silêncio alimenta as noticias e desvia atenções.
- E depois !?
- Depois, vem Ramires. Quem indicou Ramires? Quem está a organizar a próxima época?
- Pode ser o Quique ou Jesus…
- Pode ser, mas ouviste falar de alguém que o Benfica queira contratar que tenha sido treinado pelo Jorge Jesus ou que venha de Espanha?
- E o Rui Costa? que não gosta do Scolari?
- Ouviste ele dizer isso? E ele aguenta outro falhanço no seu Benfica?
- Tu é que estás a fazer um grande filme…
- Pode ser…

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ESTÓRIAS INVENTADAS

"Amanhã, eu e a minha mulher vamos celebrar mais um ano de casados, e já tenho o plano do dia: Saio cedo, vou abastecer o carro, porque pretendo comprar aquele colar na ourivesaria “Vida” que ainda fica longe, e depois tenho que passar pelo banco para depositar os “cobres” de ontem, para poder utilizar o Multibanco sem problemas. Porra! Pensando bem, não vou a lado nenhum que ainda sou assaltado ou sou apanhado num assalto. Vou ficar em casa e ligo o alarme."

segunda-feira, 28 de julho de 2008

ESTÓRIAS INVENTADAS (II)

- Tou !?
- Daqui fala Toni Ambrósio, o Ambrósio
- Oh grande Ambrósio, há muito tempo que não falava contigo.
- Pois, desde aquela história do Mortalha. Bem nos lixaste com aquele negócio.
- Lixei !? Não me vais dizer que perdeste dinheiro com o negócio!
- Bom, vamos esquecer isso. Tens aí um jogador que nos interessa.
- Tou a ver. Queres o Rastilho, não é?
- Mascarenhas, estás a dever-nos uma, e esse Rastilho tem de vir para cá.
- Tenho um problema Ambrósio. Tenho em agenda uma reunião com o internacional, já amanhã, e depois vou para França, Espanha e Inglaterra. Toda a gente quer o Rastilho. É muito caro para vocês.
- Pode ser, mas eu tenho cá 4 jogadores teus e temos boas relações. Para além disso, sempre podemos discutir algumas condições na venda.
- Ambrósio, para começar o gajo quer 5000 euros só para assinar e 800 euros/mês, depois eu quero 1500 de comissões e daqui não saio.
- Porra !
- Pois é, bebé. O homem joga muito e há olheiros de olhos nele.
- Mascarenhas, deixa-te de tretas. A gente dá-lhe 850/mês e esquece essa história do prémio de assinatura. Quanto a ti, subimos isso para 2000 e pomos uma cláusula de 10000 euros, com 10% para ti.
- Fazemos assim, aceito isso mas também contratas o Duka.
- O Duka!? Esse tem quase 50 anos e é guarda-redes…
- Por isso mesmo, é pegar ou largar.
- Ok, passa por aqui amanhã.

Qualquer coincidência, com coincidências é pura coincidência.

ESTÓRIAS INVENTADAS (I)

- Tou !?
- Daqui fala o Silva, Tonico Silva.
- Ah sim, grande Silva, tudo bem contigo?
- Mascarenhas, telefono-te porque preciso de um jogador teu.
- Qual deles?
- O Mortalha.
- O Mortalha!? Esse não. Esse ganha 600 euros e tem uma cláusula de rescisão de 5000 euros. Tenho é o Duka, bom jogador, faz a diferença.
- O Duka!? Esse tem quase 50 anos e é guarda-redes…
- Por isso mesmo…
- Mascarenhas, a equipa precisa do Mortalha, os adeptos precisam do Mortalha, eu preciso do Mortalha. Ofereço 700 euros/mês, dou-te 250 euros pelo negócio e pago 2500 euros pelo passe.
- É difícil. O miúdo está bem, recebe a tempo e horas, e o Ambrósio não vai nessa. Pagas os 5000 ou nada feito. Depois o miúdo ainda tem de aceitar essa oferta.
- Ok, dou-te 300 e tratas disso.
- Vou ver o que se arranja. Mas há uma condição: haja o que houver ficas com o miúdo.
- Claro que fico. Mas atenção, preciso disto resolvido numa semana.
- Numa semana!? Isso é curto. Repara, vou ter de fazer a oferta ao Ambrósio e claro que ele vai dizer que não. Depois vou “instruir” o puto que não tem “condições psicológicas” para continuar e que precisa de sair. Depois aparecem os advogados, e depois…
- Mascarenhas, tudo bem, dou-te 350 e um mês, mas preciso disso confirmado.
- Ok, quando é que começam os trabalhos aí?

Qualquer coincidência, com coincidências é pura coincidência.