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sábado, 25 de setembro de 2010

PAULO BENTO E SCOLARI

A nomeação de Paulo Bento para novo seleccionador das quinas tem merecido os mais variados reconhecimentos. Uns verdadeiros, outros de circunstância e outros por conveniência. Dos silêncios se esperam ruídos... depois.

Costinha disse, repetiu e acrescentou: “Em 2006, no Mundial da Alemanha, disse que com a saída de Scolari andávamos 10 anos para trás. Com a chegada de Paulo Bento vamos recuperar o tempo perdido”.

Paulo Bento foi dos poucos que nunca escondeu admiração pelo trabalho de Scolari, mesmo contra vozes que misturaram assuntos e intenções. E houve tantas vozes tristes, alegres pela tristeza da oferta.

A propósito e como disse sempre neste blog, Scolari deixou uma herança demasiado pesada e que o período pós Scolari seria terrível para o sucessor, principalmente se o sucessor fosse Carlos Queiroz. Num mundo de surdos não vale a pena gritar.

Mesmo a propósito ou conveniente para alguns, Scolari também foi ouvido sobre a nomeação de Paulo Bento e disse, entre outras:

Jovem, promissor e muito correcto”.

O Paulo Bento foi sempre um companheiro, uma pessoa que nos ajudou, esteve sempre pronto para dar-nos todas as informações, e a ajudar a Selecção principalmente com os seus atletas. Temos uma admiração muito grande por ele, desejo-lhe o melhor possível”.

Deve ser ele a decidir por si próprio e a acreditar nas pessoas que trabalham na Federação, pois são óptimas companheiras. São pessoas que desejam o bem da Federação e da Selecção. E faça o seu grupo. Decida na medida do possível, não ouça outras pessoas que tenham alguma influência, porque se quiser seguir em frente com determinadas decisões, siga, pois dará à Selecção aquilo de que ela precisa”.

Ou seja, que refunde o Clube Portugal. Que construa uma equipa e não um grupo de convocados. Que seja autónomo e promova independência. Que não faça pactos com o diabo e espere ajuda divina. Que seja autêntico e genuíno mesmo com erros. Que ressuscite a casa da selecção como topo da qualificação, do empenho e da determinação. No fundo, que seja Paulo Bento como tem sido Paulo Bento, tal como Scolari foi Scolari.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SCOLARI VS CARLOS QUEIROZ

Scolari tinha uma particularidade: A Selecção é uma equipa. Tenho 11 titulares, convoco 23 e vão entrando consoante as necessidades. Duvidas nenhumas, para todos os convocados. Com Carlos Queiroz, todos são titulares e a escolha é minha. Dúvidas absolutas e direito a amuar. Deco não gostou de alterações sem aviso prévio, e com substituição, e estou certo que Miguel Veloso não gostou da entrada de Ruben Amorim para fazer a sua posição. Ainda se fosse o Pepe…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

BIG PHIL DESEMPREGADO

Big Phil foi despedido do Chelsea. Nada que não se estivesse á espera num clube pouco british nessa matéria. Em duas épocas 3 treinadores e vem aí o quarto. Scolari sai com 17 milhões e um trabalho insuficiente, mas inacabado.

Depois de um início de época prometedor, com o melhor registo nos jogos fora, Scolari perdeu o controlo da nau depois da derrota caseira com o Liverpool que assinalou o fim do melhor registo nos jogos em casa.

A verdade é que o Chelsea de Big Phil nunca demonstrou capacidade para alterar o rumo dos acontecimentos, nomeadamente nos confrontos directos contra os seus principais adversários. Isto apesar de em 40 jogos ter perdido apenas cinco.

Era uma questão de tempo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

TEMPOS DIFICEIS PARA SCOLARI

Scolari, não vive momentos fáceis no Chelsea. No jogo contra o Stoke City, a equipa conseguiu virar o resultado apenas nos últimos minutos do encontro, com o golo da vitória a surgir já nos descontos.

A reacção ao golo não foi apenas um sinal de vitória, teve um significado muito mais profundo. Foi a vitória de um grupo, não de um jogo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

AS DIFICULDADES DE SCOLARI

O Manchester United, de Alex Ferguson, venceu e convenceu o Chelsea, de Big Phil, por 3-0. Ainda com dois jogos em atraso, o Manchester mostrou que está na corrida e para atacar o título. O Chelsea de Scolari, prometeu muito no início da época, mas já está completamente diferente dos consulados de Mourinho ou de Grant. Acima de tudo, Scolari está com dificuldade em gerir um plantel, quanto mais um campeonato.

Considerando o historial do Chelsea em matéria de treinadores, acho que Scolari está mesmo com dificuldade em gerir a sua manutenção no clube.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

MADAIL NO PORTO...CANAL

Gilberto Madaíl, no Porto Canal, conforme o vento e o momento. Adaptável. Mas se calhar verdadeiro, mesmo que traiçoeiro. Pelas costas dos outros...

Sobre Vítor Baía: “Não sei porque nunca foi convocado. Perguntava muitas vezes a Scolari, mas ele dizia serem critérios. A federação nunca dirá quem são os jogadores que podem ou não ser convocados. Scolari convocou sempre quem quis. Tenho pena.”

Ficamos a saber que Madaíl não se intromete nas convocatórias, mas pergunta. E muitas vezes. Teve azar com a “encomenda” que contratou.

Convocava jogadores que até nem estavam a jogar

Os critérios, meu caro. Há treinadores assim. Não dá para manipular e ainda por cima, ganhava.

Esperava mais da participação no Euro-2008”. O anúncio do Chelsea da contratação de Solari, “foi prejudicial”. “O Chelsea tinha determinado o timing e não conseguimos alterá-lo.”

É sempre bom saber que estava tudo tratado e que não houve esforço para antecipar a resolução. Tirando isso, concordo plenamente: O anúncio da saída de Scolari derrotou a campanha. E Madaíl sabia antes o que todos soubemos depois.

Se não houve passagem de testemunho deveria ter havido. Se não houve uma conversa não foi a forma mais correcta de proceder.”

Passagem do testemunho? Só pode ser brincadeira. Carlos Queiroz, o maior crítico de Scolari e o mais inconveniente queria conversar sobre o quê? Gostava era de ouvir as palavras de Madaíl quando Queiroz patrocinava a campanha contra Scolari.

Aguardo, impaciente, pela resposta de Scolari.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O SORTEIO DA CHAMPIONS

E o sorteio da Champions não foi dos piores. Tem sido mais caprichoso.

O FC Porto perante o Atlético de Madrid, reúne condições para discutir a eliminatória de igual para igual e sem complexos. Isto apesar deste Atlético, a jogar fora de casa, ser realmente temível, principalmente quando Simão, Aguero, Fórlan e Maxi Rodriguez se inspiram. Curiosamente, Paulo Assunção e Maniche regressam ao Dragão.

Ao Sporting reaparece o Bayern de Munique. É certo que as equipas alemãs têm um futebol complicado e não me lembro de ver o Bayern eliminado por uma equipa portuguesa. Isso, no entanto, não impede que o Sporting não consiga obter um resultado satisfatório, na esteira do que o Benfica conseguiu frente ao Liverpool. De registar que a equipa bávara começou mal o campeonato, mas já está recuperado, muito por culpa de Luca Toni e Ribéry.

Nos outros jogos da Champions, destaque enorme para o embate do Inter de José Mourinho, Luís Figo e Quaresma com o Manchester United de Ferguson, Cristiano Ronaldo e Nani. É o reencontro.
Scolari não deve ter gostado nada de levar com a Juventus, mas não é menos verdade que os italianos não gostam de defrontar equipas inglesas. Outro duelo anglo-transalpino vai ser o Arsenal vs Roma, duas equipas muito dependentes dos valores individuais e que esta época têm revelado enorme irregularidade. O Real Madrid vs Liverpool será um dos melhores jogos, não por este Real Madrid actual, mas pelo que se poderá apresentar na altura e aplicando-se o contrário ao Liverpool. Uma coisa é certa a eliminatória vai depender muito de Gerard. O Lyon-Barcelona podia ser um daqueles jogos, mas actualmente a diferença entre as duas equipas é acentuada. Por último, os mais sorridentes do sorteio, Villareal vs Panathinaikos.

domingo, 26 de outubro de 2008

BENITEZ DESARMOU BIG PHIL

Big Phil conheceu o seu primeiro big tropeção. Num jogo importante para demonstrar superioridade e manter respeito, ainda por cima jogando em casa, local onde em 4 épocas a equipa não tinha perdido, o Chelsea não conseguiu ultrapassar o motivado Liverpool, cedendo por 0-1. Uma derrota que tem um significado especial.

O Liverpool de Benitez é que está apostado em transformar esta época, na época do regresso aos títulos. Não só pelo resultado obtido em Stamford Bridge, mas pela convicção demonstrada por Rafa Benitez, antes do encontro. Vitória que coloca o Liverpool em primeiro lugar destacado.

Campeonato inglês, onde o Hull City continua a surpreender, pela positiva, e o Tottenham Hotspur a surpreender pela negativa. Tottenham que já trocou Juande Ramos por Harry Redknapp, o tal treinador do Portsmouth que não percebe nada do futebol actual, segundo Jorge Jesus. Registo ainda, para mais um empate cedido pelo Manchester United, que ouviu Cristiano Ronaldo dizer que fica no clube na próxima época.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

BIG PHIL E O CHELSEA

Luís Filipe Scolari e o Chelsea continuam em maré alta. Depois do consulado de Avam Grant e de um final de época desolador, em que se manteve em todas as frentes e não conseguiu conquistar nada, o Chelsea 08/09 parece apostado em renovar os objectivos de sempre. Nesta jornada, foi golear o Middlesbrough por 5-0 e partilha a liderança com o Liverpool.

Big Phil apenas surpreende quem não acredita nas suas qualidades

domingo, 19 de outubro de 2008

BOCAS SOBRE DEFINIÇÕES

Foto: Africa Minha

Para Scolari o futebol é: Jogar para o resultado, com rigor, disciplina e muito pragmatismo. Aplicação da prática em detrimento da teoria. Liderança e capacidade de elevar níveis motivacionais e de envolvimento interno e externo. Intransigência, teimosia e consolidação do grupo.

Para Mourinho o futebol é: Jogar ao ataque fechadinhos cá atrás, com muitos dados e muitas estatísticas de anulação para a eficácia, muita alegria e criatividade nos treinos e muito rigor, pragmatismo e eficiência nos jogos. Liderança e capacidade de exercer influência na equipa e no adversário. Formação do grupo e trancar exposições.

Para Carlos Queiroz o futebol é: …(Aqui acho que preciso de ajuda).

Assim, quem consiga definir o futebol de CQ é favor comunicar. É que para mim o Carlos Queiroz como treinador é um bom coordenador e como técnico principal é um bom adjunto.

sábado, 18 de outubro de 2008

DE RESSACA

Ricardo
A Selecção é o melhor clube que já representei. Ouvir o Hino Nacional dá-nos uma força tremenda. Espero que o melhor momento de todos ainda esteja para acontecer” (…) “Quero o melhor para a selecção Nacional, como, aliás, todos os jogadores e todas as pessoas. Só desejo que tudo corra bem” (…) “É preciso dar tempo. As coisas não se fazem de um dia para o outro. Acredito e tenho a certeza absoluta que Portugal vai estar representado no Mundial'2010, se Deus quiser".
InforDesporto /Record/TVI

Muito bem, e com uma “luvada”. Mas, também não convém destruir a ponte… de regresso.

Scolari
O meu trabalho já não é a selecção portuguesa, é o Chelsea. Eu adoro Portugal, adoro as pessoas e adoro os jogadores, mas eu estou com o Chelsea. Não quero avaliar, também não gostava que fizessem isso quando eu lá estava”.
MaisFutebol

Isso tudo é verdade e bem dito. Mesmo disfarçado com um sorriso interior.

Paulo Bento
“Portugal está numa situação mais complicada, em função dos três últimos resultados, embora empatar na Suécia não seja mau resultado. Temos que viver com as dificuldades mas continua a existir possibilidades de estar no mundial 2010” (…) “Sabíamos, e eu já o tinha dito, que a herança era grande, ao contrário de alguns que desvalorizaram aquilo que o senhor que está agora no Chelsea fez – a verdade é que ninguém conseguiu melhores resultados” (…) “Temos jogadores de muita qualidade individual, um treinador experiente e não se deve pôr em causa tudo ao fim de poucos meses de trabalho”.
Publico

Pois é, mas agora os “culpados” não são aqueles que elevaram CQ a deus, colocaram Scolari no purgatório e agora assobiam para o ar. A culpa é dos apoiantes do Scolari.

Jesualdo Ferreira
"Muita gente devia estar calada, porque não conhece essa questão. Sempre defendi Scolari, mas também toda a gente sabe que o senhor Scolari teve a sorte de chegar numa altura em que não havia nenhuma qualificação para decidir. Teve tempo para preparar a equipa sem qualificação. O senhor Carlos Queiroz teve um jogo de preparação e depois entrou logo na qualificação" (…) "Não há treinadores que consigam formar uma equipa em dois ou três dias. Não há magia, nada que permita pôr aquela gente toda a jogar bem com um estalar de dedos. É preciso tempo. Ser Seleccionador Nacional, de qualquer forma, é capaz de ser um bom emprego, mas não acho que Carlos Queiroz esteja aqui nessa perspectiva".
Antena 1

Ora aí está. Acontece que com 2 treinos a comunicação social já dizia que esta era a selecção de Queiroz, muito diferente, para melhor, da selecção de Scolari. Inverter não vale. Para confirmar é só dar uma olhada a este post que coloquei a 9.9.2008.

Artur Jorge
"As coisas estão piores do que estava à espera, mas o caminho continua em aberto. Nada está perdido. Devemos apoiar jogadores e treinador. É importante que a equipa cresça, mas, para isso, precisa de tempo” (…) “não faz sentido questionar o trabalho de Carlos Queiroz”(…) “É difícil dizer o que falhou. Portugal quis ganhar, mas a Albânia empenhou-se em não o permitir. Devíamos ter marcado golos, mas não conseguimos. Os momentos de aflição prolongaram-se, os jogadores e o público enervaram-se e quando é assim a sorte costuma fugir”.
Publico

Extraordinário e profundo. O lugar ao lugar comum e...

Arie Haan (Seleccionador da Albânia)
"Foi um fantástico resultado, principalmente porque jogámos com menos um jogador (expulsão de Teli, aos 42 minutos). Portugal só teve duas oportunidades reais. Eles tinham que marcar nesses lances, porque a uma equipa como Portugal não é permitido falhar aqueles golos".
Antena 1

É verdade. A Albânia chegou a fazer lembrar a selecção portuguesa, há uns bons anos atrás, quando jogava fora.

Toni
"Julgo que se deve dar confiança a quem tem dado provas de que é um treinador metódico e que tem a sua estratégia" (…) "A época de Scolari foi boa para o futebol português. Sem ter ganho nada, pôs-nos sempre nos grandes eventos. Agora o alvo mais fácil continua a ser o treinador, e, para o bem e para o mal é sempre o responsável" (…) "Portugal não explorou correctamente os corredores laterais para que pudesse ganhar superioridade numérica. O jogo exterior de Portugal foi muito fraco" (…) "Quando pensamos que um só jogador pode resolver a situação, como é o caso do Cristiano Ronaldo, e ficamos dependentes daquilo que ele pode ou não fazer, é sinal de que a equipa não esteve bem, e muito pior estiveram aqueles que entraram procurando resolver por si só aquilo que deveria ser resolvido pelo colectivo".
Antena 1

É isso aí Toni. Uma no cravo, outra na ferradura.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ENTUSIASMO À VOLTA DA SELECÇÃO

Ainda sobre a Selecção e dentro do semanal da selecção, li o artigo de Vítor Serpa em A Bola de Sábado, relativo ao relativo interesse pela selecção. Considero o artigo oportuno, considerando o objectivo de congregar e não de desagregar. Realmente, com Scolari, o país inteiro sabia que Portugal tinha jogo, mesmo que não quisesse saber; Com Queiroz, o país já sabe que Portugal tem jogo e quem não sabe, soubesse. É a diferença entre ter a família toda envolvida no fenómeno e ter só aqueles (voláteis entre vitórias e derrotas) que ligam ao fenómeno.

Vítor Serpa revela até a preocupação de Manuel Alegre “por ver o povo distanciar-se, de novo, da selecção nacional, num desinteresse que lhe parecia perigoso e preocupante. Considerava, nessa altura, que a imprensa estava a tomar uma atitude passiva perante o que parecia ser uma inaceitável indiferença sobre a selecção. Propunha que se escrevesse algo sobre o assunto, um alerta sobre os perigos reais de uma queda de entusiasmo, acabando com um dos períodos mais bonitos da relação entre a Selecção Nacional e o povo português.”

Por mim, não precisava de ouvir Manuel Alegre para perceber isso. Já tinha dito. A comunicação social entrou muito mal nesta fase, sem projectar o essencial. Primeiro preocupou-se em desvalorizar a imagem de Scolari, depois não resistiu em fazer comparações, sem qualquer aplicação prática, para elevar as capacidades de Carlos Queiroz. Após a derrota com a Dinamarca, simplesmente desapareceu ou foi desaparecendo. Depois, Carlos Queiroz não é propriamente uma pessoa expansiva e não é requisito que o seja. A FPF é que tem de fazer o seu trabalho, mas estava mal habituada. Scolari fazia o trabalho todo e transformou-se na cara da Selecção. Assim, a FPF mudou de treinador, mas esqueceu-se de mudar a cara ou fomentar a mesma cara. Reconheço que o problema é saber como. No entanto, sempre mais vale um "Vamos ajudar Queiroz como ajudamos Scolari" do que um "Queiroz sim, Scolari não."

Como todos, espero que as famílias regressem ao futebol da selecção, com derrotas, empates e… vitórias. Para levar o cachecol, cantar o hino e sair com um sorriso.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

DEUS NO CÉU, QUEIROZ NA SELECÇÃO

Carlos Queiroz está com a bola toda. É Deus no Céu e Queiroz na Selecção. Obviamente que tem uma boa imprensa, daquela que precisa de imolar o ministério de Filipe Scolari e justificar as críticas que sempre elaboraram. Com 2 treinos, Portugal joga com as Ilhas Faroé, e a imprensa já descobria a mão de Queiroz no futebol da Selecção. Queiroz que pode ficar refém de tantas “passadeiras”, avisou antes do jogo com Malta que só tinha efectuado 6 treinos. Portugal ganhou e bem a Malta, e a selecção tinha descoberto caminhos nunca dantes navegados. Mantendo o ritmo incontornável, em tudo o que é imprensa, não há jogador a quem não seja solicitado que faça comparações entre o trabalho de Scolari e de Queiroz. Esquecendo que os jogadores estão, eles também, reféns da resposta procurada. Já que se um já foi, o outro está cá e convém ser “politicamente correcto” ou “correctamente oportuno”. Como se daí dependesse o futuro da selecção e o apuramento para o Mundial 2010. Estando em curso o plano de “apagamento” da passagem de Scolari pela Selecção, embora os registos não se apaguem, convém lembrar o que Carlos Queiroz disse, após o jogo com as Ilhas Faroé: “Realmente o ambiente à volta da Selecção está muito diferente. Este é o ambiente com que sempre sonhei…”

A este propósito, encontro um texto de Carlos Pereira Santos, em artigo de opinião no Jornal A Bola, que transcrevo algumas partes: “Scolari está a cerca de dois mil quilómetros de distância de nós (…) o que é óptimo porque ao fim de alguns anos Portugal livrou-se de alguém que nunca ganhou nada a não ser o festival de folclore das bandeiras nas janelas ou dos carros pintados com as cores nacionais (…) Queiroz, ele sim, um ganhador ao serviço de Portugal, tomou conta do lugar e sentiu-se o ar fresco, mesmo no braseiro de Malta. Teve um discurso simples: em Malta é para vencer, o empate é mau (…) Scolari diria algo do género: nem que seja por meio a zero (…) O brasileiro foi para o clube que Mourinho mediatizou e é um ar fresco pelo nosso país (…) O homem foi, mas Baia ressuscitou-o. O ex-guardião esteve calado enquanto o homem durou na Selecção, porque não quis, NUNCA – e disse em exclusivo para A BOLA -, perturbar os trabalhos, mas não resistiu agora a reagir a um recado num livro escrito por um dos ex-assessores de Scolari. Respondeu bem. Chamou-lhe cobarde. Scolari, irritado, retorquiu o que nunca tinha afirmado: “Foi por opção técnica”. Mandou recados e agora levou uma bofetada das luvas que Baía arrumou cedo de mais, mesmo no FC Porto. Deve doer uma luvada destas. Maniche, Sérgio Conceição, Pedro Mendes, Quim – que há muito devia ser o número um – são hoje pessoas felizes porque o Chelsea existe. Agora sou do Chelsea desde pequenino.”

Por aqui me fico.

terça-feira, 15 de julho de 2008

SCOLARI O BIG PHIL


Scolari deixou de ser Filipão para ser Big Phil. Uma mudança que ele próprio reconhece com grau elevado de exigência. Situação natural, considerando o passado recente ligado ao trabalho de selecções.
Em Portugal esta mudança tem recolhido os mais diversos “pareceres”, com acentuada desconfiança sobre o sucesso de Big Phil no Chelsea. Coisas de memória curta ou receio de confirmações de competência.
É preciso recordar que Scolari treinou Clubes e com sucesso para poder chegar à selecção brasileira ou portuguesa e que corre tantos riscos como qualquer outro treinador que inicia uma nova etapa na sua carreira.
Por outro lado, é preciso fazer justiça a um técnico que marcou o seu percurso na "selecção de todos nós" com competência e que deixa uma herança demasiado pesada para o técnico que o substituir.
O Filipão dos brasileiros, o Scolari dos portugueses e o Big Phil dos ingleses, será sempre o teimoso, o casmurro, o “burro”, mas também o prático, o aglutinador e o ganhador.

Pode-se gostar ou não de Scolari, mas não se pode ficar indiferente.