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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

AUMENTO DA CRIMINALIDADE

O secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, assumiu que o aumento da criminalidade se deve “ao aparecimento de estrangeiros autores de criminalidade extremamente violenta"(…) "É preciso ter consciência desta nova realidade " e "adaptar o sistema de controlo de fronteiras". O General Leonel de Carvalho acrescentou, mais tarde: "... reafirmo que 99,9% dos imigrantes são pessoas de bem". No entanto, "é um facto que tem aumentado um certo tipo de imigração com uma cultura de violência muito grande e basta um para provocar maiores problemas. Mas a parte não faz o todo".

Estas afirmações já causaram reacções por parte de Associações de Imigrantes. Ok, fazem o seu papel, mas estas afirmações contrariam a verdade dos factos ?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

LEGISLAÇÃO & SEGURANÇA

O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, anunciou que vai criar unidades especiais de combate ao crime que funcionarão nos Departamentos de Investigação e Acção Penal de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora, pedindo, no entanto, ao legislador que faça os "ajustamentos legais necessários para combater a criminalidade violenta". A Procuradoria-Geral da República justifica as decisões tomadas com “o aumento qualitativo e quantitativo da criminalidade especialmente violenta e o sentimento de insegurança que se tem instalado entre os cidadãos” (…) “o hiper garantismo concedido aos arguidos colide com o direito das vítimas, com o prestígio das instituições e dificulta e impede muitas vezes o combate eficaz à criminalidade complexa”.Para combater estes crimes devem existir “acções concertadas entre o Ministério Público e os órgãos de polícia criminal” o que “nem sempre se tem conseguido” (…) “a cooperação, a partilha de informação em tempo útil, a especialização e a articulação de esforços" são passos "essenciais para a obtenção de resultados contra uma criminalidade cada vez mais organizada e global”.

Procuradoria-Geral da República

“Os ajustamentos legislativos sugeridos pelo Procurador-Geral da Republica confirmam que as leis penais que existem "são más" (…) "A revisão legislativa vai ao encontro do que temos dito desde que as leis (Código Penal e Código de Processo Penal) foram aprovadas" (…) “as leis em causa, que entraram em vigor em Setembro de 2007, não resolveram os três grandes problemas do sistema, não trouxeram celeridade, eficácia e credibilidade ao sistema. Comprovou-se que os problemas não só persistiram como se agravaram".

Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP)

"O Governo deve assumir que a política que levou a cabo no âmbito das leis penais é errada e que não poderia conduzir a outro resultado que não este como, aliás, o sindicato alertou" (…) são "necessárias e urgentes" alterações legislativas no âmbito das leis penais (Lei de Política Criminal, Código Penal e Código de Processo Penal).

SMMP

"Não estão previstas alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal" (…)"As normas fundamentais, na última revisão, resultaram de um consenso parlamentar alargado. A aplicação do Código está a ser objecto de uma monitorização, cujos resultados finais ficarão disponíveis no próximo ano, altura em que deverá ser feita uma avaliação".

Ministério da Justiça

“O Governo vai alterar a Lei das Armas” (…) “Vai prever que, em todos os crimes em que sejam usadas armas, seja aplicada a prisão preventiva” (…) “prever que um suspeito apanhado com armas seja detido até à apresentação ao juiz”(…) “os crimes violentos a que temos assistido na comunicação social, a todos eles, pode ser aplicada a prisão preventiva”.

Rui Pereira, Ministro da Administração Interna (RTP)


Meus caros, o Governo foi eleito para governar, então, governem. Governar não é ter medo de recuar, mas ter a coragem de corrigir o que não está bem. Alterar, corrigir, melhorar são “actos de governação” e não o contrário. É na política que o Futebol vai buscar os melhores exemplos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

SMMP "ACUSA" RUI PEREIRA

Via TSF

Para o Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico, a responsabilidade pelo recente aumento da criminalidade tem um rosto. Esse rosto é o de Rui Pereira ministro da Administração Interna, autor das leis da reforma do Código Penal e do Código de Processo Penal.

Mais nada. É preciso falar claro e pôr os nomes aos bois.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ESTÓRIAS INVENTADAS

"Amanhã, eu e a minha mulher vamos celebrar mais um ano de casados, e já tenho o plano do dia: Saio cedo, vou abastecer o carro, porque pretendo comprar aquele colar na ourivesaria “Vida” que ainda fica longe, e depois tenho que passar pelo banco para depositar os “cobres” de ontem, para poder utilizar o Multibanco sem problemas. Porra! Pensando bem, não vou a lado nenhum que ainda sou assaltado ou sou apanhado num assalto. Vou ficar em casa e ligo o alarme."

NOVO PARTIDO

O Movimento Mérito e Sociedade, constituiu-se formalmente como partido, no Tribunal Constitucional no passado dia 29 de Abril e admite concorrer às eleições já em 2009 com uma "proposta de rigor, concreta, com uma visão de futuro para os portugueses". Ao longo de oito meses o MMS recolheu cerca de 8400 assinaturas, de norte a sul do país. O novo partido político, Movimento Mérito e Sociedade propôs onze medidas para criar mais segurança em Portugal. Para o partido é importante que as penas passem a ser cumulativas, que a polícia possa actuar de forma mais firme e com maior recurso a armas de fogo, que haja uma fusão das principais forças de segurança e que as vítimas tenham um papel mais activo nos processos.

Pois é. Um dia destes vamos ter “linchamentos” populares.

domingo, 20 de julho de 2008

SEGURANÇA ?


A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) emitiu uma recomendação para as Forças de Segurança que as proíbe de disparar em perseguições. Em causa, está a recente morte de um jovem baleado na cabeça pela GNR.
Lusa

Dos agentes policiais só queremos duas coisas: Que estejam longe quando não interessa e que estejam perto quando interessa. Depois há aquela frase universal: “Vocês nunca aparecem quando são precisos!”, como se a polícia tivesse o poder da ubiquidade.
O facto é que as forças policiais vão perdendo o papel de autoridade, muito por culpa própria e outro tanto por culpa da sociedade e das políticas.
Recordo um episódio do então Presidente da República Mário Soares aos gritos da janela de um autocarro, contra um polícia que cumpria funções de segurança. Recordo o exemplo de Francisco Louça á entrada de um autocarro, numa manifestação qualquer de um assunto qualquer, em que perdeu qualquer razão que pudesse ter. Recordo as desautorizações e críticas sistemáticas contra as forças policiais, quando no cumprimento de ordens superiores. Recordo as manifestações dos polícias e da célebre “Polícias contra polícias no Terreiro do Paço”.
Com tudo isso, vem o mais grave: A falta de respeito.

PISTOLA DE BRINCAR

Esta “estória” tenho de partilhar.
Um amigo meu resolveu ir para a “night” com uns amigos. Quando pára nuns semáforos, atrás, aparece um “impaciente” com sinais de luzes e buzinadelas. O meu amigo na diversão, saca de uma pistola de brincar e acena para o "impaciente", perante a galhofa dos amigos. Mais á frente, o "impaciente", atravessa o seu carro á frente do carro do meu amigo, sai dele com uma arma verdadeira e pergunta: Queres brincar ás pistolas, é?
O meu amigo tem uma reacção altruísta e diz: épá, não estragues a tua vida!
Moral da “estória”, o meu amigo, qual herói, qual sangue-frio, preocupou-se mais com o futuro do “impaciente”, do que com a sua segurança.
Não vale perguntar como ficaram as calças desse meu amigo.