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quinta-feira, 24 de março de 2011

CONFLITO NA LÍBIA

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Fotos: Reuter

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O TRATADO QUE AJUDOU A II GUERRA

A Polónia, ao recordar a data de 1 de Setembro de 1939, início da II Guerra Mundial, conseguiu reunir os principais intervenientes do "Tratado Molotov-Ribbentrop" que a Rússia não pretende reconfigurar e que a Alemanha apenas teve de reconhecer. De forma, mais ou menos convincente, ambos reconheceram os crimes praticados contra a população polaca. A política utiliza as ideias para confundir porque todos os extremos se tocam, nos interesses previstos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

TERRA SANGRENTA

Três décadas depois da queda de um regime que levou à morte 1,7 milhões de pessoas, um responsável khmer vermelho sentou-se pela primeira vez no banco dos réus. Kaing Guek Eav, mais conhecido por Duch, dirigia a prisão S-21, o centro de tortura do regime. “Há 30 anos que esperávamos por este dia, mas não sei se vai acabar com o meu sofrimento”, afirmou aos jornalistas o pintor Vann Nath, que esteve na S-21 e só se salvou – ao contrário de outros 15 mil – porque se descobriu que pintava e foi escolhido para fazer retratos de Pol Pot, o líder do Khmer Vermelho.

Ao ouvir falar do Khmer Vermelho recordo-me do líder deste grupo, Pol Pot que tentou implementar no Cambodja o sistema de um país novo, feito com um homem novo. Para isso foi convocada a morte e o genocídio. Nesta época, as crianças e os jovens representavam o futuro e um novo regime, contra os velhos que representavam regimes passados. Daí que qualquer miúdo birrento podia mandar executar um homem qualquer, desde que tivesse vontade.

Isto leva-me a um filme extraordinário e inesquecível: Terra Sangrenta (The Killing Fields). Um filme que não só retrata a amizade, os sentimentos e a injustiça, como o período negro do Khmer Vermelho quando tomaram Phnom Penh. Um filme de Roland Joffé, baseado em factos verídicos, com a extraordinária interpretação de Haing S. Ngor e com as participações de Sam Waterston e John Malkovich. Um filme único na minha filmografia. É impossível perder este filme para perceber o que se passou no Cambodja.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

TERMINOU OU COMEÇOU?

Parece que terminou uma guerra que nunca devia ter começado. Como todas. Uma guerra que apenas serviu para acentuar as diferenças e os ódios e alimentar outras guerras.

domingo, 28 de dezembro de 2008

HAMAS E ISRAEL

Recomeçou o conflito em Gaza, essencialmente por culpa da razão.

Por um lado, o povo palestiniano, mártir das suas próprias politicas e convicções. Sofrido, fracturado e fraccionado. Sem rumo, carregado de marcas, mágoas e ódios. Utilizado, disponível e crédulo. Movido pela cólera e pela insuficiência. Refém da sua condição.

Por outro lado, o povo israelita, enclausurado em sua casa a cumprir prisão perpétua, sem culpa formada ou crime julgado. Encerrado e cercado por hostilidades, sobrevivente em causa própria. Inteligente, musculado e reactivo. Um corpo estranho em terra estranha. Gerador de ódios e prisioneiro da sua condição.

Este é um conflito que alimenta muitos conflitos e muitos deles laterais aos próprios povos. Este conflito interessa mais ao Hamas ou a Israel?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ESCALDANTE CÁUCASO


Moscovo reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, facto que gerou reacções do Ocidente, às quais Dmitri Medvedev não deu grande importância afirmando mesmo não ter medo de nada, nem de uma nova guerra-fria.

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev fez uma das raras críticas internas. Em artigo enviado à Itar-Tass, Gorbachev fala em perigo de cataclismo: "Uma escalada provocada pelos dois lados, o mau cálculo das intenções da parte adversária, o medo de perder a face, atiçados pelos ultrapatriotas, levaram a Europa à Primeira Guerra Mundial", lembrou Gorbachev, referindo um exemplo histórico, Agosto de 1914, cujas semelhanças com esta crise não deixam de ser notáveis.

sábado, 9 de agosto de 2008

OSSÉTIA DO SUL

Foto: Reuters

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