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domingo, 7 de fevereiro de 2010

AUTOCARROS E ESTRATÉGIAS FALHADAS

O Vitória de Setúbal impôs um empate a 1 golo ao SL Benfica. Em jornada corrente a equipa de Jorge Jesus escorregou no Bonfim e desperdiçou 2 pontos que não estavam contabilizados na despesa. É contar com o ovo no cu da galinha. A fotografia já estava desfocada com a antecipação do jogo com a União de Leiria, menosprezando as capacidades do Vitória de Setúbal de Manuel Fernandes que acabou por dar a resposta adequada.

Quando se definem estratégias, é obrigatório considerar os riscos inerentes. O Benfica descurou prioridades e contou as favas antes do tempo. A Euroliga não é uma prioridade, o campeonato é objectivo único e a estratégia falhou.

Num jogo de autogolos, de empenhos absolutos, Jorge Jesus meteu a carne toda no assador e ficou sem equipa para ganhar o jogo. Manuel Fernandes meteu um autocarro de dois andares e até podia ter ganho o jogo. Registo para uma penalidade falhada de Cardozo que faria justiça no resultado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

VITÓRIA SOFRIDA E LIEDSON

O Sporting CP somou três pontos na deslocação a Setúbal, ao vencer o Vitória por 2-0. Um triunfo normal que não deixou de evidenciar anormalidades. Depois de empates que dão saúde, vem uma vitória moralizadora que despertam sorrisos. Sorrisos que se soltam depois de mais um jogo sofrível do Sporting e de um golo “sui generis” obtido por Liedson.

Este é um Sporting, perdido no tempo e no espaço, a começar tudo de novo em época avançada, sem saber onde começa e como acaba, mas com sorrisos de renascimento que não se vislumbram. No fundo, o futuro é um buraco negro…

Extraordinário, foi o segundo golo de Liedson. Todos sabemos que com este jogador tudo pode acontecer, de um momento para o outro. O crucificado parece ser Nuno Santos que apenas pecou por falta de avaliação das consequências, porque concentrado estava na avaliação do lance. O resto é de total responsabilidade da equipa de arbitragem. Primeiro, porque não confirmou o fora-de-jogo; Segundo porque não assinalou a bola fora-do-jogo, com marcação de pontapé de baliza; Terceiro porque validou a jogada do golo, não considerando os factos anteriores. Este golo é de autêntica fabricação da falta de coordenação da equipa de arbitragem, mais do que a falta de atenção de Nuno Santos e da extrema atenção de Liedson.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O BRAGÃO DE DOMINGOS

O Sporting de Braga somou a 7 vitória consecutiva, nas 7 primeiras jornadas, frente ao Vitória de Setúbal (2-0). Movida a carradas de motivação e a uma boa organização global, a equipa de Domingos Paciência parece destinada a superar recordes do Clube e não só, atingido o primeiro ¼ da prova e a 3 vitórias de atingir o pleno no primeiro 1/3 da prova.

Mesmo considerando a réplica setubalense e o facto de beneficiar da expulsão de Luís Carlos, arrancada por João Pereira, os “Guerreiros do Minho” foram sempre superiores e foi uma questão de tempo a conquista de mais um triunfo. Este Braga está a transformar-se num caso sério. Foto: desactualizada.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CARLOS AZENHA

Carlos Azenha é daqueles técnicos que sempre estiveram ancorados noutros, mas que sempre se exibiram como únicos. Em Setúbal concederam-lhe uma oportunidade, que agarrou com a arrogância de quem estava a fazer um favor ao Clube. Com o mesmo espírito promoveu uma revolução no plantel de um clube asfixiado pela incapacidade financeira e sem capacidade para contrariar. Após 4 jornadas a equipa não oferece qualidade para se fazer avaliações, nem estimativas, sucessivamente vergada pelas derrotas humilhantes. A força das circunstâncias exigem medidas de força e a solução passa pela revisão do acordo entre Azenha e Vitória. Acontece que Azenha, que sempre afirmou que não aceitou trabalhar no Bonfim por dinheiro e que tem conhecimento prático das limitações do clube, não prescinde dos seus honorários para aceitar desvincular-se. É um direito que lhe assiste.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

SOMAR E CONTAR

No Dragão nada de novo, tudo antigo. Vitória sobre o Vitória de Setúbal por 2-0 e o FC Porto a jogar com o calendário e a contagem decrescente. É evidente a gestão de jogo e da vantagem, tal como é evidente a diferença no futebol praticado devido às ausências de Lucho e de Hulk. A eficácia em todos os momentos escondem algumas deficiências e o depósito de confiança, mais a vantagem, vai dando para o gasto. E já só faltam 3 jornadas.

O interessante, no entanto, foi não perceber a decisão de Carlos Cardoso ao retirar de campo os dois melhores jogadores do Vitória (Que por acaso estão emprestados pelo FC Porto), para perder as virtudes da equipa e colocar-se a jeito para a derrota, possivelmente, inevitável.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ENFIM NO BONFIM

O SL Benfica foi ao Bonfim derrotar o Vitória de Setúbal por 4-0. Juntou-se a fome com a vontade de comer. Depois do “pacto de honra” assinado no balneário, a equipa do Benfica voltou a jogar bem e, desta vez, a marcar os golos que fizeram a diferença. Diferença vincada pela “ausência” de competitividade da equipa setubalense e aproveitada pela “vontade” da equipa encarnada.

Parece que depois de terem entregue os seus destinos ás mãos de Quique, a equipa parece ter decidido tomar em mãos os seus próprios destinos. Como Quique não atrapalhou e o adversário ajudou, o resultado apareceu, mesmo que em números reduzidos perante tamanha diferença.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

COISAS DE "VITÓRIAS"

Os dois Vitórias do futebol nacional vivem momentos difíceis. Um mais do que outro, é certo.

Em Guimarães, o inconformado Manuel Almeida, que já dava indícios de insatisfação, vai sair e dizer de sua justiça (Quando resolver a questão dos vales). Ninguém pode esconder que o Vitória vivia e/ou vive uma “paz podre” cujas consequências se podem especular. Direcção – Departamento de Futebol – Equipa Técnica (será que se pode separar as coisas assim?) parecem ter conceitos e concepções divergentes em aspectos importantes que atingem o “coração” do clube.

Guimarães vive num dilema:
Será que basta tirar uma maçã podre do cesto?
Será que o cesto já está contaminado?
Será que uma das maçãs saudáveis sai do cesto?
Será que o melhor é remover o cesto todo?

Em Setúbal, parece que até os ratos já abandonaram o barco. É um facto que algumas pessoas têm feito milagres para sustentar um elefante, tal como é um facto que o elefante está morimbundo e não há força colectiva que suporte o peso.

Não aparece ninguém para liderar “coisa nenhuma”, não há dinheiro para sustentar a época, não há motivações, mas há uma multidão de mãos nos bolsos a vociferar culpas e a olhar para a implosão de mais um elefante. É a lei da vida. Alguém deixou morrer o elefante, mas não morreu com ele.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

AS PRIORIDADES DO FCP

O FC Porto venceu o Vitória de Setúbal por 2-1 e passa a liderar o Grupo A da Taça da Liga. Ficou claro que para Jesualdo Ferreira outros valores se levantam e a Taça da Liga não é seguramente uma prioridade. É mesmo a última das competições. Por enquanto.

É natural, considerando o Campeonato, a Taça de Portugal e a Liga dos Campeões.
A verdade é que venceu o jogo, mesmo apresentando a 3.ª vaga do plantel. Facto que não abona nada a favor da equipa de Daúto Faquirá, detentora da taça.

O facto maior é que Jesualdo Ferreira desconsiderou uma prova feita para ele e para os outros dois grandes. Desculpem a insistência, mas acho que esta prova é um “arranjo” para quem não a valoriza, em prejuízo daqueles que lhe concedem importância indevida e que dela mais necessitam.

domingo, 4 de janeiro de 2009

CUMPRIR CALENDÁRIO

O Sporting CP venceu na deslocação a Setúbal, o Vitória por 2-0. Na primeira vez de Vukcevic, um João Moutinho Clube de Portugal.

A equipa de Paulo Bento marcou encontro para os primeiros 45 minutos, porque certamente tinha outros compromissos para a segunda parte. Não se tratou de controlo de operações, foi mesmo ausência e dificuldades.

O Vitória de Setúbal jogou “à bola” e esqueceu-se de jogar “futebol”, mas mesmo assim ainda deu para encurralar o Sporting em toda a segunda parte, podendo inclusivamente colocar em causa a vitória fácil da equipa de Alvalade.

No essencial, o Sporting cumpriu a missão de contornar um obstáculo e somar pontos, sem adornos, nem acessórios dispensáveis. Verdade seja dita, Paulo Bento apresentou uma equipa na segunda parte para fechar o resultado.

Daúto Faquirá demora a aquecer em Setúbal, mas sempre foi assim. Na Amadora, se tivesse saído quando se lhe pedia a cabeça, o Estrela nem sequer tinha ficado na Liga quanto mais ter realizado a campanha que conseguiu. Mas, realmente, a equipa não revela capacidade para dar outras respostas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

FC PORTO JÁ ENCONTROU A CHAVE

O FC Porto cumpriu a tradição e venceu, em Setúbal, o Vitória por 3-0. Resultado talvez excessivo mas indiscutível.

A equipa de Jesualdo Ferreira já registou a sua matriz nesta fase e não abdica da fórmula que fez recuperar a estabilidade. Consistência, solidez e eficácia.

Na primeira parte, assistiu-se a uma boa prestação do Vitória de Setúbal, sempre mais agressivo, activo e acutilante, contra um FC Porto controlador, passivo mas venenoso. No essencial as equipas repartiram despesas e equilibraram as contas.

Na segunda parte mais do mesmo, até Bruno Alves inaugurar o marcador. O Vitória acusou o golo e 2 minutos depois Guarin fazia o 2-0, para resolver a contenda. A partir daí o Vitória encerrou a loja, começou a acusar o esforço e colocou-se a jeito. Pelo seu lado, o FC Porto revitalizou-se naqueles 3 minutos, soltou-se, ganhou asas na queda dos sadinos e não desperdiçou a oportunidade de vencer tranquilamente.

Com Lucho e não só, em sub-rendimento, a equipa de Jesualdo demonstrou como o colectivo supera aparentes dificuldades e simplifica processos para atingir objectivos. Este FC Porto já encontrou a chave para fazer funcionar a equipa.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

TENTAR VOAR SEM ASAS

O SL Benfica cedeu, na Luz, um empate a 2 golos com o Vitória de Setúbal. A equipa de Quique Flores desperdiçou uma excelente oportunidade para fazer esquecer a Grécia, para respirar e ainda sair premiado com o primeiro lugar no Nacional.

Este é o Benfica sempre diferente (Nas opções do mister) e sempre igual (No futebol praticado). O Benfica perdulário, indefinido, incaracterístico que está o tempo todo à espera que as vedetas resolvam o jogo e que não aguenta 90 minutos.

Este é o Benfica que entra na 2.ª parte como um candidato, faz 15 minutos a esse nível, dá a volta ao marcador e descansa, porque foi demasiado o esforço. Esta é a equipa (?) que não conhece as rotinas de jogo, que não reconhece os companheiros, que não tem estrutura colectiva, que não está preparada para todas as fases do jogo. Esta é uma equipa que ainda não perdeu porque sempre surge alguém a remediar.

Parece que Quique Flores, antes de cada jogo, faz um sorteio e joga quem tem mais sorte. Aquilo não é uma equipa de futebol, é uma selecção de valores a quem se pede que se comportem como uma equipa.

Pode dizer-se que o Benfica merecia ter vencido o jogo (Também não faltava mais nada) e que foi castigado por um erro de Quim. Mas o futebol joga-se no erro e este Benfica comete demasiados, a começar por Quique Flores.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

2 SOBREVIVENTES NA TAÇA UEFA

A 2.ª mão desta primeira eliminatória da Taça UEFA, veio confirmar as previsões, mau grado as prestações das equipas portuguesas. Esta segunda mão saldou-se em 2 derrotas, 1 empate e 2 vitórias.
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V. Guimarães (Por) - 2 (0) - Portsmouth (Ing.) - 2 (2)
Manuel Cajuda desafiou as previsões e em 45 minutos conquistou aliados, com a igualdade na eliminatória. Na segunda parte, o Portsmouth reentrou no jogo mas não evitou o prolongamento. Nesta fase, o Vitória voltou a comandar, mas, caprichos do jogo, após falhar o 3-0, sofre o 1-2 num golo inevitável (Quem tira a bola da cabeça de Crouch quando este salta?). Depois disso, o jogo acabou e com 2-2. Por aquilo que fez, o Vitória merecia pelo menos a vitória. Curiosamente, o Vitória passou do sonho da Liga dos Campeões para o pesadelo de estar fora de qualquer competição da UEFA, em apenas 2 eliminatórias.
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Apenas Lori Sandri acreditava ser possível afastar o Valência. A verdade é que não conseguiu, mas também não se diminuiu. Pelo menos, não permitiu goleadas humilhantes e os resultados conseguem disfarçar as diferenças de uma eliminação anunciada. Para registo o Marítimo esteve a vencer até ao minuto 77 e sofreu o golo da derrota já nos descontos.
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O Benfica está a crescer. Quique Flores começa a conhecer os jogadores (Percebeu em Nápoles, mas só reconheceu contra o Sporting o melhor posicionamento de Katsouranis.), e principalmente, começa a recuperar o tempo perdido. Objectivamente, começa a constituir uma equipa ao invés de “apalpar” experiências. Este SL Benfica que conquistou o direito a estar na fase de grupos, já é uma amostra das potencialidades. Para confirmar isto basta consultar o crescimento nos períodos de domínio perante os adversários. Neste jogo, o Benfica foi no essencial uma equipa que tinha de passar esta eliminatória.
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Heerenveen (Hol.) - 5 (1) - V. Setúbal (Por.) - 2 (1)
O Vitória foi eliminado por uma diferença dilatada. No entanto, o jogo permitiu possibilidades diversas e até podia ter acabado com 5-4, ou 4-4 ou com outro resultado. O Vitória perdeu nas “preliminares” do jogo e depois tudo podia acontecer. O facto é que foi eliminado e por diferença que não deixa dúvidas, apesar das dúvidas. Daúto Faquirá disse antes: “Respiramos Confiança”. Pois, mas desperdiçaram-na toda e muito cedo.
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Jorge Jesus, pretendia o pleno e conseguiu. Mais do que isso, não sofreu qualquer golo perante um adversário, cujo valor é altamente questionável e só se justifica pela janela aberta a todas as equipas. Para quem não se lembra, o Sp. Braga está na fase de grupos via Taça Intertoto.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

TAÇA UEFA

Como previa, o sorteio da Taça UEFA foi particularmente difícil para as equipas portuguesas. Esta primeira mão saldou-se com 3 derrotas, 1 empate e 1 vitória.


Portsmouth (Inglaterra) - 2 –V. Guimarães (Portugal) – 0
A estratégia era “jogar ao ataque, fechadinhos cá atrás” e transferir a decisão para Guimarães. O jogo da anulação teve os seus méritos, mas o investimento ofensivo não revelou a eficácia desejada. O resultado e o facto de não ter conseguido obter um golo, tornam muito complicadas as expectativas de sucesso.

Marítimo (Portugal) - 0 -Valência (Espanha) - 1
Muita força de vontade e alguma vontade de fazer força, não conseguiram disfarçar as diferenças que separam as duas equipas. Um Marítimo esforçado, com duas bolas nos postes e sem momentos de felicidade, contra um Valência em velocidade cruzeiro, com objectivos concretos de evitar surpresas, gerir a eliminatória e os seus recursos. Só aqueles caprichos do futebol, muito especiais, poderão desviar o rumo das previsões.

Nápoles (Itália) – 3 -Benfica (Portugal) - 2
O Benfica continua a pagar a factura de ter jogadores e não ter uma equipa. É a consequência de uma época iniciada a prestações, de ter promovido revoluções, de ter desperdiçado a pré-época e de estar a construir um modelo em cima da competição. Este é um Benfica de equívocos e de incógnitas. Como é possível, nesta fase da época, a equipa ainda não ter percebido os planos de Quique e Flores ainda não conhecer os jogadores que tem. O resultado, é bem melhor que tudo o resto, na medida em que oferece condições de sucesso. No entanto, o Nápoles é uma equipa italiana, daquele futebol que joga melhor fora do que em casa e não tem problemas em ser eficaz.

V. Setúbal (Portugal) – 1 -Heerenveen (Holanda) - 1
O Vitória vai fazer 2 jogos fora de casa, condicionalismo que pode ter influência na eliminatória. Ainda sem equipa estabilizada e conforme, Daúto foi pragmático, mas o golo do adversário, em período inadmissível, retirou brilho á estratégia e agora os índices caíram de forma quase decisiva.

Sp. Braga (Portugal) – 4 -Artmedia (Eslováquia) - 0
Para Jorge Jesus, este foi o melhor jogo e a melhor exibição da época, para Michal Hipp, técnico do Artmédia, o resultado foi uma catástrofe. Realmente, ter de vencer o Sporting de Braga por uma diferença de 5 golos é uma tarefa muito difícil. O Braga esteve muito bem e Meyong assinou 3 dos 4 golos do Braga.