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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SALTILLO NO COP? NÃO...

Saltillo? Não tem nada a ver. Aqui, não se discute a “vontade” dos atletas em ver melhorado os seus “prémios”. Discute-se a “vontade” dos atletas em ter um outro presidente. Mas com patrocínios.

A Comissão de Atletas Olímpicos (CAO), deu uma conferência de imprensa, para informar que está contra a continuidade de Vicente Moura na presidência do Comité Olímpico de Portugal (COP).

Então e porquê?

Porque Nuno Fernandes, presidente da CAO, disse que falava “em nome da maioria” dos 77 atletas que compunham a missão olímpica, sem especificar um número exacto. “Não foi possível falar com todos antes desta conferência, mas a maioria está connosco”. Ou seja, contra a continuidade de Moura.

Qual maioria? Os que não estiveram perto dos mínimos pessoais? Ou daqueles que nem querem ouvir falar do assunto?

Porque segundo Nuno Fernandes: “Durante vários mandatos, o comandante [Vicente Moura] fez muitas coisas bem. Deu projecção ao olimpismo em Portugal, mas a mudança é necessária. Gostaríamos que o movimento associativo ouvisse os atletas e encontrasse alternativas”(…)“é tempo de dar um murro na mesa”.

Bom, o Homem sempre fez alguma coisa, mas é preciso mudar. Mudar por quem?

Porque as razões para esta tomada de posição são várias. “Fomos abandonados quando mais precisávamos de apoio” (…) “Por que razão um líder que prometeu cinco medalhas e 60 pontos, e falhou redondamente, quer continuar à frente do comité?

Prometeu? Acho que não foi bem assim, o Homem traçou objectivos pelos indicadores fornecidos pelas Federações. Um Comandante tem de traçar objectivos, caso contrário que raio de comandante é este? E a prestação de contas ao Governo? Agora, o que falhou não foram os objectivos traçados, foi o insucesso individual, ou há dúvidas? Telma Monteiro, Naide Gomes, Nelson Évora, Francis Obikwelu, Vanessa Fernandes, Gustavo Lima, João Rodrigues, João Costa, Emanuel Silva, não eram candidatos a medalhas?

Porque o relatório da participação portuguesa nos Jogos de Pequim, elaborado pelo chefe de missão, Manuel Boa de Jesus, “é demasiado optimista” e não conta tudo o que lá se passou. “É uma tentativa de branqueamento”.

Pois é, ficamos todas a saber que o Chefe de Missão, Prof. Manuel Boa de Jesus, é um pau mandado, não tem voto na matéria, nem decidiu coisa nenhuma. Acho que se deve candidatar.

Porque “Basta dos jogos de compromisso, do contorcionismo federativo e manobras de bastidores. Aceite a derrota e saia se ainda tem honra”, afirmou Fernandes, desafiando as federações que já se comprometeram a reconsiderarem o seu apoio a Moura. “Exigem-nos a excelência, temos que exigir o mesmo aos dirigentes” (...) “Não queremos acreditar que as federações seguirão a via do facilitismo, do mais do mesmo, ignorando os atletas”.

Essa é que é a verdade, a via das manobras de bastidores e do facilitismo.

Sobre Vicente Moura, diz Vanessa Fernandes “fez o melhor possível” para que todos os atletas lusos “estivessem bem” nos últimos Jogos Olímpicos.

Fugiu-te a boca para a verdade e depois tiveste que pedir desculpa. Temos curiosidade em saber, o motivo do pedido de desculpas ao atletismo. Isto, mesmo considerando que a crítica foi gratuita e não especificada.

Sobre a conferência de Imprensa diz Vicente Moura “Eu não me relaciono directamente com os atletas, relaciono-me com as federações”, acrescentando que a posição dos atletas “pode ser uma manobra eleitoral”. “Não altera em nada a minha motivação”.

Pois é, mas também não tem feito nada para fazer a diferença. Nem para se defender sabe utilizar argumentos. E tem razão, é um assalto ao poder.


No final ficamos todos a saber que, se Vicente Moura não se recandidatar, vamos ter medalhas para distribuir, porque o fracasso de Pequim 08 deveu-se à última transmissão do testemunho de Vicente Moura no COP no ultimo percurso da estafeta da sucessão.

domingo, 30 de novembro de 2008

O ALVO VICENTE MOURA

Já todos sabem que a FPA, nomeadamente o “eterno” Fernando Mota, não quer ver “eternizado” o consulado de Vicente Moura no COP. Só não se percebe porque razão, não apresenta um candidato próprio, para as próximas eleições.

Aliás a FPA, utiliza todos os argumentos para descredibilizar, as intenções da maioria das federações que já decidiram apoiar Vicente Moura. A última, é a questão relacionada com o relatório do COP sobre a missão, em que devia estar o que não está e não estar o que está. Relatório da responsabilidade do Chefe de Missão, Prof. Boa de Jesus, que umas vezes é um pau mandado de Vicente Moura e noutras não.

O curioso é que o atletismo esteve para boicotar a cerimónia de encerramento, caso Vanessa Fernandes não pedisse desculpas pelas afirmações produzidas. Pois a FPA vem agora dizer que isso devia ter constado do relatório. Engraçado, se isso viesse no relatório, já estamos a ver qual seria a reacção do atletismo. Seria mais um atentado de Vicente Moura contra os atletas. Engraçado também é que Vicente Moura, não devia tecer críticas e pintar a negro o quadro dos atletas. Mas agora é criticado por tentar pintar a cor-de-rosa o quadro negro da missão. Dá para tudo.

Eu, por exemplo, acho que devia constar. Tal como devia constar, porque razão tinha Vanessa Fernandes de pedir desculpa ao atletismo e não a todas as outras modalidades. E porque teria de pedir desculpa? Das duas, uma, ou por presunção ou por culpas no cartório.

Uma das bandeiras agora, é o caso Marco Fortes. Fortemente contestado em todos os quadrantes, na altura. Segundo leio, o Chefe da Missão diz no relatório “A decisão comunicada ao atleta no dia 16 de Agosto, e anteriormente anunciada ao Chefe de Equipa (de Atletismo) e ao Presidente do COP, não foi então contestada, sendo genericamente aceite…”. Percebe-se que a decisão partiu de Boa de Jesus, não sendo contestada por Vicente Moura (Presidente do COP), nem por Luís Leite (Chefe de Equipa do atletismo), que agora pinta a coisa como quer, não a cor-de-rosa, mas a negro.

Na missão Pequim 08, não há inocentes, nem mesmo aqueles que o tentam parecer. Já referi aqui, que Vicente Moura devia ter abandonado o cargo no final dos Jogos, mas agora também acho que deve continuar, porque empurrado…

domingo, 7 de setembro de 2008

PRESERVATIVOS EM PEQUIM

Os 16.000 atletas que estiveram instalados na vila olímpica durante os Jogos de Pequim 2008, em Agosto, usaram os 80.000 preservativos que a organização deixou nos apartamentos, segundo as autoridades de saúde da capital chinesa. Zhao Tao, porta-voz das autoridades municipais de saúde de Pequim, revelou em conferência de imprensa que a utilização dos preservativos representa um êxito da campanha de consciencialização para o sexo seguro levada a cabo nos Jogos Olímpicos.

Afinal, o mais alto, o mais forte e o mais rápido (Também?) não se aplicava apenas às “provas” desportivas. Existiu quem não tivesse ganho medalhas, mas tivesse saído “medalhado”.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

VICENTE MOURA (2)


Antes da partida para Pequim, o COP já tinha feito o pedido de 17 milhões de euros para o Programa Olímpico de Londres 2012. Segundo o Expresso, fonte do executivo adiantou que a verba apenas seria aprovada depois do COP apresentar o balanço e avaliação do trabalho desenvolvido e apresentação de um projecto.
Sinceramente, então qual é o organismo que recebe dinheiros do Estado e não apresenta depois o balanço ou relatório final!?. Pelo que se vê, o COP fez mais, detalhou o programa, determinou objectivos e assinou contratos, sendo até criticado por isso. Agora fala-se em projecto, que projecto? Com ou sem objectivos?

Por outro lado, o Governo fala de “ausência de Liderança” e de “oscilações de opinião” que afectaram a comitiva. Perante tão importante e decisivo argumento, a conclusão parece simples: O Governo não quer Vicente Moura no COP.

Porquê?

Porque não lidera ?
Dizer isto de uma pessoa que liderou um projecto de desenvolvimento com sucesso, inclusive ser um dos grandes entusiastas dos Jogos da CPLP que os governos teimam em não valorizar. Por outro lado, liderar é comandar, e quando um comandante não pode exigir “brio profissional” aos seus comandados, então não é um comandante.
Porque tem oscilações de opinião?
Bem, se decidir abandonar o barco sem levar ninguém com ele e depois mudar de ideias pelos apoios recebidos (Sem pedir), é ter oscilação de opinião condenável, então estou a ver isto tudo ao contrário.
Porque definiu objectivos para justificar um programa e os custos de 4 anos?
Bom, sempre achei que um líder tem de exigir aos seus (Atletas, Treinadores e Dirigentes) o que exige aos outros (Estado), a não ser que os princípios estejam alterados.

Ou será:

Porque Vicente Moura, como disse Laurentino Dias em Pequim, é um dirigente nomeado pelas Federações e não pelo Governo. Porque é um comandante, teimoso e Laurentino não vai à bola com ele. Porque, como disse Carlos Lopes, é uma pessoa muito importante no COP. Porque como afirmaram os “atletas afectados”, Vicente Moura deve recandidatar-se. Porque a maioria das federações estão com o Presidente, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Porque Rosa Mota está mesmo à mão e é da cor.

Porque Vicente Moura, depois das diversas comunicações, tem o desplante de impor condições para a sua recandidatura: “As federações têm a última palavra" (…) “mas não a qualquer preço" (…) "Exijo uma candidatura forte, com capacidade para fazer as mudanças que são necessárias no COP. Sem isso, não ficarei".
A este propósito refere a tal “fonte” governamental: "As federações têm de decidir se é este o tipo de liderança que querem".
Ok, o recado está dado. Para bom entendedor…

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AS MINHAS MEDALHAS JO/08 (15)

As minhas medalhas ao 16.º dia de competições vão para:

OURO: Hungria, Pólo aquático masculino. Dificilmente se encontra um país que domine de forma tão clara uma modalidade olímpica como a Hungria no Pólo aquático. Os magiares confirmaram esse domínio ao conquistarem o 3.º título olímpico consecutivo e a 9.ª medalha de ouro da sua história nesta modalidade, ao vencer os Estados Unidos, por 14-10. Com a medalha de bronze ficou a Sérvia, que venceu o Montenegro, por 6-4, num embate que colocou frente a frente dois países que há quatro anos competiram em Atenas sob a mesma bandeira.
USA, Basquetebol masculino. Os profissionais americanos surgiram em Pequim para recuperar estatutos e nem mesmo uma Espanha extremamente competitiva conseguiu alterar o que se previa (107-118). A medalha de bronze foi para a Argentina que venceu a Lituânia (87-75)
USA, Voleibol masculino. Este é o ressurgimento da grande potência mundial após vitória sobre outro colosso da modalidade, Brasil. Vitória dos norte-americanos por 3-1. Para o bronze a Rússia venceu a Itália por esclarecedores 3-0.
França, Andebol masculino. Os Franceses regressam aos grandes palcos com vitória sobre a Islândia por 28-23. A Espanha conquistou a medalha de bronze ao bater a Croácia por 35-29.

domingo, 24 de agosto de 2008

WANSIRU BATEU RECORDE DE LOPES

Photo: Getty Images
O queniano Samuel Kamau Wansiru venceu a maratona no encerramento das provas de atletismo dos Jogos Pequim 08. Wansiru completou o percurso em 2:06:32 h, superando o marroquino Jaouad Gharib (2:07:16 h) e o etíope Tsegay Kebede (2:10:00 h). De registar a excelente prova do queniano que atacou por volta dos 35 Km, deixando para trás o marroquino Gharib (Campeão do Mundo 2003 e 2005) e o etíope Deriba Merga, para conquistar a medalha de ouro e bater o recorde olímpico de Carlos Lopes (2:09:21 h) que tinha 24 anos. O atleta mais infeliz foi o etíope Deriba Merga que perdeu a medalha de bronze já no estádio. O suíço Viktor Roethlin (2:10:35 h) foi o melhor europeu. Em relação aos portugueses, Paulo Gomes (2:18.15) terminou em 30.º e Hélder Ornelas (2:23:20) em 46.º lugar.

AS MINHAS MEDALHAS JO/08 (14)

As minhas medalhas ao 15.º dia de competições vão para:
Para além dos atletas e provas já referenciados em posts anteriores

OURO: Kenenisa Bekele (Etiópia), Atletismo, 5.000 m masculinos, o atleta etíope imitou a sua compatriota Dibaba, e juntou os títulos dos 10.000 m e dos 5.000 m. Está tudo dito.
USA (Wineberg, Felix, Henderson, Richards), Atletismo, 4x400 m planos femininos. Grande prova de estafetas, com as norte-americanas a baterem as russas no sprint final. A Jamaica ficou-se com a medalha de bronze.
USA (LaShawn Merritt / Angelo Taylor / David Neville / Jeremy Wariner), Atletismo, 4x400 m planos masculinos. Os norte-americanos eram donos e senhores desta disciplina e confirmaram. De registar a medalha de prata para as Bahamas e o bronze para a Rússia.
Nancy Jebet Langat (Quénia), Atletismo, 1.500 m femininos, a atleta do Quénia voltou a demonstrar a sua superioridade, numa prova em que as ucranianas Iryna Lishchynska e Nataliya Tobias fizeram de guarda de honra.

PRATA: USA, Basquetebol feminino, a formação norte-americana tem apenas uma adversária: ela própria. As australianas tentaram contrariar favoritismo mas ficaram, mais uma vez, pela tentativa (65-92). A Rússia conquistou a medalha de bronze ao vencer a China (94-81).
Noruega, Andebol Feminino, fantástica prestação da equipa norueguesa que na final bateu a sempre forte formação russa (34-27), depois de umas meias-finais muito complicadas com as coreanas. Coreia do Sul que conquistou o bronze ao vencer a Hungria (33-28).
Coreia do Sul, Basebol, a surpresa da vitória coreana contra os favoritos cubanos (3-2), na ausência dos profissionais do Basebol americano. A equipa representativa dos norte-americanos quedou-se pelo bronze ao vencerem o Japão (8-4).
Alemanha, Hoquei em Campo masculinos, em final muito disputada, os alemães lograram vencer a Espanha por 1-0 e levar o Ouro.

Nota: O halterofilista ucraniano Igor Razoronov realizou um controlo antidoping positivo, tendo acusado nandrolona. Este é o 6.º atleta com controlo positivo nestes Jogos, depois da compatriota Lyudmila Blonska (heptatlo), a espanhola Maribel Moreno (ciclismo), o norte-coreano Kim-Jong-su (tiro), a vietnamita Do Thi Ngan Thuong (ginástica) e o grego Fani Halkia (atletismo). A estes nomes juntam-se quatro cavalos também apanhados nas malhas do doping, com posterior exclusão dos respectivos cavaleiros.

O VOO DE TIA HELLEBAUT

Fotos: Xinhua

A Final da prova de Salto em Altura feminino, foi simplesmente fantástica. Perto do final, Blanka Vlasic (Croácia), a principal favorita, Anna Chicherova (Rússia) e Tia Hellebaut (Bélgica) estavam empatadas com 2,03 m, e com esta ordem de medalhas. Vlasic e Chicherova tentam 2,05 e falham. Faltava saltar a “Tia”, mas a coisa estava pacífica. Então não é que a belga vira tudo ao contrário ao ultrapassar a fasquia aos 2,05. Vlasic ainda volta à carga com uma segunda tentativa e consegue igualar os 2,05, mas agora em desvantagem. Como nos saltos seguintes ninguém conseguiu alterar as marcas estabelecidas, a belga Tia Hellebaut saltou para a medalha inédita do seu país. Valeu a pena acreditar até onde mais ninguém acreditou.

AGRESSÃO = IRRADIAÇÃO

O atleta cubano de Taekwondo, Angel Valodia Matos “manchou” a manta ao agredir o árbitro por discordar da decisão que determinou a sua derrota. O Atleta e o seu treinador foram irradiados.
Perder a razão em todos os sentidos.

BRASIL COM VÓLEI DE OURO

O Brasil, em Voleibol feminino, conquistou o inédito Ouro ao vencer os Estados Unidos por 3-1. Para além de uma equipa fantástica e de um registo histórico, a formação brasileira convenceu numa prova em que apenas cedeu um set em toda a competição, precisamente no jogo da final (8 Jogos). Portanto…

ARGENTINA DE OURO JO/08

Angel di Maria, com “chapéu”, dá medalha de ouro à selecção Argentina. Na final da competição de futebol masculino, os argentinos venceram por 1-0 a Nigéria. Uma selecção que conta com valores como Akun Aguero, Lionel Messi, Juan Roman Riquelme, Javier Mascherano, Fernando Gago, Pablo Zabaleta, Di Maria e outros, corre o risco de conquistar coisas. Assim, a Argentina repetiu Atenas 04 e renovou o título olímpico.

sábado, 23 de agosto de 2008

AS MINHAS MEDALHAS JO/08 (13)

As minhas medalhas ao 14.º dia de competições vão para:

OURO: Jamaica (Nesta Carter, Michael Frater, Usain Bolt, Asafa Powell), Atletismo, 4x100 m masculinos, a estafeta jamaicana confirmou e passeou toda a sua superioridade com mais um recorde mundial (37:10"). Os norte-americanos “safaram-se” de nova humilhação.
Rússia (Evgeniya Polyakova, Yulia Gushchina, Yuliya Chermoshanskaya, Aleksandra Fedoriva), Atletismo, 4x100 m Femininos, a estafeta russa conquistou a medalha de ouro com todo o mérito, mesmo considerando o “azar do testemunho” da Jamaica e dos Estados Unidos. De registar a medalha de prata da Bélgica.
Tirunesh Dibaba (Etiópia), Atletismo, 5.000 m femininos, a atleta etíope fez história nestas olimpíadas ao vencer os 10.000 e os 5.000 m.
Steve Hooker (Austrália), Atletismo, Salto à Vara, excelente prestação do saltador australiano contra a “escola” russa e ucraniana e conquistou a medalha de ouro.

PRATA: Maurren Higa Maggi (Brasil), Atletismo, Salto em comprimento feminino, a atleta brasileira venceu a prova (7.04 m) da nossa desilusão. Mau grado o excelente triunfo de Maggi, ficou a ideia que se Naide Gomes estivesse presente não teria dado hipóteses. A russa Tatyana Lebedeva (7.03) ficou com a medalha de prata e Blessing Okagbare (Nigéria), conseguiu a medalha de bronze com um salto de 6.91 m.
Hadi Saei (Irão), Taekwondo, - 80 Kg, medalha de ouro para o atleta iraniano ao vencer na final o italiano Mauro Sarmiento.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

AS MINHAS MEDALHAS JO/08 (12)

As minhas medalhas ao 13.º dia de competições vão para:

OURO: Dayron Robles (Cuba), Atletismo, 110 m barreiras, o “intelectual” cubano voltou a demonstrar que não tem adversários à altura. Os norte-americanos David Payne e David Oliver, fizeram a guarda de honra. Foi mesmo Golias contra David (s).
Veronica Campbell-Brown (Jamaica), Atletismo, 200 m planos femininos, vitória incontestável da jamaicana, numa prova em que Allyson Felix (USA) se intrometeu com a prata e Kerron Stewart (Jamaica), repetiu o bronze dos 100 m.
Barbora Spotakova (Rep.Checa), Atletismo, Lançamento do Dardo feminino, com a atleta checa a superar a russa Maria Abakumova, num duelo interessante de seguir.

PRATA: LaShawn Merritt (EUA), Atletismo, 400 m planos masculinos, no pleno dos norte-americanos, Merritt levou a melhor sobre Jeremy Wariner e David Neville.
Grã-Bretanha (Percy/Simpson), Vela, Classe Star, os britânicos estão muito à frente. De registar a prata do Brasil (Scheidt/Prada) e o bronze da Suécia (Loof/Ekstrom).
USA (Femininos), Futebol, a selecção norte-americana já dominou o futebol feminino, mas nesta prova não era a favorita. Isso não impediu a conquista do ouro batendo na final a grande candidata Brasil por 1-0. Alemanha conquistou o bronze como consolação (Venceu 2-0 o Japão).

BRONZE: Portugal (Domingos/Santos), Vela, Classe Star, sem hipóteses de lutar pelas medalhas a dupla portuguesa lutou pelo melhor e o melhor foi o 8.º lugar e o diploma.

Nota: Os norte-americanos, tanto em masculinos como em femininos, vão falhar a final da estafeta 4x100 m por falharem a passagem do testemunho. Simplesmente inacreditável.
Na final, adivinham-se grandes confrontos como:
Masculinos: Jamaica e Trinidad & Tobago (USA, Grã-Bretanha, França, Itália, Nigéria e outros estão fora).
Femininos: Jamaica, Rússia, Bélgica, Grã-Bretanha (USA, França, Ucrânia, Trinidad & Tobago estão fora)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

JAMAICA VELOZ SEM REGGAE

A Jamaica surgiu em Pequim para arrasar. É um furacão? Não. É um ciclone? Não. É a Jamaica. Sem reggae mas com muita velocidade. É seguramente um Study of Case que vai apaixonar estudiosos num futuro próximo. Que ciclicamente surja um Usain Bolt, isso é natural. Mas uma série de atletas, femininos e masculinos, com uma velocidade estonteante como se houvesse uma fábrica de velocistas, aí já merece atenção… ou curiosidade.

ÉVORA DE OURO

Nelson Évora não saltou sozinho, levou Portugal no salto, depois de carregar a bandeira na cerimónia da abertura.
Depois do apuramento, um jornalista perguntou-lhe como se sentia com o apuramento para a final, Nelson Évora respondeu: “Melhor que nunca”.
Durante a prova, Idowu ataca com 17,51 m. Évora salta 17,56 m. Idowu responde com 17,62 m. Évora não quis mais conversas e saltou 17,67m.
Nelson Évora encontra-se numa forma excepcional e mais do que isso está confiante como nunca. Nelson Évora conquistou a 4.ª medalha de ouro no histórico olímpico português e isso diz tudo.
Para registo: Ouro – Nelson Évora (Portugal) 17,67 m; Prata – Phillips Idowu (Grã-Bretanha) 17,62 m; Bronze - Leevan Sands (Bahamas) 17,59 m.

ANA CABECINHA

Ana Cabecinha carimbou a presença em Pequim 08 mesmo em "cima da meta", mas hoje a algarvia de Olhão superou-se e foi a melhor das 3 representantes portuguesas nos 20 Km marcha femininos. A atleta do Oriental de Pechão terminou a prova no 8.º lugar e estabeleceu o novo recorde nacional (1:27.46) que pertencia a Susana Feitor. Na estreia em eventos desta natureza, Ana Cabecinha não se intimidou, esteve durante bastante tempo no 7.º posto, mas cedeu na fase final da prova. Registo ainda para a prestação de Vera Santos que conquistou a 10.ª posição. Olga Kaniskina (Rússia) venceu a prova isolada e sem adversárias que pudessem colocar em risco a sua medalha de ouro.

AS MINHAS MEDALHAS JO/08 (11)

As minhas medalhas ao 12.º dia de competições vão para:

OURO: Melaine Walker (Jamaica), Atletismo, 400 m barreiras femininos, a jamaicana a juntar-se à legião do seu país que tem “varrido” estes jogos.
Larisa Ilchenko (Rússia), Natação, Maratona (10 Km) femininos, extraordinária vitória da nadadora russa, batendo no sprint final as duas britânicas que dominavam a prova.
Aksana Miankova (Bielorrússia), Atletismo, Lançamento do martelo, a atleta a vencer com justiça e com um lançamento para recorde olímpico.

PRATA: Emanuel Silva, Canoagem K1 1000, o canoísta luso a perder o acesso à final por 35 milésimos de segundo, superado por Zoltan Benko (Hungria) que lhe retirou o sonho. O 10.º lugar final não faz justiça ao esforço.
Daniela Inácio (Portugal), Natação, Maratona (10 Km) femininos, importante prestação da nadadora portuguesa, que em menos de 2 anos de trabalho e na sua primeira olimpíada, conseguiu a 17.ª posição a 41:28” da vencedora.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

USAIN BOLT DE OUTRA GALÁXIA

Foto: Gary Hershorn/reuters

Usain Bolt voltou a escrever a sua história. O “gambias” só tem um adversário neste momento: o cronómetro. Mas, mesmo esse voltou a ceder na prova dos 200 m. Bolt percorreu a distância em 19,30’’, batendo em 2 centésimos o recorde anterior que estava na posse do norte-americano Michael Johnson há 12 anos. 2 provas, 2 medalhas de ouro, 2 recordes mundiais e olímpicos.
De registar que Churandy Martina (Antilhas Holandesas) assegurou a 2.ª posição e Wallace Spearmon (USA) o 3.º lugar, mas foram desclassificados, cedendo a medalha de prata a Shawn Crawford (USA) e a de bronze a Walter Dix (USA).

5 CASOS DE DOPING

A medalha de prata no heptatlo, a ucraniana Lyudmila Blonska, registou um controlo positivo a um esteróide anabolizante, sendo a quinta atleta apanhada nas malhas do doping. Antes, os resultados positivos de doping pertenciam à ciclista espanhola Maribel Moreno, à atleta grega Fani Halkia, ao atirador norte-coreano Kim Jong Su e à ginasta vietnamita Thi Ngan Thuong Do.
O COI revela a sua satisfação pelos resultados obtidos, esclarecendo que os resultados positivos registados num total de 4.133 análises anti-doping realizadas até agora mostram o efeito persuasivo do programa de controlo de dopagem definido para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Dos 4.133 controlos realizados até agora nos JO, 3.293 foram análises à urina e 840 ao sangue.

Acho que ainda é cedo. Aliás, há casos que só se vão descobrir daqui a alguns anos.

AS MINHAS MEDALHAS JO/08 (10)

As minhas medalhas ao 11.º dia de competições vão para:

OURO: Chris Hoy (Grã-Bretanha), Ciclismo, Sprint, sem surpresas o grande campeão britânico a evidenciar-se, numa prova em que Jason Kenny também da Grã-Bretanha conquistou a prata.
Paul Goodison (Grã-Bretanha), Vela, Classe Laser, o britânico nem precisou de esperar pela medal race para assegurar o ouro. Esta foi a prova do descontentamento de Gustavo Lima.
Andrey Silnov (Rússia), Atletismo, Salto em altura, vitória russa numa prova bem disputada onde superou Germaine Mason (Grã-Bretanha) e o compatriota Yaroslav Rybakov.

PRATA: Dawn Harper (EUA), Atletismo, 100 m barreiras femininos, o “passeio” da norte-americana.
Christine Ohuruogu (Grã-Bretanha), Atletismo, 400 m planos femininos, a britânica conquistou a primeira medalha de ouro nesta distância para o seu país.