Mostrar mensagens com a etiqueta SJPF. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta SJPF. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de maio de 2009

RUÍDO SOBRE FUTEBOL

"O presidente do Marítimo escolheu mal o alvo. Não sou cobarde, ao contrário dele, que se esconde atrás dos subsídios do Governo Regional. É um verdadeiro parasita. É o homem dos contratos paralelos, dos off-shores, defraudando o Estado português".
Joaquim Evangelista.

Carlos Pereira falou de papagaios quando devia ter falado do futebol português, de salários em atraso e de decisões de extrema importância que se avizinham. Joaquim Evangelista reagiu e mantém o ruído para ser ouvido na Assembleia-geral que por sua vez promete assegurar que os jogadores não passam de mercadoria no negócio do fenómeno futebol.

terça-feira, 10 de março de 2009

ORDEM CONTRA SALÁRIOS EM ATRASO

"Foi decidido que nenhum clube com salários em atraso em Maio de 2009 poderá disputar as competições profissionais na época 2009/10" (…) "Vamos proceder a alterações regulamentares que tornam claras estas regras."
Hermínio Loureiro

A Direcção da Liga vai propor à Assembleia-Geral que os clubes com salários em atraso em Maio de 2009 não possam participar nos campeonatos referentes à época 2009/10. Assim, a simples apresentação de um PEC (Procedimento Extra-judicial de Conciliação) não permitirá iludir, como até aqui, os regulamentos e assegurar a participação nas competições. A partir de agora é necessário a confirmação de uma certidão do acordo entre a administração fiscal e a segurança social.

É, seguramente, uma medida inicial para debate, em que Hermínio Loureiro joga alto, restando saber o que sairá desta "montanha". Vai ser interessante saber qual o tratamento aos salários em atraso em Agosto 09 e quantos clubes vão resistir a esta nova ordem.

sexta-feira, 6 de março de 2009

CLUBES, DINHEIRO, JOGADORES...

Imaginemos que nada é feito, que se observa uma inércia do lado das entidades que podem agir nesta matéria (o governo, por via legislativa, ou a Liga de Futebol Profissional, através de regulamento). Nesse caso, ponderamos antecipar ainda para esta época uma paralisação dos jogadores”.
Joaquim Evangelista

Os clubes não sabem governar os próprios clubes, como podem ter o poder de governar o futebol nacional. Enquanto jogadores e árbitros não demonstrarem a sua essencialidade, nunca os dirigentes irão perceber que o futebol não depende exclusivamente deles.

"Com o novo modelo de licenciamento vai ser cada vez mais difícil a participação em competições europeias. É esse modelo que temos de transportar para a realidade nacional, com alguma tolerância, um modelo em que os clubes saibam que têm de cumprir com os orçamentos que têm" (…) “As alterações dos regulamentos de competições da Liga passam pela aprovação dos próprios clubes, esse é o problema que tem existido até agora, que eu compreendo. Mas, com a alteração do regime jurídico e com os novos estatutos da federação, o executivo federativo poderá colocar em prática determinado tipo de medidas que poderão ter efeito".
Gilberto Madaíl

Pois é, os dirigentes dos clubes não podem ser deixados sozinhos, porque senão portam-se mal. O problema é que os dirigentes pensam que são o futebol. Outro problema é pensar que outros dirigentes podem fazer diferente que os actuais, sem mudar coisa nenhuma.

"É o mesmo problema de sempre: que é viverem acima das suas capacidades. Creio que os dirigentes do futebol português estão conscientes disso e estão a procurar juntar, entre eles, soluções que tenham a ver com as competições, o financiamento das mesmas, os direitos de televisão" (…) “as regras já existem há muito e não têm surtido efeito" (…) “o Estado tem acompanhado a reflexão que os clubes estão a fazer” (…) "não tendo à partida nenhuma intervenção na matéria do futebol profissional, que é da exclusiva responsabilidades dos clubes e das SAD, mas procurará ajudá-los a encontrar soluções. É um problema que se arrasta desde sempre".
Laurentino Dias

É o problema de sempre porque ninguém se resolveu a intervir. Identificar o problema é fácil, corrigir o problema é que é mais complicado. A continuar assim, vamos alimentando o problema, deixando morrer à fome a solução. Faltam bolas onde há demasiadas bolinhas.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) teve um resultado positivo ligeiramente superior a um milhão de euros no exercício relativo à época desportiva 2007/08, fundamentalmente consequência de um forte crescimento das receitas de patrocínios. Segundo o relatório e contas da LPFP, o último exercício fechou com um lucro de 1.044.475,23 euros, um enorme crescimento por comparação com o lucro de 180.665,51 euros do ano anterior.
LPFP

Muito bem. Só dimensiona o trabalho desenvolvido por Hermínio Loureiro. No entanto, os clubes não têm dinheiro para cumprir com as suas obrigações, os árbitros têm os ordenados em dia e há jogadores com os ordenados em atraso.

quarta-feira, 4 de março de 2009

PARALISAÇÃO DO FUTEBOL

"Queremos apelar à união de todos os profissionais de futebol no sentido de uma exigência conjunta na adopção de medidas concretas que impeçam a repetição destes problemas na próxima época desportiva" (…) "caso essas medidas não sejam aprovadas e implementadas, deve, salvo melhor opinião, ser tomada uma atitude definitiva que passará, obviamente, pela paralisação geral à semelhança do que sucede noutros países".
Comunicado dos Jogadores do E. Amadora

Apesar do envolvimento do Sindicato, apesar da dignidade oferecida pelos jogadores, apesar de algumas mensagens sem efeitos práticos, a verdade é que o futebol ainda não se manifestou sobre a questão dos ordenados em atraso. O futebol, são os jogadores e em matéria de seu interesse, ainda não vimos a tomada de uma posição séria. O que vemos é todos a olhar para o lado à espera que alguém decida por eles.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ADIAR ATÉ AO CASO SEGUINTE

"Se a Liga não fizer nada, não devemos começar o próximo campeonato. No próximo ano vão acontecer situações idênticas à do Estrela".

A afirmação pertence a Joaquim Evangelista que voltou a dizer que o Estrela não é o único clube que não paga atempadamente os ordenados. Evangelista deixou a ameaça de uma greve geral dos jogadores.

Pois é, as coisas geralmente começam do início. Até agora só se tem visto remendos de uma situação irremediável. Remediar significa adiar até ao seguinte. Parece óbvio mas não é.

sábado, 29 de novembro de 2008

O ICEBERG DO FUTEBOL NACIONAL

Os Jogadores do Estrela da Amadora receberam 2 dos 5 salários em atraso, graças a verbas provenientes do Fundo de Garantia (215 mil euros) e do próprio Estrela da Amadora (48 mil euros).

O Fundo de Garantia é o resultado do esforço de Sindicato de Jogadores, Liga e FPF, que conseguiram juntar 300 mil euros. Agora a Direcção do Estrela terá que envidar esforços para reunir as verbas suficientes para devolver o dinheiro disponibilizado e para satisfazer os compromissos salariais em falta.

Nunca é demais enaltecer o envolvimento do Sindicato, particularmente a intervenção de Joaquim Evangelista, neste e noutros processos. No entanto, tudo isto me parece um esforço muito limitado e de todo inexplicável.

Tudo isto reflecte trabalho de improviso e medidas de recurso sem qualquer possibilidade de sucesso, considerando que se trata de tapar a ponta do iceberg.

Federação, Clubes e Jogadores têm de parar, discutir a sério o futebol português e começar de novo. Não é possível manter a politica da sobrevivência e do adiamento.

E devem começar por isto: Não há clubes a mais e jogadores a mais para a dimensão e capacidade do país?